
Eu nasci no Sítio Quixaba, em Serra Branca, que na época era município de São João do Cariri (PB), vim para Campina Grande em 1958. Em 1966 fui para São Paulo, lá comecei a estudar Direito e, em 1977, já com a família constituída, voltei para cá e conclui o curso aqui.
Casei com Alvina de Araújo, Vina, no dia 28 de junho de 1969, portanto, acabamos de completar 50 anos de casados. Eu vejo que o casamento é montado sobre cinco colunas: ter Cristo como Senhor, compromisso, comunhão, companheirismo e perdão… muito perdão por sinal (risos). Costumo dizer que o casamento só dar certo para os “desarmados”. No casamento, precisamos dispensar muitas coisas, não deixando que os desentendimentos criem uma crosta.
Os desentendimentos devem ser como fumaça: vêm e passam. O casal precisa se manter pegando na mão um do outro, um ajudando o outro, dispensando as falhas, as quais todos nós temos e, com ou sem elas, temos que ir juntos até o fim. Quando eu casei e cheguei na calçada do cartório, o Espírito Santo me disse que seria até morrer. Louvado seja Deus pelo nosso casamento!

Eu não imagino a minha vida sem ela. Certa vez, ela viajou para o Amapá a fim de visitar uma das nossas filhas. Quando eu fui deitar, senti a cama tão vazia que enrolei um edredom, fazendo um volume ao meu lado e, só assim, consegui pegar no sono. Isso é companheirismo!
Nós temos seis filhos. São três biológicos e três que criamos: Jaime, Rogério, Marcelo, Lílian, Maíra e Lucas Emanuel (que é neto, mas foi criado como filho). Temos dez ou 11 netos e agora, em julho, nasceu o segundo bisneto. Na família e na vida, a gente sempre está ensinando. Porque a cada um de nós, Deus dá a fé e a graça. E quanto mais eu me dedico, mais vou sendo um referencial para eles. Se eles tiverem em mim um referencial, seguirão o caminho correto, porque ninguém quer se perder.
Outro dia, eu estava ministrando no Culto Doméstico, na minha casa, e o meu bisneto disse: “A fé vem pelo ouvir”. Veja só! Já querendo ministrar (risos). Pense que coisa maravilhosa!

Nós participávamos da Carismática Católica, mas um dia eu perguntei a minha esposa: será que não existe algo melhor e nós não encontramos ainda? Ela respondeu que não tinha. Mas, eu disse: deve ter. Eu gostaria muito de aprender mais da Bíblia. Eu e Vina nos convertemos juntos, no dia 27 de julho, de 1989.
Uns 15 dias depois o telefone tocou e era a minha cunhada, Tereza Neuma, querendo saber se eu queria fazer o Discipulado com uma crente, para aprender a Bíblia. Essa crente é a irmã Fátima, esposa de Canrobert Guimarães, que é um dos líderes do nosso Ministério.
Juntamente, com aquela turma que se reunia na casa deles, nós ouvimos falar de um americano que estava pregando na casa de Ronaldo Correia. Era o Pr. Bud, que depois passou a ministrar a Palavra, em reuniões, na Escola Crianças do Brasil e também na casa dele. Pouco depois, ele iniciou a igreja, a qual depois a gente chamou de “Verbinho”.
Em um dos cultos, ele me pediu: “Quando você chegar aqui na igreja com a sua esposa, fiquem na porta para receber os irmãos”. Dessa forma, eu e Vina fomos os primeiros diáconos do Verbo da Vida em Campina Grande. De fato, quando a igreja se mudou para o bairro da Prata, eu tive a honra de ser o primeiro líder do Diaconato.

No primeiro mês, o pastor formou a diretoria. Ele me levantou como primeiro-secretário. Eu faço parte da origem. Fui eu que fiz a primeira ata da igreja, eu que fiz e assinei o estatuto de constituição e Guto registrou em cartório. Quando nós viemos para cá e ficamos rodeando este terreno, fui eu também quem tive a alegria de registrar em ata o dia da pedra fundamental.
As coisas com Deus estão sempre em evolução. Com Ele, não tem história de parar. Se a gente para, a gente cai. Deus movimenta as constelações e tudo gira em torno d’Ele, Ele é o Comandante de todas as coisas.
Na época que estávamos à procura de um lugar próprio para construir a nossa igreja, nós viemos no terreno e o Pr. Bud disse que seria aquele. Confesso que eu pensei que era impossível, em razão do tamanho do terreno e da obra que se queria fazer. Mas, quando você abraça a visão do Senhor, é impossível que as coisas não deem certo. Deus vai fazer a obra. Só não podemos sair da presença d’Ele, da Sua visão e da Sua orientação.
Eu sou muito feliz no Verbo da Vida. Eu gosto muito das mensagens do Pr. João Roberto e dos outros. Aqui tem muitas mensagens ricas que alimentam “as ovelhas”, então eu recebo e preciso passar para frente, eu quero buscar aquelas que estão com fome e sede lá fora. Deus me deu fome e sede por elas. Deus disse que daria as nações para aqueles que lhe pedirem. Eu tenho esse sonho de divulgar o Evangelho o máximo que eu puder. Enquanto eu tiver vida e saúde, a minha vida vai ser assim. A Advocacia eu vou parar em breve, mas o Evangelho vai ser pregado enquanto houver fôlego de vida em mim.

