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Sou uma jovem diferente, porém cheia de sonhos. Ir para outro país nos fez mudar muito, tanto eu quanto a minha família. Vivíamos em uma bolha. Ter ido para Portugal promoveu o nosso crescimento. Estamos escrevendo outra página em nossa vida.

Quando chegamos em Portugal, sentimos um choque. Lá não éramos conhecidos. Éramos apenas os missionários do Brasil, Isaac, Sayonara, Sarah e Rebeka. Sarah era do louvor, Rebeka do Departamento Infantil, Pastor Isaac e Sayonara cuidavam de um povo precioso na igreja de 80 membros. Mas, decidimos ser uma família que iria ajudar um povo. E é exatamente isso que temos feito.

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O que mais senti no começo, foi perceber que o meu jeito de ser chocava-os. Portugal é um lugar que possui muitos protocolos. Se você for falar com alguém deve dizer: “Olá!”, “Boa tarde!”, “Por favor”, você pode me ajudar…”. A gente não. O brasileiro olha, sorri e já disse tudo. O meu jeito era muito informal para eles. Acabei sofrendo com isso por um tempo. Alguns me achavam soberba, arrogante, como eu sorria muito pensavam tipo: “Ela se acha melhor que todo mundo”. Precisei aprender a lidar com isso. Porque existe um estereotipo de tristeza meio depressivo em algumas pessoas por lá, então a alegria para eles soa falso. Pensava: “Meu Deus, o que vou fazer, porque eu só sei ser eu mesma, e sou assim“. Mas tirei coisas boas disso. Aprendi a ser mais educada e formal (risos). Amadureci nessa parte e acredito que sei me portar hoje de uma forma diferente. Continuo alegre, sendo que eu era, mas inseri meu jeito na forma deles serem.

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Não demorou muito e fui estudar moda, porque era diferente. Isso me desafiava e, no primeiro dia de aula, percebi que eu não sabia nada de moda. Quando o professor falava de termos técnicos de papel, lápis, estilos de desenhos, de artistas, as coleções… Eu não sabia de nada disso. Gostava da moda que via na TV, na revista Vogue e da passarela. Para mim moda era apenas aquilo, mas vi que moda era algo totalmente diferente e foi aí que me apaixonei completamente. A moda exige criatividade e criatividade é algo que gosto. Crio em meio a coisas comuns, e isso foi bom, porque o curso instigou a minha criatividade.

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Nunca imaginei estar casada aos 25 anos e morando em Portugal. Eu achava que nem ia casar (risos). Pensava: “eu, casar? No máximo quando tiver lá para meus 35 anos, quando já estiver envelhecendo, vai aparecer um homem assim meio velhinho que nunca casou e está perdendo as esperança já ai eu chego e nós casamos…” (brincadeira). Mas sério. Não imaginava estar vivendo o que vivo hoje. Patrick era um sonho tão inalcançável, porque, quem me conhece desde criança, sabe que eu dizia que queria casar com um homem de olhos azuis, alto, branco, e cabelos pretos, ou seja, igual ao Superman era o meu sonho (risos). Mas era um daqueles sonhos que as crianças falam e de tão alto os sonhos parecem que elas nunca irão conseguir. Então, eu chutava um sonho bem longe do real.

O tempo passou, eu cresci, amadureci, as voltas da vida me levaram à Portugal, conheci Patrick e depois foi que parei para pensar e minha mãe falou: “Sarah Patrick tem os olhos azuis, cabelos pretos, branco, alto e bonito”. E falei: “Meu Deus, aquilo que eu falava brincando”. Eu não sou do tipo que ficava fazendo lista de como deveria ser meu marido fisicamente. Para uns pode funcionar, outros não. Falava essas coisas na brincadeira, quem me conhece, sabe como sou louca e falo um monte de besteiras (risos). Sabia que era difícil, mas acabou acontecendo.

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Patrick foi perseverante e determinado, porque levou um tempo para começarmos a namorar. De fato, eu demorei a acreditar que era verdade, achava que ele não gostava de mim. Pensava que era porque não tinha ninguém na igreja, que era falta de opção. Ele dizia: “Eu gosto de você, porque és diferente. Nunca vi uma menina como você”. Ele era muito meu amigo, era carinhoso e cuidadoso comigo, mais que o normal, mas eu pensava: “é porque ele é bonzinho”. Enfim, decidi dizer sim e começamos a namorar, após ele ir lá em casa falar com meus pais e não demorou muito para ele ir novamente dizer que queria casar. Namoramos por dois anos. Ele queria casar no final do ano, mas meu pai disse: “não meu filho, não é assim não. Vocês são muito novos, deixem passar um pouco mais de tempo para se conhecerem”. Depois de insistir muito, noivamos, foi um noivado lindo. Minha mãe organizou uma festinha, ele fez declaração de amor, chorou, ele é muito chorão.

