Nasci em Natal, Rio Grande do Norte. E, aos 8 anos de idade, a lembrança que eu tenho mais forte é de quando meu pai foi embora. Éramos uma família cristã. Estávamos dentro de igreja, mas, um dia, houve um problema no casamento dos meus pais, e meu pai foi embora. Então, naquele mesmo dia em que meu pai foi embora, ele tinha trazido uma flauta para mim. Enquanto eu estava tocando a flauta, meus pais estavam discutindo. Ali, o casamento foi finalizou. Eu falo isso porque a música também começou na minha vida nesse dia. A música começou quando o casamento dos meus pais acabou.

A partir disso, eu canalizei a música para preencher uma coisa que, de uma certa forma, quem é criança sente muita falta. Depois, eu fui morar com meus avós. Quando eu morei na casa da minha avó da parte de mãe, meus tios e minhas tias eram cantores e músicos. Então, eu acabei mergulhando mais ainda na música. Eu não gostei da flauta, porque soprei umas três vezes e fiquei tonto! Porém, eu comecei a me interessar pela música. Eu acho que essa fome de música, talvez, procurava preencher essa ausência da figura paterna. Minha vida musical começou a partir desse ponto. Foi onde eu conheci outros instrumentos e fui mergulhando – guitarra, teclado, bateria, baixo, percussão… E minha carreira musical começou.

Em Natal, eu morei até 2001. Nesse tempo que eu passei em Natal, eu servi várias igrejas. Passei por várias denominações; até Mórmon eu fui. Eu sempre falo essa história na igreja! Como músico, eu acabei ajudando as igrejas nessa área da música. Minha vida foi toda assim. Vivi muitos anos na área da música; nunca trabalhei em outra coisa a não ser música. Então, eu servi nas igrejas onde eu passei, mas, com relação ao trabalho, era sempre relacionado com música. Eu trabalhava para um estúdio. Sempre fui da área de produção musical, durante a minha vida toda.

Minha mãe, hoje, está morando em Taubaté. Ela se tornou uma referência de fé. O apóstolo Paulo fala para Timóteo sobre a fé que ele via em Timóteo. Meu avô era um evangelista. Eu morei exatamente na casa dele. Então, eu acabei pegando um pouco dessas duas veias: eu peguei a questão musical e a questão ministerial. Minha mãe, na época, era cantora, e a família tinha uma banda. Minha mãe era muito ligada ao pai dela, que era evangelista– Francisco Lourenço. Meu avô, muitas vezes, fazia trabalho de evangelismo nas praças, no interior do Nordeste, e via muitas curas, muita salvação e muito milagre. Minha mãe pegou isso, sendo a filha que pegou isso mais forte. Eu acabei tendo minha mãe como referência na área ministerial. Minha mãe, hoje, é aquela referência de fé e de ousadia. Acredito que meu chamado carrega um pouco dessa questão dos dons. Hoje, eu provo dos dons do evangelista, no meu ofício apostólico. Então, com relação a muitas coisas que meu avô fazia e que a minha mãe faz, hoje, eu fico lembrando como essa coisa de passar de geração em geração é real. Hoje, minha mãe é minha ovelha. Eu tenho que honrar duplamente essa ovelha! (risos) Ela faz um trabalho na minha igreja, chamado “Tarde das Maravilhas”, onde ela continua exercendo aquelas coisas que eu via lá atrás – a questão da cura, a questão da oração.

Ela se tornou um grande referencial para mim nessa parte ministerial; ela também foi a primeira incentivadora da minha parte musical. Minha mãe gravou três LPs. Eu e minha irmã seguimos a carreira musical e olhamos muito para a parte musical da minha mãe. No último LP que ela gravou, ela estava se preparando para gravar mais um; porém, quando ela pegou o dinheiro que ela estava separando, resolveu gravar o nosso LP, ao invés do dela. Nessa época, eu tinha por volta de 15 anos. Eu disse: “Mas, mãe! Eu não sou cantor. Eu nunca cantei”. Essa situação, por um lado, foi boa para mim, pois despertou algumas coisas, mas, ao mesmo tempo, foi um pouco traumatizando, porque a capa do LP ficou horrível! Eu fiquei com uma gravatinha, o bigodinho nascendo e a carinha de adolescente – todo envergonhado na capa. Minha irmã também nem sonha com essa capa! Tem que esconder! (risos) Então, foi uma experiência um pouco traumatizante: eu cantei, fui para o estúdio, gravei pela primeira vez, mas, depois disso, eu não queria gravar mais. Eu não tinha gostado da experiência, apesar daquilo ter despertado um lado musical dentro de mim.

