
Pastor da IEVV em Goiânia, GO
Estava certo dia em uma livraria conferindo alguns lançamentos quando me deparei com um título intrigante. À medida que fui conferindo, curioso, as primeiras páginas ali mesmo, percebi que a obra propunha um paradoxo entre Deus e Jesus, desenhando uma comparação entre o Deus da Antiga Aliança e o Deus da Nova Aliança.
O Deus que, segundo o autor, ordenava a guerra nos tempos antigos e aparece como pacificador nos tempos atuais. O Deus que ordenou ao povo hebreu que destruísse seus inimigos, mas, que nos dias de Jesus, ensinou que amásse- mos nossos inimigos.
Em resumo, o autor da obra, a meu ver é controversa, tenta fazer um confronto entre o Deus dos patriarcas e dos profetas e o Deus de Jesus. Por último, o referido autor ousa dizer que Cristo revela uma crise na vida de Deus.
É bem verdade que estou falando de uma obra de cunho secular. Porém, tenho visto argumentações como esta corromperem a mente de muitos de nós cristãos. Seja de forma sutil ou ao alcance dos nossos ouvidos, comentários macabros e obscuros são tecidos acerca do Criador. Doutrinas e tradições que mais parecem conversa de personagens infernais. Até mesmo o que ouvimos nos púlpitos ou nos círculos teológicos está, muitas vezes, contaminado com um conteúdo obsoleto que, não só afasta o espírito humano da luz de Deus, como também escraviza e obscurece a mente.
Por vezes, em decorrência da ignorância de uns, a própria Bíblia torna-se instrumento didático do diabo, educando pessoas com doutrinas de demônios. E assim, a Bíblia, que deveria ser compreendida como uma revelação progressiva de Deus, passa a ser encarada como um livro de contradições.
Nos tempos do Velho Testamento, a revelação de Deus chegou até o seu povo por meio de informações distorcidas pela imperfeição humana. Uma revelação incompleta, parcial. No seu desejo de comunicar-se com o homem, que estava tão distante de sua voz, Deus teve de falar por meio de intermediários e não diretamente ao coração humano.
Quando veio Jesus, vimos como é o ser humano filho de Deus – a cara do Pai. E por meio de Jesus, ouvimos sobre o Pai aquilo que somente os filhos podem saber. Por isso, as Sagradas Escrituras só ganham o seu real sentido em Jesus Cristo. Não há nenhuma outra revelação que se coloque acima do que Cristo fala sobre Deus.
Jesus Cristo é o desfecho do plano que o amor de Deus arquitetou. O Deus que percorreu o longo e tenebroso caminho em nossa direção. Que seguiu a risca por meios legais até se infiltrar na humanidade e colher resultados. E nós somos o motivo de sua viagem!
(Extraído do livro “A Festa da Redenção” – Manassés Guerra)















1 Comentário
muito edificantes esses textos, valeu equipe do verbo da vida por esse trabalho maravilhosos que vocês estão fazendo para edificar nossas vidas no ensino da palavra, amo vocês…