
por Janielle Medeiros

Sou casada há dois anos com Emerson Oliveira e engravidar era um sonho que nutria há muitos anos, engravidei no final de novembro de 2019, e quero falar um pouco da minha gestação nesse tempo tão delicado. Em especial a partir de março e os desafios que nós enfrentamos não foram poucos, mas glória a Deus, o Senhor nos sustentou, nos segurou pela mão e nos conduziu e conseguimos passar para o outro lado da margem. Só descobri oficialmente que estava grávida, no inicio de 2020, e tive todo o cuidado que é requerido nos três primeiros meses da gestação, então, quando março chegou com tantas mudanças, esse primeiro trimestre mais delicado já tinha passado. Entramos numa nova fase da gestação que agora era de isolamento em decorrência da pandemia e claro que tive que vivenciar os desafios de ficar em casa, trancada e isolada, com a sensação que tinha um inimigo da porta de casa para fora.
E, claro, tudo aquilo que idealizei quando estivesse grávida, o prazer de organizar enxoval, ir às lojas em busca de compor cada detalhe, em compor o quarto da bebê, as roupinhas, eu fui privada de tudo isso, para a minha segurança e dela. Não tive esse direito, embora que para mim isso é o de menos.



Já com a gestação avançada, meu esposo, Emerson, começou a apresentar febre e ele era quem me dava todo suporte: saía, fazia compras, o trabalho dele permitiu essa flexibilização. Ele teve esse e outros sintomas de Covid-19, eu falei com a médica que me mandou fazer o teste nele, pois era necessário ele ficar distante de mim. Isso foi atormentador, ele precisou se ausentar da nossa casa, ficou lá dois dias até fazer o teste e ainda com os sintomas, declaramos a Palavra todo tempo. Essa pandemia nos mostrou que não adianta fazer projetos e planos e se firmar em coisas, porque elas são incertas, de fato, o que conta são os relacionamentos. E na correria que andávamos não dávamos valor a esses relacionamentos da forma devida. Sempre fui muito independente e estava aprendendo a ser dependente do Senhor e de meu esposo. Isso foi uma grande lição. Confiei no Senhor que tudo ia acabar bem, ele foi fazer o teste e graças a Deus deu negativo. Ele voltou para casa. Fomos confrontados pela vida, a pandemia veio como um divisor de águas e tínhamos que decidir se o cristianismo era nosso hobby ou nossa essência.
PARTO

Esse médico não me trouxe paz, voltei para casa e, à noite, retornei, mas o parto começou a ser induzido, estava com dores de parto normal, contratei uma doula, Daniella Collier, que me deu tudo suporte psicológico e emocional, me trazendo alívio da dor física, inclusive. Seu auxílio foi fundamental! Excelente pessoa e profissional, que somos gratos. Ela me ajudou bastante. Fiquei em um quarto especifico e esperei para ter o parto normal. Cheguei a tomar medicação para acelerar as dores, entrei em trabalho de parto noite a dentro, entrou outro médico plantonista e ele viu que não desenvolvia de 6 centímetros.
Foram momentos muito tensos. Eu estava exausta física e psicologicamente. Se eu não tivesse o Espírito Santo, teria caído em prantos, mas, graças a Deus, meu parto cesárea foi um sucesso. No dia 1, minha médica Carol estava de plantão e somente à noite poderia vir fazer a minha cesárea, e a cirurgia precisou ser antecipada para a tarde, o que me gerou insegurança em me submeter a um médico que não conhecia para tal, mas o Senhor providenciou os melhores médicos para realizar o procedimento e tudo se encaminhou bem e em segurança, inclusive, na playlist dedo celular de um deles, tocou a música que entrei até o altar enquanto Júlia nascia. Deus está nos detalhes.
O Espírito Santo separa as pessoas certas e que precisamos para estarem conosco nos momentos ímpares. Quero honrar Rodrigo Andrade, pastor auxiliar de nossa igreja e médico anestesista. Ele esteve lá antes, durante o trabalho de parto, me dando todo suporte, e aguardando eu chegar em 8cm para me dar analgesia. Não evoluímos na dilatação, mas em compensação, me senti muito amparada e cuidada pelo Pai através dele. Sou tão grata!
Eu casei dia 1º de setembro, e Júlia nasceu no mesmo dia, às 14h44. Poder ver o rostinho dela foi emocionante e uma vitória. Como Deus é bom e sua fidelidade é inquestionável. É importante a gente confiar, porque do jeito d’Ele as coisas sempre acabam bem.

Existem enormes desafios na maternidade. Estou no período mais conhecido como resguardo e é um momento de você administrar os cuidados de um bebê recém-nascido que depende de você para tudo. É um tempo para tirar muitas lições. Nos traz a convicção de que somos humanos. Há poucos dias ela estava guardada dentro de mim, agora ela depende de mim, mas externamente. Eu sou grata ao meu marido Emerson que tem me ajudado bastante, pai excelente!
Em resumo: eu pensei que ser mãe era estar pronta para ensinar, mas tenho visto que é justamente o contrário! É fundamental estar pronta para aprender o que o Senhor quer me ensinar e me alcançar através de Júlia. É um ensinamento contínuo, 24 horas!”
