Então, minha mãe é uma referência, para mim, de fé e de se envolver no Espírito. Ela também é uma referência musical. Em suma, é aquela que acreditou em mim em todas as áreas.

A Georgia já foi outro treinamento! Quando eu a conheci, foi na Igreja do Nazareno. Ela não era convertida ainda. Ela estava frequentando um trabalho que eu fazia, chamado “Louvorzão”. Era um trabalho que eu fazia com os jovens toda segunda-feira. No início, ela ia nessa igreja, sempre com as amigas, porque ela morava na frente da igreja. Então, como era música, ela sempre ia. Eu lembro que eu estava tocando teclado, e ela ficava bem na frente. Ela olhava para mim; eu olhava para ela. Eu tinha 17 anos, e ela tinha 14. Foi aí que nós nos encontramos e, a partir daí, desenvolvemos a amizade. Depois, veio o namoro, o noivado e casamos. Quando casamos, eu tinha 21 e ela tinha 17.

No início, eu tive alguns problemas, por vim de uma família que não estava bem estruturada, já que meu pai tinha ido embora cedo. Portanto, alguma coisa faltava dentro de mim. A ausência deixa algumas sequelas na criação. Muitos anos depois, quando eu fui ensinar na Escola de Ministros em Fortaleza, eu descobri o endereço do meu pai, porque ele estava morando lá. Aquela semana era a semana do dia dos pais. Então, eu aproveitei e fui lá – foi muito bom! Graças a Deus, está tudo bem hoje. Temos uma parceira, uma amizade. Conheci minhas irmãs por parte de pai. Porém, naquela época, quando eu conheci a Georgia, eu estava crescendo com essa ausência. Portanto, eu me tinha uma mentalidade um pouco deformada. Embora minha mãe tentasse o máximo que ela podia, era só uma figura. Não tinha aquela presença do pai; não tinha aquela coisa completa. Eu acabei sendo criado um pouco solto. Eu não fui para o mundo, mas eu lembro que, dos 12 anos aos 14 anos, eu fui conhecer o mundo. Fui lá rapidinho, por causa da música, e voltei. Eu estava querendo alguma coisa para preencher aquela falta dentro de mim. Eu cresci como uma criança um pouco selvagem. Eu era muito “estourado”. E ela era extremamente ciumenta.

Quando eu a conheci, no dia em que eu a pedi em namoro, eu perguntei: “Você tem certeza que quer namorar comigo? Porque eu sou “estourado!” Ela disse: “Não tem problema, não…” Enfim, ela aceitou. Porém, durante o namoro, começamos a ter problemas. Acabamos o noivado várias vezes. Quase acabamos várias vezes o casamento. Ainda não tínhamos conhecido a Palavra. Em uma dessas crises bem complicadas, conhecemos o Verbo da Vida. A partir daí, começamos a melhorar. No entanto, bem no começo, ainda era aquela coisa: brigávamos muito e não conseguíamos nos encaixar nos pensamentos. Era bem complicado; acho que o problema era mais eu mesmo.

