Eu sou carioca. Nasci no Rio de Janeiro. Sou filho de Maria dos Anjos. O nome da minha mãe já é celestial! (risos) Eu não convivi com o meu pai, pois ele não assumiu a responsabilidade quando eu nasci. Então, minha mãe teve que me criar sozinha. Ela precisava me criar e trabalhar; nisso, ela me deixava na casa das minhas tias, irmãs do meu pai. E elas cuidavam de mim. No entanto, isso acabou gerando uma situação: elas se apagaram tanto a mim que minha mãe recebeu uma intimação do juiz, dizendo que elas queriam a minha guarda. Elas queriam me tirar da minha mãe, porque não tinha como minha mãe dar as mesmas condições que elas me davam, por ser uma família relativamente rica. Nesse desespero, ela conseguiu um advogado público. Ele era cristão e apresentou Jesus para ela, falando que tudo daria certo. O juiz, quando viu a causa, decidiu que o filho deveria permanecer com a mãe. Portanto, ela permaneceu com a minha guarda.

Quando eu fiz seis anos de idade, minha mãe conheceu o meu padrasto, o Jorge. Eu tenho muita gratidão pela vida dele, por ter nos acolhido. Até os 11 anos, eu fui filho único. Por volta desse tempo, nos mudamos para Brasília e, minha mãe engravidou. Meu padrasto trabalhava em um órgão público; então, o trabalho dele trouxe a família. Eu tinha 10 anos, quase 11, quando viemos para Brasília. Daí, nasceu a Ester – fruto desse relacionamento com o meu padrasto. A Ester tem um coração lindo e é apaixonada por Jesus. Ela ama vidas, missões e evangelismo. Ela ama a obra de Deus.

Minha mãe é muito protetora. Quando eu conheci a minha esposa, a Keila, minha mãe, no início, por sempre ter sido muito protetora, foi um pouco ciumenta. Depois, ela foi se acostumando. Acho que isso é normal com mãe de homem! (risos) Ela tem um coração enorme; tira da boca dela para dar para os outros. As pessoas batem em sua porta, pedindo cesta básica e comida, pois ela nunca nega. Eu cresci com minha mãe sempre muito generosa com as pessoas, tirando do que ela não tinha para dar para os outros. Minha mãe também sempre foi fiel na igreja. Sempre foi uma pessoa que inspirava muita confiança.

Meu padrasto é uma pessoa muito introspectiva. Com todo respeito que eu tenho a ele, por ter nos acolhido, é uma pessoa que não conversa muito. Então, não tinha muito diálogo. O fato dele ser muito introspectivo fez com que eu não tivesse esse relacionamento de pai e filho com ele. Infelizmente, essa foi a realidade. Eu sempre o respeitei; no entanto, meu relacionamento com ele é de poucas palavras. Quando meus amigos iam para minha casa, ele ia para outro ambiente; não havia muito entrosamento. Isso fez com que eu não tivesse muitas referências de pai.

A música é algo que já faz parte da minha vida mesmo. Desde criança, eu sentava nas primeiras fileiras da igreja e observava os músicos tocarem. Eu apreciava aquilo e me imaginava, um dia, tocando na igreja. Quando eu fiz uns 12 anos, minha mãe me convidou para ir em uma igreja. Era um culto especial. Ela falava que eu era o parceiro dela. Então, nós fomos para esse culto. Chegando lá, o grupo de louvor tocou. Daquele dia em diante, minha vida mudou completamente!

Eu fui, praticamente, arrebatado naquele lugar, com tudo o que aconteceu naquele culto. A equipe tocou com muita graça, unção e poder de Deus. Eu fui alcançado por aquilo. Foi um dia tão especial para mim que, ali mesmo, eu fiz uma declaração: “É isso que eu quero fazer! Eu quero tocar as pessoas com a música. Salvar pessoas e curá-las”. Aquele dia para mim, foi marcante! Isso aconteceu na Primeira Igreja Batista de Ceilândia. A partir daquele dia, todas as quartas, eu ia para essa igreja, para honrar aquela unção daquela equipe de louvor. Eu saía de lá edificado e com a convicção de que era aquilo que eu queria fazer.

