por Humberto Albuquerque
Nenhum problema do lado de fora será maior do que o estoque de soluções que temos dentro de nós através do Espírito Santo.
“…aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (I João 2.6).
Nosso padrão é Jesus. Ele colocou sua divindade de lado e caminhou como homem ungido para servir de exemplo para nós. Existem três pontos para refletirmos sobre nossa vida ministerial. O primeiro deles é sobre o poder do consolo.
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus” (II Coríntios 1.3-4).
Você pode consolar outras pessoas, porque o consolador habita em você. Às vezes confundimos consolo com respostas. Tragédia e milagres não se explicam. Na tragédia, você consola. No milagre, você celebra. Pode acontecer de sermos tentados a dar respostas às nossas ovelhas que o Senhor não está dando. Deus se move pelo seu Espírito mais para consolar, do que para trazer respostas.
Pensamos que precisamos de respostas e que isso é mais importante do que o consolo. A solução de uma situação difícil não está necessariamente na resposta. Mas, tudo que você precisa para enfrentar isso, será encontrado no consolo. Você tem o Pai de toda consolação.
Precisamos ver a Bíblia espiritualmente, e não pelo nosso próprio entendimento. Devemos confiar plenamente n’Ele. Haverá momentos em que Deus não irá lhe revelar certas coisas. Não fique pensando no “porquê” do que está acontecendo. Não gaste sua energia em algo que você não tem parâmetro bíblico. Gaste naquilo que já está liberado nas promessas. O consolo já foi liberado. Tem consolo para você!
Se alguém o procurar e você não tiver respostas, libere a presença que habita em você. Essa presença irá resolver o problema.
O consolo e a presença de Deus podem ser mais poderosos que uma resposta.
O segundo ponto para refletirmos é que, precisamos renunciar o nosso direito de ficarmos ofendidos. A ofensa é forte porque, na maioria das vezes, você pode ter razão.
“Não se alegra com a injustiça, porém se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Coríntios 13.6).
O verbo “ressentir” significa “contar novamente”. Se você precisa contar o seu ressentimento, é porque não houve perdão ainda. E quando conta novamente, você termina rotulando pessoas. Mas, Deus desistiu de lhe rotular mesmo com seus erros. Nós somos imitadores de Deus. Se você quer ter paz, você precisará muitas vezes abrir mão da razão. A escolha é sua. Renuncie seu direito de ficar ofendido!
Como terceiro ponto, precisamos entender que Deus quer nos livrar de colocar rótulos e estigmas na vida de pessoas que erraram em algo. Nós podemos amar como Deus ama. Devemos ter compaixão e sermos misericordiosos.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5.7).
Se você não for misericordioso, você não alcança misericórdia. É algo essencial em uma vida no ministério e para lidar com as ovelhas.
Fé é a evidência de realidades invisíveis. Fé é a prova da existência de algo que não é tangível aos sentimentos. Fé recebe como fato real o que não é revelado aos sentimentos. A fé não está nos reinos dos sentidos. É a certeza. A fé não se relaciona com o futuro ou com o passado. Fé é a evidência de que existe algo que ainda não estou vendo e não sinto, mas é real.
Muitos creem para receber algo, mas não recebem o que estão crendo. O diabo lança condenação quando perdemos alguma coisa. Mas, volte ao lugar de crença. Creia no Espírito da fé. As palavras e declarações de fé que saem da sua boca vão além do natural. Você fala porque você crê. Creia para receber, mas não se perca antes de receber.
O Espírito Santo nunca irá fazer algo além das escrituras. Mas fará algo além do seu compreendi sobre elas. Se prepare para viver coisas que nunca viveu antes. Volte suas palavras para as escrituras. Volte ao lugar de crença!
A unção coletiva concentra mais poder. Existem os processos de Deus para plantar e colher. Volte ao lugar do pão da fé. Não analise a sua fé pelo que deu certo ou errado. Não são nossas experiências que determinam a nossa fé, mas sim a Palavra. Não creia em cura porque você vê pessoas curadas, mas porque está escrito e determinado por Deus. Somos ousados em fé. Não interpretamos a fé pelos resultados. Nos moldamos ao que está escrito. E não ao que sentimos ou o que dizem as estatísticas. Nós cremos no espírito da fé. Confiamos no agir de crer, falar e receber. Creia para receber, e receba!
*Trechos da mensagem de 17 de setembro de 2022, na Conferência de Ministros Sudeste