Um dia, eu decidi sair de casa. Eu falei: “Olha, toca a sua vida. Eu acho que você merece alguém melhor. Vá viver a sua vida. Seja feliz”. Eu falei aquela coisa toda e fui embora. Fiquei na casa de um amigo durante um tempo, até saber o que iria fazer. Tínhamos comprado uma casa. Deixei ela na casa com o Gabriel pequenino. Ele tinha por volta de dois anos de idade. Nesse tempo, eu levei comigo uma fita cassete do pastor Bud, Sâmia e Herênio e uns três livros do Kenneth E. Hagin. Fiquei três meses na casa desse meu amigo. Nessa época, eu já estava pensando se iria me casar de novo. Eu já estava fazendo todos os planos! Foi quando eu tive uma visão muito real: eu acordei na casa desse meu amigo, e Gabriel estava tocando no meu braço. Ele dizia: “Papai, vamos brincar?” Quando eu acordei, estava tudo escuro e eu estava um pouco perdido. Sabe quando você está com muita saudade e acorda e percebe que não está onde sonhou que estava? Eu estava muito distante do meu filho, mais de dois mil quilômetros.

Esse sonho me marcou, porque, quando eu morava com a minha avó, ela dizia, de forma imatura, que eu iria ser igual ao meu pai. Eu ouvi isso por oito anos. Eu sei que, hoje, meu pai está com outra mentalidade; no entanto, naquela época, essa era a referência que ela tinha do meu pai. Minha avó estava chateada com o meu pai e olhava para mim e via alguém muito parecido com ele. Quando eu estava nesse quarto, às 3 da manhã, sonhando com Gabriel tocando em mim, eu ouvi a voz da minha avó. Ela já tinha morrido, mas ela disse: “Está vendo? Você é igual ao seu pai”. Na mesma hora, o Espírito Santo usou a mesma frase com uma interrogação no final: “Você é igual ao seu pai?” E eu fiquei ouvindo, ao mesmo tempo, a afirmação e a pergunta. Então, aquele momento foi um momento decisivo. Foi ali onde tudo começou na minha vida! Foi quando eu comecei a pegar essa Palavra! Tudo foi a partir dali. Eu tinha uma decisão. Eu sabia que, se eu não voltasse para casa, eu perderia muita coisa na minha vida. Eu acho que eu não teria conhecido tudo que eu consegui. Eu fiquei ouvindo aquilo, chorei, passei a madrugada inteira acordado e pedi perdão a Deus.

No outro dia, eu ouvi uma fita do pastor Bud, na qual ele falava que estava corrigindo Herênio, em algumas áreas da vida dele. Na ministração que eu ouvi de Herênio, ele dizia que o pastor Bud estava corrigindo ele na área de relacionamentos. E, quando eu fui ouvir Sâmia, ela estava falando sobre caráter. Aquilo me pegou de todos os lados e me fez perceber que eu precisava mudar muitas coisas. Então, eu liguei para Georgia, pedindo perdão. Eu não sabia se ela ia me aceitar um não. E foi aí que eu vi que, realmente, ela era a mulher com quem eu deveria caminhar durante toda a minha vida. Ela disse: “Eu recebo você de volta. Eu perdoo você com uma condição: se você não falar mais do seu passado. Vamos pegar daqui para frente”. Quando eu voltei para Natal, com trinta dias, o Senhor falou comigo: “Você vai para São Paulo”. Então, eu conversei com ela e disse: “E, aí, Georgia, está disposta?” Ainda não sabíamos porque estávamos indo; ainda não tínhamos o Rhema. E Deus falou: “Você vai dar tudo que você tem e vai para São Paulo”. Demos todos os móveis, tudo que tínhamos. Tínhamos comprado uma casa nova. Demos tudo que tínhamos e embarcamos nesse novo tempo, nessa nova fase. Então, eu comecei a ver que Deus tinha colocado do meu lado uma mulher maravilhosa, uma mulher poderosa. Quando eu voltei para casa, eu fiquei um tempo me recuperando. Eu ainda tinha alguns conflitos dentro de mim, e ela foi muito paciente. Fomos crescendo juntos e provando de coisas poderosas. São Paulo foi outra história bem longa.