Um dia, na igreja que eu frequentava, após a escola dominical, eu pedi para um dos músicos me ensinar a tocar, para eu me desenvolver na música. Nesse mesmo dia, ele me ensinou algumas notas. Com muita dificuldade comecei a praticar. Era muito lento. Ele, então, me emprestou o violão, para ensaiar em casa. Isso foi no domingo. Quando eu fui devolvê-lo, na terça-feira, já conseguia tocar uma música inteira! Ele ficou impressionado, pois viu que eu desenvolvi. Depois, ele me ensinou outras notas. Eu sempre queria mais; ficava o tempo todo com o violão. Sempre fui muito dedicado para aprender a tocar. E, em cada culto que eu me encontrava com os músicos, mostrava uma evolução. Sempre! Eu não me considero um músico profissional, mas reconheço que recebi um talento de Deus. Esse talento foi só crescendo.

Uma vez, eu vi um programa de televisão de uma igreja, como uma banda muito boa tocando. Essa igreja era a Renascer. Decidi visitar a Renascer de Brasília. Fui para lá e encontrei músicos fenomenais, que me deram muita bagagem para formar quem sou hoje. Em uma época, a igreja começou a expandir, alguns músicos começaram a sair. Um dos músicos chegou para mim e falou: “Você não pode sair daqui! Você é uma base muito forte para estabelecer os novos!”. Eu peguei aquilo com força, porque não queria deixar meu pastor na mão. Eu não podia deixar meus líderes na mão; tinha que ficar lá, ajudando o grupo.

Nesse tempo em que eu estava me envolvendo muito com a música, todo final de semana, eu estava envolvido com algum show ou algum evento. Eu sempre queria ver alguma banda ou algum músico. Eu tinha por volta dos 15 anos de idade e ia sozinho de ônibus ver as bandas. Era engraçado, pois minha mãe orava, dizendo: “Senhor, se meu filho chegar bem, eu não vou mais liberar para sair tarde!”. Mas isso não adiantava, porque aquilo já estava dentro de mim, impregnado. Eu queria conhecer as bandas. Queria conhecer o trabalho deles. Morávamos em um local relativamente perigoso. E eu descia na parada sozinho, pois acabava tarde e eu queria ver tudo. Queria ver todo o processo: a passagem de som, a montagem dos equipamentos…. Queria saber como tudo funcionava. Quando eu e minha mãe lembramos dessa história, é só risada. Minha mãe falava isso e sempre deu na mesma.

Eu fazia parte de uma rede de amigos. Vários deles tinham banda. Eu acabei entrando em uma banda cristã de rock, nesse meu envolvimento com a música aprendi a tocar vários instrumentos. Foi realmente um dom de Deus! Eu aprendi a tocar teclado, baixo… 

Normalmente, eu tocava guitarra no louvor, mas, quando os bateristas faltavam, eu sabia fazer a marcação. Todo músico tem uma noção de ritmo; portanto, eu conseguia segurar quando o baterista faltava. Um belo dia, um cara – o nome dele era Daniel – ficou sabendo que eu gostava de rock. Então, depois do culto, ele falou para mim: “Estou precisando de um baterista para a minha banda!”. Eu falei: “Não, cara! Não sou baterista! Eu toco violão e guitarra”. Porém, ele insistiu, disse que eu ficaria na bateria por pouco tempo, só para que a banda pudesse começar suas composições e montar o repertório.

Eu fui para um estúdio num domingo. Ensaiamos durante duas horas. Foi uma experiência nova para mim, pois eu pude conhecer como um estúdio funcionava. Nessa brincadeira, fiquei dois anos na banda. Viajamos vários estados do Brasil. Na verdade, o estilo da banda demandava um baterista mais técnico, e eu não era baterista profissional. Porém, eu ajudei a banda e tive uma experiência musical nova.

Na Renascer, eu conheci minha esposa. Ela tinha acabado de entrar no grupo de louvor. Então, quando eu a conheci, eu falei: “Nossa! Quem é essa morena aí? Quem essa novata?”. Nós fomos conversando. E uma das coisas sobre as quais conversamos na época foi que iríamos orar pelo relacionamento. Então, os líderes me pediam para ter cuidado com relacionamentos, para que eu fizesse a escolha certa. Comecei, enfim, a namorar a “morena do louvor”. Quando acontecia algum show em outro estado, ela ia comigo. Íamos junto para os shows.