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Pouco mais de um ano depois, nos casamos. Unimos a nossa fé ao máximo para crer em tudo. Não tínhamos dinheiro, só ele trabalhava e não dava para fazer uma festa e comprar as coisas da casa como queríamos. Eu tinha um sonho de fazer uma festa de casamento bem grande e bonita. Porque sempre acreditei que, se você vive em santidade no Senhor, merece ter as coisas boas. Merece um bom marido, uma boa festa, mesmo simples, algo que seja sua cara, que tenha detalhes que você sonhou. Mas quando vi a minha realidade como missionária, com o dinheiro que tínhamos, porque meus pais vivem de ofertas e, na época, o dinheiro mudou por duas vezes. Quando casei, o real estava quase 4,50.

Não passamos necessidades, mas estava bem apertado. Reduzimos muito o estilo de vida que tínhamos no Brasil, porque quando saímos daqui vivíamos muito bem. mas quando decidimos fazer missões fora do país, voltamos a morar em uma casa pequena. Foi um recomeço. Começamos a viver segundo a condição que podíamos. Mas provamos em todo tempo da graça de Deus. Nunca tivemos a sensação de falta.

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As pessoas dizem que a gente deixou tudo aqui no Brasil para ir viver no campo missionário. Mas, que “tudo” era esse? Uma casa?, um carro? Quem me deu? Foi Deus. Se tudo o que eu tinha foi Deus que me deu, tudo o que eu construí lá, construirei aqui. Então, eu não deixei tudo. Continuei no tudo que eu já tinha. Tudo era Deus, porque viver uma vida ministerial é viver em uma nuvem. Sem Deus, caímos da nuvem e não temos nada. Nós continuamos na nuvem do Espírito que nos levou para Portugal. Ficamos morando em um lugar mais apertado, mas ainda era na nuvem do Senhor.

Graças a Deus, o Senhor tem acrescentado e milagres tem acontecido de uma forma maravilhosa em Portugal. Temos prosperado, ganhamos carro. Deus tem nos ajudado de tal forma, que na calculadora fica difícil explicar. E meu casamento foi uma dessas coisas. Não consigo explicar como casei. Minha família foi para a festa, todos pagaram as suas passagens, eu não paguei um real. Minha vó foi. Meu Deus, quando ela disse que ia, não aguentei, foi demais para mim. Queria muito que a minha família estivesse, principalmente a minha avó. Queria que o legado da minha família fosse passado. Na troca das alianças, foi emocionante. Consegui sentir a sensação da minha família passando os valores de um casamento, do amor, da graça, de ser abençoada pela minha família. O casamento foi demais.

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Patrick é brasileiro, goiano. É bom explicar isso, porque pessoas pensam que ele é de lá. É uma pessoa super amorosa. Onde ele estiver, as pessoas gostam dele. Acho que ele é suave. Ele se adapta a lugares e pessoas facilmente. Você olha pra ele e pensa: “que cara legal”. E foi isso que me fez me apaixonar por ele. Ele é muito bondoso, presta atenção em mim, acredita no meu ministério. Quando estou cantando, ele é o que mais adora a Deus. Está sempre me motivando. Me apoia muito. É bonito e muito educado, a mãe dele fala que desde criança ele dizia: “muito obrigado”, “com licença” (risos). Isso é lindo nele.

Por falar em sogra, ela é muito querida. Uma mulher crente, muito forte, que passou por muitas dificuldades após seu divórcio. Patrick era apaixonado pelo pai e também sofreu com isso. Conheci o pai dele no casamento e ele é um homem super desenrolado, engraçado, jovem, sabe fazer tudo, conserta tudo, sabe de tudo um pouco. Minha sogra vivia para sua casa e para os meninos então, após a separação, houve muito sofrimento, mas o Senhor cuidou deles, graças a Deus. Ela veio embora para Portugal com seus dois meninos para não apenas sair do Brasil, mas tirá-los do ambiente em que viviam, foram em busca de outras oportunidades.