 

Eu vejo Georgia, não somente como o amor da minha vida, mas como o amor de Deus para mim, a misericórdia de Deus, a bondade de Deus. Eu acredito que, se não fosse o jeitinho dela, eu acho que não teria conseguido não. Quando o Senhor me chamou, ela continuou do mesmo jeito. Ela sempre teve um coração de auxiliadora, de ajudar, de servir. Ela foi o consolo de Deus. Tudo que Deus fez de melhor, Ele colocou dentro de Georgia e disse: “Cuide desse homem e faça ele crescer!” Eu digo que, com relação a tudo que está acontecendo na minha vida hoje, eu devo, em primeiro lugar, a Deus e, em segundo lugar, a ela. Ela sempre esteve comigo; quando eu ainda estava sonhando, ela sempre dizia: “É isso mesmo! Você vai chegar lá”. Ela sempre foi aquela pessoa que me honrou.

Ela é uma intercessora poderosa, de passar horas e horas chorando dores de parto. Ela intercede de uma forma tão poderosa, que, às vezes, os meninos ficam com vergonha lá em casa, porque ela entra em um nível muito alto de intercessão. Parece que está tendo um filho. E eu sei que, muitas daquelas vezes em que ela intercedeu pela minha vida, ela se colocou no lugar. Ela construiu. Ela não canta nem toca instrumentos. Mas eu disse para ela: “O seu instrumento é um instrumento que nem eu toco como você toca. Seu instrumento é tocar o coração de Deus em uma intercessão”. Ela tem esse chamado poderosíssimo de intercessão. E eu digo a ela: “Não é somente a questão da música, de uma música boa, uma letra boa nas minhas canções. Suas intercessões pegam essas canções e faz com que elas se espalhem”. Eu sei que ela tem uma participação gigantesca em tudo isso.

Hoje, temos dois filhos: Gabriel e Emily. São duas pessoas diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecem tão iguais, porque os dois gostam muito de música. Só vivem cantando dentro de casa. Um tocando e outro cantando. Estão sempre com essa coisa da música. Eles possuem personalidades diferentes, sonhos diferentes, projetos diferentes, mas, ao mesmo tempo, parece que eles são um só na música. Eu não tenho nenhuma história ruim para falar de Gabriel. E eu acho que esse é o nosso maior milagre! Talvez eu pudesse dizer: “Ah, Gabriel é um menino que, um dia, foi rebelde…” Porém, pelo contrário! O maior milagre que eu tenho dos meus filhos é o fato de, até hoje, eles nunca terem se envolvido no mundo. Nunca desejaram o mundo. O prazer deles é estar na igreja. Eles amam tanto estar na igreja que, às vezes, eu fico tentado a dizer: “Você vai de novo?” Gabriel quer estar em tudo, se envolver em tudo! A Emily quer se designer, quer criar arte. Ela tem 14 anos, mas tem uma sacada muito boa com relação a fotos. Gabriel tem 18. São filhos maravilhosos. Eu disse para eles: “Vocês são a nossa inspiração, porque Deus nos deu vocês para nos inspirar!” Procuramos, não somente falar coisas para eles, mas que eles também possam ver, em nós, como as coisas funcionam – procedimento, caráter, Palavra, louvor, música, tudo! Eles falam que eu sou a referência musical número um deles. E eu fico feliz com isso, porque eu sei que é do coração.

Com relação à musica na vida deles, Gabriel começou a tocar, mas eu nunca quis interferir. Uma vez, eu disse: “Gabriel, você quer aprender teclado? Vamos sentar ali, agora, e eu vou te ensinar!” Aí, eu passei as notas para ele. Ele tinha uns oito anos de idade e não se interessou muito. Eu tentei ensinar umas aulas de piano, teclado, mas, quando eu ia olhar, ele estava no vídeo game. Eu dizia: “Vai estudar o piano!” E ele dizia: “Não quero!” Daí, eu percebi que esse podia não ser o chamado dele; eu não podia forçar. Então, eu cheguei para ele e disse: “No dia que você quiser, você me chama. Eu não vou forçar mais”. Um dia, quando ele estava com dez anos, eu o ouvi, dedilhando no teclado, tocando sozinho uma música minha. Aí, o Espírito Santo falou comigo: “Agora ele quer”. A partir daquele dia, voltei a ensinar piano a ele.

