Projeto capacitou missionários para evangelizar europeus

As ações promovidas pelo workshop "Avanço Europa" já alcançaram universidades, famílias e cidades de Portugal.

Movida por um clamor de urgência pelas igrejas na Europa, a missionária Priscila Santana iniciou o Projeto Avanço Europa. A iniciativa surgiu através de momentos de oração e se tornou uma ferramenta de capacitação e auxílio para os enviados ao campo. “O projeto consiste em um workshop que tem o objetivo de incentivar, conscientizar e promover práticas de evangelização na igreja local e no continente europeu. Este projeto surgiu de uma forma muito perceptiva e não foi planejado com detalhes no início”, contou.

Com o apoio do pastor Gleison e sua esposa, Marina Cabral, líderes da Verbo em Leiria, além do pastor Marlon e sua esposa, Janaína Machado, o projeto teve sua primeira edição no formato on-line, promovendo um bate-papo com os missionários a partir de Portugal. Além disso, o workshop também aconteceu em Porto, na Igreja Verbo da Vida, liderada pelo pastor Márcio Butilheiro e na Verbo em Braga, liderada por Clayton Lopes.

Além disso, uma equipe também esteve presente na organização e apoio na realização do workshop. “Agradeço aos participantes da equipe de evangelismo, aos integrantes que  testemunharam experiências que com as ações do Avanço Europa na nossa igreja local e no ensino da Bíblia nas escolas. E também aos pastores e líderes de evangelismo e missões das respectivas igrejas, que nos deram suporte necessário e com generosidade”, detalhou.

Acerca do estudo da cultura europeia, Priscila explica que compreender a tradição religiosa com a mente de Cristo ajuda a estabelecer diálogos que facilitam a pregação do Evangelho. “Entender a cultura religiosa em Portugal, bem como a visão do catolicismo no país e a forma como isso influencia a mentalidade e os valores no dia a dia, ajuda a evitar posturas agressivas que possam fechar portas. Evitar estereótipos e preconceitos diante de uma cultura que também foi moldada por conceitos oriundos da Revolução Francesa — os quais se difundiram por muitos países — é essencial. Sendo assim, é muito importante enxergar essa realidade com a mente de Cristo, construindo pontes para o evangelismo”.

Diante de fatores históricos como o secularismo, a religião católica, o ateísmo e a cultura local, ela revela outro elemento que dificulta as abordagens evangelísticas. “Há leis que restringem a forma de abordar uma pessoa, garantindo seu direito à liberdade em espaços públicos, assim como normas relacionadas ao uso do som nesses ambientes. Além disso, existe a concepção de que a religião é uma herança dos pais e, por isso, não se deve assumir outra crença”. Priscila também complementou que os portugueses têm uma visão deturpada do Evangelho, pois o cristianismo após a Segunda Guerra Mundial e o nazismo de Hitler são vistos como religiões secundárias que causaram divisões históricas e fanatismo religioso.

Como forma de superar essas barreiras, a missionária destaca a importância de atitudes que transmitam confiança e altruísmo, evidenciando o amor de Jesus. “Dentro do contexto social, digo que é muito importante ganhar a confiança pela integridade do que se diz ou se compromete. Já no âmbito missional, ressalto a demonstração de ações altruístas, o amor sem julgamento, por meio de uma aculturação intencional e um amor real pela nação”.

Como resultado do projeto, pessoas foram impactadas pelas ações evangelísticas. “A irmã Jessica Silva, que congrega na Igreja Verbo da Vida em Porto, no último dia de aula do curso profissionalizante, pediu ao professor a oportunidade para compartilhar uma mensagem e entregar uma lembrança de forma gratuita a todos. As pessoas foram tocadas pelo amor de Deus”, contou a missionária.

Priscila também acrescentou uma ação missional realizada em Braga. Na ocasião, uma família foi abordada em uma praça da cidade, recebeu a ministração do Evangelho e uma palavra acerca de uma oportunidade de emprego.

A iniciativa também trouxe direcionamento prático para aqueles que não sabiam como evangelizar e renovou o ânimo dos que haviam desanimado, ampliando o alcance da mensagem em diferentes contextos da sociedade portuguesa. “Além do impacto no coração dos irmãos que estão há muito tempo na Europa, antes parados pelo medo de falar de Jesus, há também aqueles que não sabiam como fazer ou que haviam perdido o ânimo, mas que agora testemunham e já estão evangelizando em universidades, com crianças e também no ambiente familiar”, reforçou a missionária.

Refletindo sobre o que o cristão pode fazer para se tornar uma influência das Escrituras, Priscila Santana ressalta que é preciso compreender as estratégias mais eficazes para impactar pessoas. “Evangelizar na Europa é diferente de evangelizar no Brasil, devemos buscar conhecer a cultura, e as leis para abordagem. Cada país na Europa terá suas especificidades e o seu campo de acesso. Por exemplo, em Portugal, a cultura da escrita é supervalorizada, desde 2021, temos realizado a proposta do “Evangelismo com cartas” , que são escritas por toda a igreja em Leiria e reescritas no Português de Portugal. Viver o evangelho é amar”, concluiu.

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