
A cultura gaúcha ganhou espaço na Conferência de Ministros do Sul, que acontece de 17 a 19 de setembro na Igreja Verbo da Vida em Caxias do Sul (RS). Este ano, a realização do evento coincidiu com a Semana Farroupilha.
Por conta disso, ministros, participantes e crianças têm chegado ao evento vestidos com trajes típicos gaúchos, incorporando elementos que fazem parte da identidade regional à programação da conferência.
Semana Farroupilha
Trata-se de um período dedicado à valorização da história, da cultura e das tradições do Rio Grande do Sul. As celebrações acontecem em diferentes municípios e incluem atividades culturais, música, dança, gastronomia, entre outras manifestações. O período culmina em 20 de setembro, data que marca o início da Revolução Farroupilha, em 1835.
Na conferência, a tradição também está presente na gastronomia. Em função disso, almoços e jantares típicos estão sendo comercializados no estacionamento da igreja, permitindo que os participantes tenham contato com outros elementos da cultura regional.
E como não poderia ser diferente, as crianças também participam desse movimento. Muitas chegaram à igreja vestidas com trajes típicos, acompanhando as famílias valorizando uma tradição que faz parte da história do Estado.


Para Elaine Xavier, de Recife (PE), a presença da cultura gaúcha tornou a experiência de quem veio de outras regiões ainda mais significativa.
“Eu achei extraordinário porque, além de ser um evento que reúne todos os nossos ministros, eles ainda conseguem ver um pouco da cultura na prática. Isso gera mais expectativa no coração: ‘Ah, eu estou na terra gaúcha’”, afirmou.
Segundo Natália Veloso Souza, que não é gaúcha, mas vive no Sul há nove anos, é muito importante conhecer e valorizar a cultura do lugar onde se está.

“Acredito que isso é muito importante, porque, quando a gente está em um local, a gente tem que se adaptar à cultura, entender quais são as tradições daquele lugar, para que a gente possa se envolver com o povo e fazer com que o Senhor seja conhecido por todos”, declarou.
Para Wagner Herculano de Souza, líder do Departamento Verbo Tradição, a relação com a cultura gaúcha vai além da tradição. Natural de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, ele mora em Caxias do Sul há 20 anos e descreve a Semana Farroupilha como parte de sua própria história.

“Para nós, é a nossa. Nós vivemos aquilo que foi passado de geração em geração e temos tentado não deixar isso morrer. É a nossa cultura, é o nosso povo, e nós amamos a cultura gaúcha. Eu, pode-se dizer, vivo do cavalo, vivo da cultura. Para mim, está no sangue. Já está dentro do sangue, chega a vibrar. Eu não me vejo sem o mato, sem o cavalo, sem o campo, sem a ovelha. Não consigo viver sem isso”, disse cheio de convicção.
A presença da cultura regional durante a conferência mostra que fé e identidade cultural podem caminhar juntas. Entre trajes típicos, gastronomia e a participação das famílias, a tradição gaúcha passa a fazer parte da experiência de ministros e participantes que vieram de diferentes regiões do país.