Emily, agora, está aprendendo violão. Ela sempre quis mais cantar. Gabriel sempre foi cantar e tocar. Quando ele fez dez anos, eu ensinei todas as notas básicas para ele e, a partir daí, ele foi. A única coisa que eu ensinei a mais para ele foi como canalizar a unção na música, porque ele chegou para mim, um dia, e disse: “Pai, eu percebi uma coisa: quando o senhor toca, alguma coisa acontece! E eu queria saber o que é isso”. Eu queria ensinar para ele, mas era algo tão profundo, sobre o mover, o fluir, o poder da música, que, enquanto ele falava, eu orei comigo mesmo, no espírito. O Espírito me ensinou uma coisa bem simples e eu passei isso para ele. Falei: “Gabriel, você só tem que aprender a permanecer no caminho do fluir. Minha mãe disse uma coisa para mim, quando eu estava aprendendo a tocar: todo elogio que vier para você, canalize para os seus dedos. Toque para Deus. Nunca seja orgulhoso”. Ele pegou exatamente o mesmo espírito que eu tenho na música. É impressionante! É cópia exata! Então, eu sou muito grato pelos meus filhos. Cada um tem sonhos. Um quer ir para fora; o outro não quer. Estamos apenas agradecendo a Deus e sabemos que nós vamos pegar junto com relação ao que Ele falar nos corações deles.

A música foi um catalizador de liberar emoções ruins na minha vida. Se, naquela época em que meu pai foi embora, eu tivesse caído para rebelião e não tivesse conhecido a música, eu não sei onde eu estaria hoje. De qualquer forma, o plano de Deus nunca seria mudado; acho que eu teria que pegar um caminho mais difícil. Porém, graças a Deus que a música, para mim, se tornou uma ferramenta divina; eu a tenho como um dom e um presente de Deus. Eu nasci para ser um instrumento na mão de Deus. Antes de eu aprender a tocar um instrumento, eu tive que aprender a tocar Deus. Quando eu aprendi a tocar Deus, através desse dom que Ele me deu, foi quando eu descobri como abrir portas no mundo espiritual. Eu comecei a interpretar o dom de Deus como chave, abrindo portas na minha vida. Então, a música, para mim, é a ferramenta que me trouxe até aqui. Hoje, eu sou um pastor porque a música abriu esse caminho. A música me promoveu para o ministério. A música fez com que eu soubesse o que é unção. A música me inspirou a escrever. A música me ensinou a viver o dia-a-dia de forma diferente. A música foi o meu exército; ela me treinou! A música que Deus me deu. A música, hoje, é uma arma poderosa; ela é fogo, água, chave, poder, unção – ela é tudo! Tudo que eu preciso, eu encontro na música. Eu sei “chamar a atenção de Deus”, por meio da música, porque eu sei como Ele gosta de ouvir.

Eu conheci o pai de Maneco (Manoel Dias). Quando eu ia para Campina Grande, eu fazia questão de ir para a casa do Maneco, porque eu gostava muito de conversar com o pai dele. Ele gostava muito de música. Ele vivia dizendo que comprou vários instrumentos para ver se Maneco virava músico, mas ele nunca foi músico. Na casa dele, tinha um piano. Eu pude ver o quanto a música é importante na vida das pessoas; mesmo em pessoas que não sabem nem cantar nem tocar, é possível ver como elas são abençoadas e restauradas através da música. Então, eu me sinto um embaixador músico aqui na Terra. Eu levo a música de Deus para gerações e para pessoas aflitas; música é uma paixão gloriosa na minha vida.