Com seis meses de namoro, terminamos. Em uma viagem com a banda, de repente, eu percebi que estava sem tempo para namorar, pois, às vezes, ela me ligava para saber onde eu estava, e eu tinha que dar explicações. Um dia, eu a chamei para conversar. Quando ela chegou, falei: “Você é muito gente boa, muito legal, uma menina para casar, mas temos que terminar”. Eu era novo! Tinha 18 para 19 anos. Ela queria uma coisa séria – casamento, tudo certinho.

Os meninos da banda ficavam falando para mim: “A Keila está bonita, cara!” Com o passar do tempo, eu comecei a sentir falta dela. Eu não queria me envolver com a pessoa errada; eu não pensava em casar naquele momento, mas também não queria fazer a coisa errada. Ela era uma pessoa séria, da igreja, trabalhadora, uma boa filha – tinha todas as qualidades de uma pessoa para casar. Então, um dia, eu liguei para ela e a chamei para conversar novamente. E pedi para voltarmos a namorar. Quando voltamos, namoramos por um ano e, depois, noivamos por mais um ano. Casamos na igreja em que fazíamos parte.

Minha esposa é uma base muito forte para mim. Tudo o que a gente faz, fazemos juntos. Sem ela não sei se eu aguentaria alguns rojões e situações que já passei. Já abrimos empresas juntos e algo interessante é que tudo o que eu faço ela é muito forte e está sempre pronta para os desafios. A Keila sempre acredita em mim. Alguns parentes já até brincaram dizendo que se eu dissesse que iria vender caixão ela diria: “estou dentro, estou com meu marido”. Ela coloca o ponto de vista dela, mas sempre “pega junto”, acredita e vai comigo com fé e perseverança. Algo que acho marcante na vida dela é a fé que ela tem em Deus e a intimidade na aliança dela com o Senhor. Isso é muito forte nela. Minha esposa é amorosa, carinhosa e muito dedicada as suas amizades. Admiro o quanto ela é verdadeira…

Se tratando de nosso dia a dia, ela sempre me coloca para cima com palavras. Textos, versículos e algo para me ver melhor. De fato, ela é uma grande amante, parceira e amiga e, sem ela, posso dizer que seria bem mais difícil. Ela me ajuda muito, com bons conselhos, busca ser imparcial se atentando sempre para a justiça, para a coisa certa a se fazer. Ela sempre diz: “Jesus faria o que? A decisão certa é essa, porque a Bíblia diz isso e etc”. Ela é alguém em quem posso me apoiar, me impressiona muito o amor que ela tem pelas pessoas, pois, já vi ela gemendo por vidas em oração; chorando por determinados motivos com relação às dificuldades de outros e isso é algo que é muito lindo nela. Ela não pode ter dinheiro em mãos que sai dando e ofertando (risos), seja roupas sapatos dinheiro, etc. Posso dizer que ela me ensinou muito a ser generoso, a ter um coração disponível para dar.

Um fato marcante foi um determinado momento em São Paulo, quando a banda tocou em um evento lá. Foi um show muito legal! Foi um festival, em que eu toquei como baterista. Em um determinado momento, os organizadores levaram as bandas para os alojamentos. Todos os integrantes da banda ficaram no mesmo quarto. Éramos quatro pessoas. Todos estavam dormindo, mas eu estava sem sono. Fiquei deitado, olhando para o teto. E, nesse momento, eu ouvi uma voz dizer para mim no espírito: “Ainda não é isso!”. Eu até olhei para o lado, para ver se era algum dos meninos falando comigo. Eles estavam dormindo; só eu estava acordado. E ouvi a mesma coisa de novo. Dessa vez, percebi, claramente, o Espírito Santo falar comigo que ainda não era isso que o Senhor tinha para mim. Eu falo isso com todo respeito à banda e à igreja que eu servia. Deus tinha algo diferente.

No mesmo ano, minha mãe fez um aniversario surpresa para mim, com uns amigos da antiga igreja. Dentre as pessoas que estavam na festa, havia uma mulher que era profetisa; ela não me conhecia e vice-versa. Ela falou para mim que, em um determinado momento, Deus iria me mover de um lugar, para um outro ministério. Nesse ministério, eu iria treinar muitas pessoas. Seria um lugar onde eu seria usado por Deus, para treinar novos músicos. Por dentro, eu já tinha uma nota de que meu tempo estava acabando naquela igreja. Eu já tinha essa percepção de que eu iria sair dali. Meu relacionamento era bom com as pessoas, mas meu tempo, naquele lugar, estava acabando. Para mim, essa palavra “treinar” soava muito distante, como se, de uma forma, eu fosse ser influente na vida de uma pessoa. Eu peguei aquela profecia e guardei.

