Jesus primogênito

Para entendermos a grandiosidade do que Deus realizou em nós, os que cremos em Jesus Cristo, se faz necessário entendermos os processos da adoção de filhos.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas que tenha a vida eterna” (João 3:16).

“Porquanto, aqueles que antecipadamente conheceu, também os predestinou para serem semelhantes à Imagem do seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos: 8:29).

O conceito de filho unigênito é aquele que é gerado pelo pai de maneira biológica (filho único). O conceito de filho primogênito é aquele que nasceu primeiro (primeiro filho) dentre outros.

Romanos 8:29, Hebreus 2:11-12, João 20:17 – esses versículos falam de Jesus e seus irmãos. Achei bonito em Romanos 8:29 que fala que Jesus é o primogênito entre muitos irmãos. Ele deixou de ser o único filho, o unigênito, para ser o primogênito entre outros irmãos. Observando Romanos 8:30, vemos o processo para legitimar a linhagem Cristã.

“….. E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes igualmente justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou.”

Um processo lindo de legitimar a hereditariedade.

“Jesus veio para o que era seu, mas os seus não O receberam; mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, ou seja, aos que crêem no seu Nome” (João 1:11-12).

Em Efésios:1: 4-5: “Porquanto, Deus nos escolheu Nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. E, em amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade.”

Características de um filho adotado:

1- DNA – Diferente do pai adotivo, ou seja: o vínculo biológico é diferente do pai adotivo;

2- Sem imagem e sem semelhança com o pai adotivo;

3- Sem a natureza do pai adotivo;

4- Toda a genética (genótipo e fenótipo) diferente do pai adotivo;

5- Sem descendência familiar do pai adotivo, ou seja: sem a linhagem familiar da descendência.

É bom lembrar que Jesus Cristo como Unigênito e também como Primogênito do Pai, possuía o mesmo DNA (vínculo biológico); a mesma Imagem e a mesma Semelhança. A mesma natureza divina, a mesma descendência familiar. É o que se chama de filho legítimo. Tal pai, tal filho.

Portanto, para todo aquele que recebe Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, necessita nascer de novo, para se tornar um filho legítimo com todas as características do Pai. Assim, como Jesus Cristo.

Em João 3:3 Jesus disse: “Em verdade, em verdade, te asseguro que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.”

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Ezequiel 36: 26-28 Deus diz através do profeta: “E vos darei um novo coração e derramarei um espírito novo dentro de cada um de vós; arrancarei de vós o coração de pedra e vos abençoarei com um coração de carne.”

“Deus diz através do profeta que forma o espírito novo dentro do ser humano” (Zacarias: 12:1).

I Pedro 1:3 e 23 nos diz que Deus nos regenerou para uma viva esperança, por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Somos regenerados através da semente imperecível por meio da Palavra de Deus.

II Pedro 1: 4 nos diz que nos tornamos co-participantes da natureza divina. Diante de tudo isto, podemos concluir que a pessoa que nasceu de novo, nasceu do alto, nasceu do Espírito e pode entrar no Reino de Deus. Jo:3:5-6.

Gênesis 1:26- 27, Deus determinou: “Façamos o ser humano à nossa imagem e semelhança. Deus, portanto, criou os seres humanos à Sua imagem, à imagem de Deus os criou: macho e fêmea os criou.”

Gênesis 5:1, quando Deus criou os seres humanos, o Senhor os fez parecidos com Ele (antes do pecado).

Gênesis 5:3, quando Adão completou cento e trinta anos, gerou um filho à sua semelhança, como a sua imagem e lhe deu o nome de Sete (depois que Adão pecou).

I Coríntios 15:49: “Assim como obtivemos a imagem do homem terreno (Adão), receberemos de igual modo a imagem do homem celestial (Jesus Cristo) ao nascer de novo.

II Coríntios 3:18 nos diz que somos transformados de glória em glória – crescente , na mesma imagem que vem do Senhor, que é o Espírito.”

Romanos 8:29, relembrando a Palavra: “Porquanto, aqueles que antecipadamente conheceu, também os predestinou para serem semelhantes à imagem do seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos.” Esse processo de primogenitura segue uma sequência que o próprio Deus providenciou.

Romanos 8:30: “E…. aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes igualmente justificou; e a estes também glorificou.”

É importante entendermos de descendência familiar.

João 8:31-44, Jesus fala aos judeus que não acreditavam n’Ele nem em sua Palavra, porque eles não eram de Deus. E as obras que eles realizavam não eram obras de Deus, mas do pai deles, que era o diabo.

Diante de tudo isto é importante entender o processo de geração de filhos.

Mateus 1:20, o anjo disse a Maria que o filho que seria gerado nela é do Espírito Santo.

Hebreus 5:5, Deus diz para Jesus Cristo: “Tu és meu Filho; Eu hoje te gerei.”

I João 5:18 nos diz que somos nascidos (gerados) de Deus.

I Coríntios 4:15 O apóstolo Paulo nos diz: “ …. Porquanto em Cristo Jesus eu mesmo os gerei por intermédio do Evangelho.”

I Pedro 2:9-10 nos diz que somos geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. Agora, uma vez nascido de novo, nova criatura, nova criação temos:

1- A mesma natureza de Deus;

2- A mesma imagem e semelhança de Deus;

3- Somos a descendência de Jesus Cristo;

4- Somos de fato filhos de Deus e irmãos de Jesus.

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