Em todas as minhas músicas, o primeiro mover foi eu que provei. As minhas músicas nascem dentro de um mover, por isso que, quando elas são tocadas, elas manifestam esse mover. Não foi uma coisa em que eu disse: “Vou fazer uma música hoje!” Não foi assim! As minhas músicas foram momentos, em que eu não sabia o que fazer. E Deus disse: “Faça uma música!” Então, o próprio Deus me dizia para compor uma música, para que essa música fosse o “caminho no meio do mar”. Ele me dava uma música que fosse o meu caminho no meio do mar. Essas músicas foram criadas dentro desse mover na minha vida, de Deus falando comigo. Por exemplo, quando eu compus aquela música “Amado da Minha Alma”, fazia três meses que eu tinha chegado em São Paulo. Eu estava sem dinheiro. Tínhamos que comprar uma geladeira e um fogão e estávamos sem condições. Eu não sabia porque estávamos em São Paulo. Só havia um Verbo da Vida em Guarulhos e eu morava em Osasco. Era muito distante. Tentei ir para igreja umas cinco vezes e me perdi nas cinco vezes. Voltava para casa, chorando de raiva, porque eu estava com saudade dos cultos e da Palavra. Nessa agonia toda, o pai de Georgia morreu. Quando ele morreu, a coisa ficou muito pesada. Eu falava: “Meu Deus! O que eu estou fazendo aqui?” Foi aí que o diabo chegou para mim e disse: “Dá tempo de você voltar para a sua cidade natal. Você não tem nada aqui ainda; em Natal, você ainda tem alguma coisa”. Não estávamos passando fome, mas tínhamos quase nada. Estávamos em uma situação complicada. Georgia nem foi para o velório do pai, pois não tínhamos dinheiro. Foi assim que começamos em São Paulo. Nesse momento, foi quando nasceu essa música. Eu estava querendo desistir, mas o Senhor me deu essa canção.

Eu amo escrever. Eu nunca estudei para escrever. Às vezes, eu dou umas erradas no português. Nunca fui bom em português e nunca fui bom em redação. Sempre fui ruim nessas coisas, mas, depois desses acontecimentos em São Paulo, eu tive muito tempo, pois não sabia o que fazer. Então, eu comecei a compor, mas, como não tem como ficar o dia todo compondo uma música, pois tudo depende da inspiração para isso, eu comecei a escrever. A partir daí, eu comecei a gostar. Aquilo parecia um remédio para mim. Eu não comecei a escrever para escrever um livro; na verdade, a escrita foi uma forma de conversar comigo mesmo. Aquilo teve efeito curador; era como se eu estivesse me aconselhando comigo, pois, quando você está escrevendo, você começa a falar e a desabafar. Aquilo começou a se tornar tão bom para mim que eu continuei. Foram três livros que eu escrevi. E eu tenho mais uns nove outros livros, que eu estou escrevendo simultaneamente.

As pessoas me perguntam: “Você não vai lançar livro sobre música?” Como eu já tenho uma história de música dentro do Verbo da Vida, eu não posso escrever qualquer coisa, porque as pessoas já criam uma expectativa muito grande. Então, eu vou deixar esse livro para depois. Esse livro tem que sair muito bom! E vai sair! (risos) Agora, muitas pessoas têm pedido vídeos; porém, eu preciso confessar que eu sou extremamente tímido. Pode não parecer, mas eu sou extremamente tímido. Eu não consigo falar com a câmera nem imaginar que, do outro lado, um bando de gente estará me ouvindo. Quando eu começo a falar, imaginando que tem um bando de gente me ouvindo, já me dá uma vergonha! Eu fico sem jeito! Então, eu ainda estou aprendendo essa parte. O Senhor já falou comigo que eu vou ser muito usado nessa área de vídeo. E eu falei: “Senhor, então me dá uma ousadia especial para isso, para que eu consiga falar com a câmera como se estivesse falando com alguém!” Então, eu estou crescendo nessa outra forma de passar o que eu recebo de Deus.

