
O americano Stephen Bell e sua esposa Elizabeth completaram quatro anos à frente da Igreja Verbo da Vida na cidade de Zumbi, no interior da Paraíba. Nesta matéria, você vai conferir como foi o convite para o seu pastoreio e as curiosidades referentes ao tempo em que estão servindo no interior paraibano. Stephen ficou conhecido no Verbo da Vida após cantar em inglês, e encantar a todos, na Reunião de Pastores e Diretorias, em 2022, e depois, gravando algumas canções pelo Ministério Verbo da Vida.
SURPRESA E CONFIRMAÇÃO
Stephen e Elizabeth se casaram há 30 anos, depois que se conheceram em um curso promovido pela JOCUM, realizado em Belém (PA). Já morando nos Estados Unidos, o casal ingressou no ministério do bispo Keith Butler, em Southfiel, na região metropolitana de Detroit, no estado de Michigan, onde cursaram o Pistis School of Ministry. Em 2005, o bispo os enviou ao Brasil, quando conheceram o Ap. Bud Wright na Conferência de Ministros Sudeste Verbo da Vida em São Paulo (SP).

Dois anos depois, os Bell voltaram para os EUA onde permaneceram até 2020. Nesse ano, o ministério de Keith Butler os enviou novamente ao Brasil, onde aprimoraram o português e se dedicaram a aumentar seus conhecimentos na cultura local. Eles também aproveitaram e estudaram na Escola de Ministros Rhema e se conectaram mais ainda ao Ministério Verbo da Vida. Ao se graduarem na EMR, eles foram abordados por Guto Emery, presidente do MVV, que fez um convite surpreendente para eles: pastorear a Igreja Verbo da Vida em Zumbi.

“Eu confesso que, para mim, foi uma grande surpresa. Nós não estávamos esperando. Quando chegamos em Campina Grande (PB), o nosso coração estava em realizar um trabalho social, nós pensamos em estar no suporte de alguma comunidade. Quando o apóstolo Guto nos falou de Zumbi, foi realmente uma grande surpresa. Eu nunca fui esposa de pastor. Mas, não sei porque, imediatamente o meu coração se encheu de uma grande alegria”, contou Beth.
Stephen, por sua vez, revelou que recebeu o convite como uma confirmação de Deus. Ele lembrou: “O nosso pastor Keith Butler disse para procurarmos um prédio para abrirmos uma igreja. Mas ele falou para irmos para longe de Campina Grande. Procurei em algumas cidades, mas nada deu certo. Durante essa procura, o Ap. Guto nos procurou e o convite dele me mostrou que era de Deus porque era exatamente o que tinha no meu coração: plantar uma igreja em uma comunidade carente para poder ajudar o povo. Eu já tinha conhecido Zumbi quando fiz a Escola de Ministros, e tinha gostado muito. Então eu soube logo que era Deus moldando o desejo do nosso coração”.
O IMPACTO DA CHEGADA

Quando o casal foi oficialmente empossado no pastoreio da igreja em Zumbi, Stephen sentiu o impacto imediato da língua. Para ele, enfrentar o desafio de pregar em português, que era algo que nunca tinha feito antes, chegou a ser, por um lado, frustrante para ele.

“Sou uma pessoa muito expressiva, gosto de falar. E ter essa barreira foi difícil. Mas graças a Deus eu enfrentei o desafio e o povo sempre foi muito paciente comigo e eu amava aquele povo. Com certeza, o fato de ter feito a Escola de Ministros me ajudou muito. Eles nos ensinaram que, ao assumir uma igreja, devemos passar um tempo apenas observando e só depois começar a fase de mudanças. No primeiro ano, tentamos não mudar nada na estrutura ou liderança. Só fizemos coisas básicas, como a aquisição de cadeiras novas. Isso deu tempo para desenvolvermos o relacionamento com o povo”, resumiu.
“Quando eles nos conhecessem melhor, saberiam que, quando viesse uma correção, seria pelo amor e não porque um ‘gringo’ queria as coisas do jeito dele.”
Elizabeth comentou que um grande desafio inicial foram os mosquitos. Apesar de ser brasileira, a sua realidade não era a do interior. Ela explicou: “Nunca morei no interior, então foi difícil. Tinha sapo, cobra, tudo. Em um domingo, a igreja encheu de mosquitos e outros bichos. Parecia que eram denominações, porque em cada domingo era só um tipo de bicho”.

