
Graduado do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
A Palavra de Deus nos adverte que “nos últimos dias alguns apostatariam da fé por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.” (1 Timóteo 4:1).
Obedecer é se associar em certo sentido. Esses espíritos inspiram pessoas que, às vezes, sem perceber, destilam opiniões e conceitos equivocados contaminando os incautos que passam a cultivar um espírito crítico. Portanto, se estivermos conectados a alguém assim, podemos ser afetados ao “dar ouvidos” a esses. Alguém disse certa vez que um espírito errado é transmitido pela voz. O engano não é novidade, mas algo crescente nos últimos dias.
Paulo advertiu: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Coríntios 11:3).
Alguns perdem a simplicidade e a pureza ao passarem a andar com determinadas pessoas. Consideremos a seriedade disso: Anjos se tornaram demônios por darem ouvidos a “pessoa errada” (Apocalipse 12:4-9). Há alguns que “viram a cabeça” a partir de uma associação. Ficam como que enfeitiçados em seus relacionamentos.
Foram as más conexões que estimularam Paulo a confrontar os Gálatas nos seguintes termos: “Ó Gálatas insensatos! Quem vos fascinou (enfeitiçou) a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?”(Gálatas 3:1). Os gálatas decaíram da graça por darem ouvidos aos judaizantes. Deixaram de crer que a salvação é pela graça mediante a fé (Efésios 2:8). Após a exposição à influências erradas, tentaram voltar às práticas de preceitos da lei julgando ser condição necessária à salvação. Fé vem pelo ouvir e incredulidade também. Conexões tem o poder de edificar ou minar a fé. Foi o que aconteceu com eles.
Ao passo que conexões certas acrescentam, más associações subtraem.
O apóstolo Bud Wright dizia que se você se associar com um infiel, até suas finanças vazam! Associações erradas podem resultar em perdas significativas, algumas delas, irreparáveis.
Há várias passagens nas Escrituras sobre o quão desastrosa pode ser uma má conexão. Exemplo disso é o rei Hamor, que aceitou firmar aliança com os filhos de Jacó. Era uma tentativa desesperada de remediar o erro cometido por seu filho Siquém contra Dinah. Ele abusou da jovem e se apaixonou profundamente por ela, desejando casar-se. Se soubessem das intenções dos filhos de Jacó, que se aproveitaram da fragilidade física deles por causa da circuncisão exigida para estabelecer a aliança, jamais teriam se conectado. Isso lhes custou não apenas a vida, mas também a de todos os homens da cidade. (Gênesis 34:1-31).
Se o povo soubesse que associando-se a Corá, Datã e Abirão (os questionadores da liderança de Moisés) estariam “cavando sua própria cova”, com certeza não teriam dado ouvidos a eles. (Números 16:32-35).
Se Sansão soubesse das intenções de Dalila, jamais teria se envolvido com ela. Aquela associação lhe custou os olhos, consequentemente a visão e a vida (Juízes 16:4-21).
Se Ló soubesse da maldade e depravação moral que havia em Sodoma e Gomorra, jamais teria se conectado àquele lugar. A concupiscência dos olhos lhe conduziu para lá, resultando na perda dos genros e esposa, e quase lhe custa a virgindade das filhas. (Gênesis 13:11-13)
Conexões erradas podem matar, roubar e destruir. Isso porque em algumas ocasiões o diabo está por trás delas.
Do livro “ Conexões Divinas” – autor: Antonio da Hora – disponível no VerboShop”