São Paulo foi o início de tudo! Quando fomos para São Paulo, a Palavra que Deus me deu foi: “Sai da tua Terra e da tua parentela”. Quando aconteceu aquela questão do pai de Georgia morrer, naquele mesmo dia que eu recebi a música “Amado da Minha Alma”, Deus falou, enquanto eu estava tocando essa música, que Ele estava me dando o dom da fé. Anos depois, eu comecei a entender sobre isso. São Paulo foi o lugar em que Deus me levantou como ministro. Eu fui servir, em Guarulhos, ao pastor Marcondes; servi entre quatro a seis anos. Nessa época, eu trabalho de manhã, tarde e noite, pois também trabalhava para o pastor R.R. Soares, na Graça Music. Nos dias de culto, eu ficava no culto e, depois do culto, eu ia trabalhar. Acabei me tornando o primeiro pastor do Verbo da Vida sem Rhema, porque o pastor precisava de um pastor auxiliar, e eu já estava muito colado com ele. Eu estava crescendo ao lado dele, mas nem sonhava em ser pastor. De repente, o pastor Marcondes chegou para mim e disse: “O Ministério pediu para treinar você para ser meu pastor auxiliar”. Eu estava finalizando o primeiro ano do Rhema. Foi um choque grande para mim, porque eu sempre fui de pensar lá na frente; então, quando o pastor Marcondes falou que eu iria ser o pastor auxiliar dele, eu já imaginei alguém me chamando de “pastor Eliezer”. Eu falei: “Pastor Eliezer? Isso é muito pesado! Pelo amor de Deus, isso não é para mim!” Porém, ele insistiu: “Bora, eu vou treinar você!” Foi assim que eu comecei no ministério.

Naquele dia que eu estava recebendo a música, eu percebi, no meu espírito, Deus me mostrando um novo tempo. Naquele dia, eu fiz uma oração de consagração. Eu disse: “Senhor, tudo que o Senhor colocar na minha mão, eu vou pegar. Tudo o que o Senhor trouxer para mim, eu vou dizer sim”. Então, quando eu disse para o pastor que eu não queria, o Espírito me relembrou daquele dia e daquela oração. Eu sabia que tinha que dizer sim, mas, mesmo assim, eu pedi um tempo para pensar. Mas, dentro de mim, eu já sabia que era o sim. Ele me treinou em todas as áreas. Passei por todos os departamentos. Quando eu disse sim, eu dei uma condição: “Eu sou seu pastor auxiliar, mas só você sabe!” Ele disse: “Como assim? Como você vai ser meu pastor auxiliar e só eu vou saber”. Eu falei: “Mas, pastor, eu ainda estou terminando o Rhema. O que as pessoas vão pensar?” Ele aceitou que eu ficasse em off; portanto, eu fiquei um ano em off. Eu fui treinado em off. Quando eu me graduei, o apóstolo Guto foi o paraninfo na formatura. No domingo, ele me apresentou, juntamente com Georgia, para a igreja. São Paulo, para nós, foi uma revolução de tudo: de música, de ministério, crescimento espiritual, ou seja, foi uma revolução maravilhosa para as nossas vidas. Tenho que agradecer, primeiro lugar, a Deus, em seguida, ao ministério, em memória do pastor Bud Wright.

 

Sobre os meus referenciais, em primeiro lugar, como referência da Palavra, eu tenho o Kenneth E. Hagin, depois, o pastor Bud, Guto e outras pessoas do Ministério. Depois desses, eu tenho outros. Eles são da Palavra da Fé, mas não são, necessariamente, do Ministério Verbo da Vida, como o Kenneth Copeland, Guillermo Maldonado, Cash Luna, Pastor Chris. Cada um trabalha de uma forma! Um trabalha na área de prosperidade; outro trabalha na área de cura. Na área de música, eu tenho, como referência mais forte na minha vida, Darrell Evans. Foi onde eu iniciei a minha carreira nesse estilo. Depois, eu fui ouvindo Hillsong United, Bethel; fui pegando essas referências. Eu ouço inglês e não sei o que estão falando, mas eu consigo criar uma música em cima do que eles estão cantando, mesmo sem saber o que estão cantando. E eu tenho livre acesso com a Hillsong, a Bethel e a Jesus Culture. Eu não sou muito de regravar música; eu quero regravar somente aquelas que fazem parte daquilo que eu estou vivendo. Eu não gosto de pegar música somente para regravar.

 

Eu tenho tantos sonhos! Em cada área, eu tenho um sonho. Na área da música, o próximo sonho que vai se realizar é a gravação de um DVD. Eu nunca gravei DVD. Eu acredito que está próximo! Na área ministerial, o sonho é traduzir meus livros para inglês e espanhol. Também quero dublar minhas ministrações para essas mesmas línguas. Já consegui uma pessoa para dublar minhas ministrações para inglês. Outro sonho meu é entrar em outras nações. Eu vou pregar em português e vou ter intérpretes – esse é um sonho muito forte dentro de mim, para fazer cruzadas de cura e de ensino da Palavra. É o que tem muito no meu coração.

Eliezer é uma pessoa tímida, mas, quando está debaixo da unção, é uma pessoa que Deus levantou para despedaçar a religiosidade. A área mais forte, na minha vida, é essa, pois eu fui um religioso muito forte. O Eliezer pessoa, do dia-a-dia, é muito brincalhão, amigo, parceiro, mas também muito tímido; debaixo da unção, esse Eliezer é um outro homem. Às vezes, ele é mal interpretado, por ser muito ousado. Às vezes, ele faz coisas que as pessoas pensam que ele é louco. Então, eu convivo com esses dois tipos de Eliezer – aquele mais louco de quando a unção vem, com ousadia e sem medo; e o Eliezer homem, que, no dia-a-dia, é brincalhão e tímido. Eu tenho muitos sonhos e muitos projetos. Eu tenho algo, em meu coração, de coisas grandes, enormes, que Deus colocou. Coisas que eu nem tenho ideia de como começar. Deus falou comigo para construir um Campus em Taubaté. Não sei como vamos construir, mas já está feito! Vai ser um campus enorme, com uma igreja muito grande. É algo muito grande, mas esse Eliezer está caminhando para lá. Eu sei que Deus é quem está me fazendo assim. E eu só quero acreditar nEle mesmo e acreditar que eu posso fazer. O Ministério está me ensinando. Então, eu vou!

10 Comentários

  • Eu chorei lendo qie testemunho lindo, depois que conheci seu canal ouço todos dias com minha família e tem mudado nossas vidas de fato aprendi a andar em fé, pr Eliezer está sendo minha referência louvo a Deus por ter conhecido seu canal , pena que moramos muito longe se não eu queria congregar com ele, mas como eu e meu esposo temos o desejo de um dia pastorear vamos nos inspirar nas suas ministrações!
    Deus abençoe ricamente

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  • Nossa eu cheguei chorar, que testemunho lindo
    Deus é maravilhoso
    Pr Eliezer está sendo minha referência depois que conheci seu canal ouço todos dias com minha família e tem mudado nossas vidas de fato!

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  • Que rico esse testemunho.
    Deus é fiel a um crente que decide obedecer.
    Fui muito abençoada, obrigada pastor por abrir seu coração.

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  • Pastor Eliezer é uma referência para mim. Meu líder espiritual, meu professor. Sua obediência fez toda a diferença em nossas vidas. Seu exemplo, sua alegria são contagiantes. Sou grata a Deus por sua vida e Ministério.

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  • Pastor Eliezer,
    Um grande homem, amigo, pastor um enviando por Deus em nossas vidas! !!
    Eu creio junto com ele sobre nova obras ..( campus ).

    Já está feito!

    Um grande abraço.

    Luiz Fernando borsatti

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  • Como somos abençoados eu e minha família de fazer parte dessa visão recebendo do que Deus tem colocado na vida do pr. Eliezer, Georgia essa família que é preciosa demais!!!
    Homem de integridade e caráter !
    Pr. Eliezer nós te amamos!!!

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  • Louvo a Deus pela sua vida bem como suas músicas. Tenho uma filha com o dom de cantar e compor, “ainda não nascida” peço a Deus sabedoria. Saímos de Guarulhos para Natal ( história um pouco parecida ). Um dia vamos nos conhecer em nome de Jesus !! Parabéns e Deus no controle sempre !!!

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  • Homem de Deus abençoado, sempre recebemos muita da vida dele quando vem em nossa igreja, sempre nos marca com algo de Deus!!!!

    Eu vejo a chuvaaaaa regando minha sementeeee, eu vejo sobrenarural de Deussss chegando de repente!!!!!

    HaHaHa

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