O mais interessante foi que Beth tomou a decisão de guardar o seu coração e não murmurar por nada. “Quando conhecemos a Palavra nós fazemos propósitos. Eu sabia no meu coração que estávamos no centro da vontade de Deus e estava muito grata por isso. Entendo que a murmuração não é algo bom e não iria me ajudar. Se permanecemos firmes, a graça nos acompanha”, acrescentou.
Para a igreja local, receber um casal de americanos para pastoreá-los foi um privilégio. Stephen considera que os irmãos sentiram-se valorizados por Deus tê-los mandado dos Estados Unidos. Eles tiveram a percepção de que Deus os ama muito. Claro que, no início, por não conhecer o perfil dos novos líderes, a igreja estava mais contida, mais séria, sem muita expressão. Segundo Beth, até as crianças não os olhavam nos olhos. Ela acredita que era uma questão cultural muito forte. Mas eles foram vencendo e agora tudo está fluindo bem.
COMEMORAÇÃO DOS 4 ANOS

Stephen contou que, com o passar do tempo e conhecendo melhor os novos líderes, os irmãos agora estão confiando neles. “O povo tem que confiar de coração no pastor e na liderança. Já tenho bons relacionamentos com muitos deles. Nós nos sentimos como família. A igreja tem esse núcleo de amor e confiança”.
Uma demonstração disso foi a surpresa que a igreja preparou para o casal de líderes no aniversário de quatro anos. Eles fizeram questão de honrar e celebrar esse tempo. Elizabeth comentou que passaram a chamá-la de mãe. Uma senhora, que é muito dedicada à oração, chegou para ela e expressou sua alegria: “Irmã Beth, tenho aprendido muito com a senhora sobre coisas que eu precisava mudar na minha vida”.

Para Elizabeth, celebrar o aniversário foi algo realmente muito marcante. Na ocasião, ela expressou seu sentimento pelo povo: “À medida que o tempo passa, as pessoas podem ficar entediadas, mas eu quero dizer que, após quatro anos, estou mais apaixonada por vocês”. Depois que fez essa declaração, Beth percebeu o impacto nos olhos de cada um. “As pessoas abriram o coração para entender que realmente os amamos. Eles agora veem o Stephen como um pai e uma referência”.



Ela também afirmou que o crescimento espiritual dos irmãos é visível nesses quatro anos. Para ela, eles não são mais as mesmas pessoas, pois a mentalidade, a forma de vestir e de fazer as coisas melhoraram. E disse mais: “Temos visto Deus prosperando o caminho deles também. Eu entendi que, se fizermos nosso trabalho bem feito com o grupo que temos, eles serão o futuro. Temos representante de cada idade e me sinto feliz por cumprir o que Deus nos chamou para fazer”.
NOVO TEMPO E NOVOS PROJETOS

No final de 2025, os filhos de Stephen e Beth, que ainda moravam nos Estados Unidos, vieram morar no Brasil. O pastor lembrou que, quando o bispo Keith Butler perguntou, anos atrás, como ele se via em cinco anos, ele respondeu: “Eu me vejo no Brasil pastoreando e meus filhos me ajudando”. E isso está se cumprindo exatamente no tempo em que ele visualizou essa cena. “Nada foi planejado. Aconteceu no tempo de Deus”. Para a alegria dos pais, os gêmeos estão frequentando a igreja e já começam o Rhema em Campina Grande este ano.

Entre os projetos que Stephen quer realizar em Zumbi, o seu maior desejo é aproveitar uma antiga estrutura da igreja e fazer um centro comunitário, que vai oferecer serviços. “Muitas crianças bebem água ruim em casa e ficam doentes. Assim, quero oferecer um lugar com água boa, jogos e música para elas. Quero também colocar máquinas de lavar roupas para ajudar as mães, criando um relacionamento para ganhá-los para Cristo”, explicou Stephen.
E assim a cidade de Zumbi está vivendo um novo tempo com o crescimento da Palavra da Fé, através da pregação e da sua prática na vida dos irmãos. Por fim, Stephen expressou o que move o seu coração: “Eu nunca tive a ambição de ter minha própria igreja. Eu queria ajudar a visão de alguém e obedecer. É preciso ter a confirmação do Espírito Santo. Pastorear sem chamado ou antes do tempo, pode machucar vidas. Devemos ter a certeza de que o Senhor está falando conosco”.
“Queremos fazer a diferença através do amor de Deus.”
Por falar do amor do Senhor, ouça a canção que Stephen Bell gravou falando sobre a santidade de Deus, que é o próprio amor.