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Mas, eu ia encontrar Patrick de qualquer jeito, porque ele já era do Verbo da Vida de Goiânia, ele viria no Mais de Deus, no JPN, ele ia vir em algum evento e íamos nos encontrar (risos) ,porque Deus queria que eu casasse com ele. De uma forma ou de outra, nos encontraríamos. Nós nos encaixamos. Em casa, uma das coisas que gostamos é de comer, principalmente doces, somos dois adolescente. Assistimos videos no youtube juntos, quando ficamos com raiva conversamos, mas sempre temos que pedir desculpas após conversarmos sobre o assunto. No começo do casamento tivemos mais ajustes, porque somos um casal normal, mas temos o Senhor e a Palavra e isso faz toda a diferença.

Nunca gostei de futebol, mas hoje em dia gosto e até assisto, porque meu esposo Patrick gosta e fica feliz assistindo. Aí, quando estou em casa sozinha, sei que se ele estivesse em casa iria assistir aquele jogo e vou assistir só para contar a ele como foi.

Meus pais são o nosso exemplo, aprendemos muito sobre família com eles. Na verdade, meus pais escolheram meu marido para mim, meu pai fala que Patrick tem o “selo” Isaac e Sayonara nele (risos). Porque eu estava muito focada nas coisas de Deus e não queria namorar, não o tratava de forma especial. Às vezes, percebo que pessoas vão para missões especificamente para casar, mas esse não era o meu objetivo, fui porque queria trabalhar para Deus. Vim como missionária para apoiar meus pais. Fui fazer faculdade e trabalhar.

Quando falei para meus pais que ele veio me pedir em namoro, fiquei rindo e dizendo: “Ele é louco, é meu amigo e quer namorar comigo. mas eu disse não, claro né!”

Minha mãe falou: “Minha filha você é louca…kkkk” Ela continuou: “Sarah ele é um bom filho, sem pai, sustenta a mãe, cuida da mãe e do irmão, como é que você não quer um menino desses?”

Ai falei: “Eita é mesmo” e a ficha caiu. Então, decidi pelo sim. Às vezes, as mulheres procuram um homem pronto, mas esses homens prontos são mais velhos, experientes e procuram em você o que não viu nas outras. Se você encontrar um jovem, puro, em Deus, que está começando como você, deve prestar atenção. O nosso amor foi evoluindo.

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Rebeka, minha irmã, me ajuda em tudo mais do que as pessoas pensam. As pessoas não sabem, mas na infância eu tive um problema de dislexia e isso me impedia de fazer muitas coisas. Por vezes, não conseguia transmitir algo escrito pela dificuldade que tinha. Sou boa falando, mas escrevendo não. Rebeka era as minhas mãos. Tudo o que eu precisava colocar no papel ela me ajudava, e ajuda até hoje em muitas coisas. Ela já sofreu pequenos acidentes, na perna, nos braços, porque ela é muito grande e bate nas coisas. E, quando ela se machuca, quem ela chama? Sarah (risos). Ela é muito mais inteligente que eu, cursou faculdade de tradução e, quando quer saber de uma coisa, vem perguntar a mim e, lógico, que respondo: “E eu sei mulher?” (risos) “nem li esse livro, não sei do que você está falando”. Mas isso é coisa da nossa família Almeida, dos mais novos serem apoiados pelos mais velhos.

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Meu pai é meu herói, meu amigo. Adora comer pipoca comigo. Amamos assistir filmes, meu hobby é ver os filmes e contar para ele depois. Assistimos muito jornal juntos também. Na TV aqui do Brasil só temos acesso a TV Record é bem sensacionalista, mas, é onde vemos o que acontece no nosso país. Gostamos de conversar sobre politica, gosto de saber o que acontece no mundo.

Meu pai sempre fez questão de estar presente em todos os momentos da minha vida. Quando criança, eu era nadadora e ele sempre estava nas minhas premiações, nas competições para me dar as medalhas, mesmo com a vida tão atarefada, tem uma criação firme, é ciumento com a gente (mais com Rebeka). Ele me acha muito desenrolada. Gosta muito do meu esposo, me incentivou muito no casamento, falou que meu casamento foi arranjado (risos). E eles acertaram, porque Patrick é uma benção. Forte, amoroso, e presente.

Mesmo antes de estudar moda, minha mãe já era a minha inspiração. Ministerialmente, ou como mãe, dona de casa. Ela é estilosa, muito fashion. É inovadora, se for comer, quer provar o que nunca provou, vai comprar algo, mesmo que seja algo que custe, ela junta o dinheiro, espera até comprar o melhor. Esse impulso de provar coisas novas é coisa de família. Isso é coisa da minha avó que está sempre com um dinheiro guardado para ajudar alguém da família em momentos difíceis.

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Lembro quando eu tinha 8 anos na escola e vi praticamente todos os pais dos meus colegas se divorciando. Foi uma época que o divórcio se tornou mais liberal e virou moda. