
Aluna da Escola de missões
“…e anunciava-lhes a palavra.E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.” Marcos 2.2-5
Nessa passagem, vemos o quão aparentemente impossível eram as circunstâncias que estavam no caminho do paralítico até Jesus. As chances dele conseguir sua cura eram de praticamente 0,001%. Mas o mais inspirador disso tudo, é que ele não se fundamentou naquilo que estava vendo, mas naquilo que ele cria.
A história desse homem me ensina muito. Imagine você, sem poder andar, saber que a resposta e a solução para seu problema estão bem ali, pertinho, no aglomerado de pessoas numa casinha da sua rua?
Fico imaginando se seria capaz de fazer o que esse paralítico fez, chamar quatro amigos para levá-lo a um homem que ele ouvira falar, e mais, fazê-los descer sobre o telhado! O ensino tirado dessa história é que ele não foi guiado por vista e nem pela condição que se encontrava, mas o que ele ouviu acerca de Jesus, foi o suficiente para levanta-lo por dentro, e consequentemente, chegar até Aquele que tinha a condição (poder) de fazê-lo levantar por fora.
É muito fácil hoje, vivermos em uma rotina onde tudo é normal, nossas atividades são mecânicas, muitas até sem perspectiva de avanço e crescimento. Apenas trabalhamos, estudamos e vamos aos cultos nos finais de semana, mais nada! Mas será que tudo o que Jesus fez na cruz por nós foi para que vivêssemos assim? Uma vida aparentemente “normal”? No automático? Fazendo somente aquilo que é proposto, desde que não nos tire da zona de conforto?
A resposta pra isso é NÃO! O Senhor tem nos chamado para a zona de confronto e não para a zona de conforto. Com certeza, se aquele paralítico tivesse se conformado com sua situação, ele não receberia sua cura.
Por isso é que foi dito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”.Ef. 5:14
O significado de despertar é: Acordar; deixar de estar dormindo; sair do estado de inatividade, provocar; ser a origem de; manifestar-se; ação de sair da inércia; ato de dar início a, etc.
Dentre tantos significados e sinônimos, compreendemos que, sair do estado de inatividade, ou seja, do nosso comodismo, para sermos os agentes da origem de algo novo e revolucionário, é um grande desafio para muitos que ainda estão “dormindo”diante aquilo que Deus já disse.
Sendo assim, “se crermos veremos a glória do Senhor”, então o que estamos esperando? Nós somos os responsáveis em manifestar a glória de Deus aqui. Sabemos que a criação geme pela MANIFESTAÇÃO e não pelo discurso dos filhos de Deus. Já nos foi dado: a Palavra, a autoridade, a comunhão, o Espirito e poder para colocarmos tudo isso em prática.
O pouco que o paralítico ouviu sobre Jesus foi o necessário para que sua realidade fosse mudada para a realidade de Deus. Tudo que Deus espera de nós, é que usemos daquilo que já está disponível e nos despertemos para algo maior do que simplesmente uma vida “pacata”. A natureza, os céus, o inferno, enfim, há uma plateia nos assistindo, apenas esperando o que os filhos de Deus farão. O que provocarão na terra? No que darão origem? No que darão início? O que manifestarão???
Chegou o tempo de o sobrenatural ser natural para nós, dos sinais nos acompanharem, de não nos calarmos diante das circunstâncias contrárias a Palavra, de um novo tempo, de sermos os agentes do avivamento, de nos despertarmos e de nos levantarmos por dentro.
Paulo disse: “Uma vez que conhecemos o temor ao Senhor, procuramos persuadir os homens. O que somos ESTÁ MANIFESTO diante de Deus, e esperamos que esteja manifesto também diante da consciência de vocês.” 2 Cor. 5:11
Que manifestemos aquilo que JÁ está dentro de nós, o poder do Espirito, resplandecendo assim a glória do Senhor.






