
Graduado na Escola de Ministros Rhema
Quem nunca passou por situações conflitantes na vida? Quem nunca teve que lidar com uma pessoa que pisou na bola? Quantas vezes você teve suas atitudes mal interpretadas por pessoas e isso lhe gerou um grande problema?
Quando alguém é vítima de situações semelhantes a estas, é normal ficar chateado e com raiva; e, muitas vezes, a imagem que temos daquela pessoa muda ou, pior, a forma como a enxergamos e a tratamos muda. Quando ouço pessoas falarem com tanta aspereza e dureza a respeito de alguém que as decepcionou, me lembro de Jesus.
O Senhor, antes de ser crucificado, foi traído, negado e abandonado por seus discípulos. Aqueles 12 homens eram aqueles com quem Jesus compartilhava coisas do íntimo do seu coração, como dores, angústias, ensinamentos e a responsabilidade de serem os guardiões do Caminho.
Diante deste cenário, eu penso: “Pai, deve ter sido muito doloroso para Jesus ter sido abandonado por seus companheiros, em especial naquele momento.” Mas, após ressuscitar, Cristo vai ao encontro daqueles homens, ama cada um deles, passa tempo com eles, lhes confia uma missão e ascende aos céus. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8).
Nós precisamos atentar para o exemplo de Jesus: Ele nos amou quando éramos seus inimigos. E, por muito menos, quando um irmão “pisa na bola” conosco, pensamos ter o direito de não andar em amor e permitir que nosso coração seja contaminado por uma visão negativa sobre aquela pessoa. De fato, há situações em que a convivência já não se torna algo saudável; contudo, nosso olhar deve ser bondoso e cheio de amor para qualquer pessoa que cruze o nosso caminho.
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35).
As Escrituras Sagradas não dizem que seremos conhecidos como discípulos de Cristo por causa dos dons espirituais ou do chamado, mas dizem que seremos conhecidos como discípulos de Jesus pelo amor que temos uns para com os outros. E o amor cuida, espera o melhor, perdoa, corrige, exorta e não fica exaltando a falha cometida.
Quando um cristão deixa de tratar uma pessoa com a régua do amor, é porque, em algum momento, os “olhos de amor” foram fechados e passamos a enxergar o outro pelas lentes dos seus erros. Não podemos impedir a atitude negativa ou maldosa de outra pessoa para conosco, mas podemos impedir que o nosso coração se torne um terreno de amargura e desconfiança.
“Cuidem para que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos” (Hebreus 12:15).