Eu me formei há 40 anos e, graças a Deus, alcancei muitos objetivos e tive honra na Advocacia. Eu acredito que não tem quem possa, de forma justa, apontar-me o dedo por nenhum ato delituoso que eu tenha praticado. Podem me chamar de bruto, porque fui grosseiro algumas vezes, ou até dizer que me faltou conhecimento, às vezes, mas de desonestidade jamais. Não minto para homem nenhum. Eu tenho uma Advocacia extremamente limpa, porque acredito que o mínimo que a gente pode ser nesse mundo é limpo.Jesus disse, em Apocalipse 22, que “quem for limpo, limpe-se mais”, então, tem muita coisa para a gente “raspar”, para mudar, mas nessa área profissional, graças a Deus eu posso dizer que sou um exemplo para os demais advogados.
Eu nunca tive desespero por dinheiro. Dinheiro é bom, mas eu nem quero amar o dinheiro e nem quero que ele me governe. Jesus é o dono da minha vida. A vida é dividida em três partes: se preparar para produzir, produzir e usufruir do que produziu. Eu já estou aposentado da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do município, mas ainda advogo por pouco tempo. Graças a Deus, já estou somente na fase de desfrutar do que construí.

Eu estou ministrando o Evangelho em toda oportunidade que tenho, de domingo a domingo. Mas, eu fiz um acordo com a minha esposa e o sábado à noite é reservado para a minha família. Durante um tempo, Vina estava entristecida, porque disse que eu não estava dando a devida atenção a ela, por causa da obra do Senhor. Reconheci o meu erro. O homem de Deus precisa dar espaço à família, mesmo quando o casamento já tem muito tempo, como o meu. Já faz um tempo que eu reservo o sábado à noite para ficar junto com ela.
A minha paixão sempre foi o púlpito da igreja, mas o meu chamado é para buscar as “ovelhas perdidas” da casa de Israel. Eu comecei os programas de rádio há mais de 21 anos. Já tive programa em várias rádios, todos com o mesmo nome: “O Rei está voltando”. Atualmente, estou na Rádio Rede Fé (102.7 FM, de segunda à sexta, das 21h às 22h) e na Lagar (87.9 FM) há 16 anos, aos domingos, de meio-dia às 13h. Paralelo a isso, também recebo muitos convites para pregar nas igrejas. Nos sábados pela manhã, eu estou sempre nas feiras, aqui em Campina Grande e nas cidades circunvizinhas.
Outro dia eu fui pregar a Palavra de Deus em uma fazenda, na cidade de Salgadinho, onde nós fizemos evangelismo durante o dia. Não teve uma casa em que eu entrei que as pessoas não me conhecessem pela minha voz, porque ouviam na rádio. Eu fiquei encantado com aquilo! Outro dia, um rapaz foi na rádio porque disse que me acompanhava pelo YouTube, mas como a foto era muito pequena, queria me conhecer pessoalmente. Hoje eu sou muito mais conhecido pela minha voz do que pela minha imagem.

A mensagem do Evangelho no rádio me encanta! Está escrito: “Como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados?”. Precisamos ganhar as pessoas que estão lá fora, a grande massa sedenta da Palavra do Senhor. O mundo não sabe para onde vai, está desorientado e se perdendo por não ter quem ensine.
Através dos programas nas rádios, eu tenho levado a mensagem do Evangelho longe, a fim de tirar alguém do engano e eu sei que Deus está me usando para isso. Além disso, sou professor nos Grupos Familiares e isso é uma honra muito grande. Quando estamos no período de atuação, eu sou escalado em todas às quartas-feiras.
Eu tenho orado ao Senhor para que eu tenha vida e saúde por muitos anos ainda, que Ele me ajude a não desfalecer e não me entristecer. Podemos ler em Hebreus 2.1 que devemos estar apegados, ao que já ouvimos, para nunca desfalecermos. Então, eu quero viver para proclamar o Evangelho do Senhor por muito tempo. Eu não posso parar!