Saíamos da outra igreja e ficamos procurando o lugar para onde deveríamos ir. Um belo dia, um amigo meu que tocava em uma banda me chamou para um show. No intervalo do show, encontramos um outro amigo, conhecido como Marcos “Bro” (marido da Ana Cláudia, professora do Rhema), que frequentava o Verbo da Vida. Ele perguntou se eu estava congregando em algum lugar. Quando eu respondi que estava esperando o direcionamento de Deus, ele falou: “Cara, eu estou indo em uma igreja bem diferente musicalmente. É uma igreja que ensina a Palavra”. Perguntei onde era essa igreja, e ele me respondeu: “Verbo da Vida”.

Fizemos a primeira visita juntos somente um ano e meio depois. Havíamos nos mudado para uma casa perto do Verbo da Vida. E nós estamos lá até hoje. Quase 12 anos já! Quando chegamos lá, à princípio, eu não queria saber de louvor. Eu falava: “Eu não quero mexer com louvor, porque dá muito trabalho mexer com gente. Não quero saber disso! Vou ficar só aqui!”. Na verdade, nem eu nem ela queríamos nos envolver mais com louvor. No entanto, eu percebi que a igreja tinha uma necessidade. Embora já existe há quase dois anos na mesma localização, eu vi uma precariedade nos equipamentos musicais.

Não havia muito estrutura nem instrumento. Um dia, eu cheguei para o pastor Joselito e falei: “Pastor, eu e minha esposa gostamos muito de ajudar a obra. Pensamos em abrir uma cantina, para comprar equipamentos novos”. O pastor tocou no meu ombro e falou: “Vamos esperar um pouco!?” Eu fiquei um pouco sem entender; achei que ele não tinha gostado da minha ideia. No entanto, ele sabia que eu precisava me concentrar na Palavra naquele momento. Estávamos em um momento que precisávamos da Palavra. Nós éramos novos quando nos casamos; eu tinha 22 anos. Éramos duas pessoas diferentes que estavam se ajustando à vida de casados. A Palavra foi nos alcançando, por meio das ministrações.

Quando eu cheguei no Verbo da Vida, a parte musical estava muito precária. Isso acabou me dando mais força para querer ajudar, porque eu via que eu podia fazer alguma coisa. Então, eu peguei os músicos e ensinei do zero. Algumas coisas eram bem diferentes, mas eu decidi me submeter. Eu não era o líder do louvor, mas a líder do louvor me deu autonomia, para conduzir a banda.

Um dia, o líder dos jovens recebeu um convite para tocarmos na Renascer. Eu já tinha saído de lá há uns anos. Nesse dia, aconteceu algo que eu não esperava. Era uma vigília e chegamos para tocar. O líder dos jovens dessa igreja era um dos guitarristas que eu tinha treinado na época. Fui tocar como tecladista; quando nós descemos do palco, ele estava fazendo as apresentações das igrejas e começou a contar a história de como eu o ajudei na música. Ele pediu para me levantar e me honrou na frente de todo mundo. Ele disse que se espelhava em mim, quando me via tocar. Nem esperava que isso iria acontecer! Esse acontecimento me marcou muito – ver como os meus ensinamentos foram expressivos em sua vida!

Quando eu ouvi aquilo, me lembrei de quando eu estava na igreja da minha mãe e vi os músicos tocando e decidi que era aquilo que eu desejava fazer na minha vida, que queria mexer com música durante a minha vida. Naquele momento, estava vendo o fruto do que aconteceu comigo. A minha vida foi tocada por tantas pessoas. Agora, com a minha vida, podia tocar outras pessoas.

Com o passar do tempo, chegou um momento em que eu fui colocado como líder do louvor. Isso foi em 2008. Em 2006, eu já tinha uma certa autonomia para orientar e treinar o grupo. Continuamos o trabalho que havíamos iniciado. Eu amo nossa equipe, os respeito e admiro. Somos uma família e sou feliz por servir ao Senhor ao lado de pessoas tão especiais. Antes de assumir a liderança do louvor, nós vimos que a igreja não possuía um departamento de comunicação. Percebíamos que as outras igrejas tinham um blog ou um site, mas a nossa igreja não tinha nada disso. Cheguei para o pastor e pedi autorização dele para fazer um blog, para postar fotos dos cultos e sobre as ministrações. Ele aceitou e, a partir daí, minha esposa tirava as fotos e eu escrevia o texto. Quando chegávamos em casa, eu digitava o texto no computador e transferia as fotos. Ficamos assim por dois anos. Até 2009. Cobrimos todos os eventos, porque a igreja não tinha muita estrutura. Com muito carinho, vimos a evolução da igreja. 

Como eu falei, eu não tive referência de pai. Portanto, durante todo esse processo que eu passei na igreja, o pastor Joselito me acompanhou muito. Ele acompanhou todas as circunstâncias e todas as dificuldades que nós enfrentamos. O pastor Joselito é um paizão para mim. Tem algo muito forte que o pastor Joselito sempre me diz e me ensina: “Renato, nunca desista das pessoas”, aprendi e aprendo muito com ele. Ana Helena, esposa do pastor Joselito, também é um grande referencial, já recebi muitos conselhos vindos dela que mudaram minha forma de pensar, ela é uma inspiração, eu e minha esposa somos muito gratos por ela e amamos muito sua vida; é sempre uma honra servir no Rhema, seja no que for necessário. A palavra que eu posso expressar com mais força sobre este casal é gratidão mesmo.

Temos também dois grandes amigos que já conhecíamos e que estavam no Verbo e nos ajudaram muito nessa entrada na igreja o Marcos e a Lilian, gostaria de honrá-los por terem sido sempre tão presentes.  Vimos as filhas deles crescer – estou ficando velho (risos) – somos muito gratos por eles e amamos suas vidas.

Outro casal que Deus colocou em nosso caminho, após alguns anos, foi o pastor Rogério e Imna, que até hoje acompanham nossa trajetória e sempre torcem por nós em tudo. Nos chamamos carinhosamente de NAIAS essa história explico outro dia (risos). temos também uma enorme gratidão por eles. Em todo lugar que fomos, fizemos bons amigos!

Quando eu vi o Apóstolo Guto contando aquela história do paraquedas, houve uma conexão muito forte. Quando eu ouvi que ele se lançou com o paraquedas, eu decidi me lançar também. No início, havia algumas coisas que eu e minha esposa não concordávamos com relação ao ministério. Um dia, tivemos um discernimento: se as nossas convicções estavam tão corretas, por que esse ministério estava crescendo? Tinha algo que precisamos aprender! Então, nos lançamos! Quando fizemos isso, meu relacionamento com a liderança e com o ministério melhorou muito. O Apóstolo Guto, para mim, é uma inspiração. 

O que sei sobre mim, é que sou muito amigo. Eu já me frustrei muito por causa disso, porque, nem sempre, era correspondido na mesma medida. Porém, mesmo assim, eu decidi que não vou deixar de ser assim. Algumas pessoas podem ter errado comigo, mas eu vou continuar sendo amigo e parceiro. E vou continuar ajudando. Eu fico muito feliz de ter servindo junto com tantas pessoas que, hoje, são professores do Rhema, missionários… Ou seja, que estão seguindo seus chamados. Eu também sou uma pessoa fiel! Aprendi a ser fiel muito cedo. Fiel nos meus relacionamentos, no ministério, com a minha equipe e com as pessoas que estão ao meu redor. Sou muito fiel a essa visão também. Gosto muito de brincar, mas também sou exigente. A pessoa pode ser minha amiga, mas, se trabalha comigo e tiver vacilado, vai levar uma chamada! Aprendi isso com o pastor Bud e com o pastor Joselito.

Tudo é de Deus! Graças a Deus, hoje, estamos em uma igreja bem estruturada. Porém, meu pastor sempre fala que, se Deus mandar ele largar tudo e começar de novo, ele fará isso! E eu tenho a mesma visão! Embora amemos muito as pessoas com as quais trabalhamos e servimos juntos, eu sou bem desprendido! Quero ver as pessoas correndo suas carreiras! Uma pessoa da minha equipe não é minha; ela é de Deus!

Fotos por: Vanessa Datrino

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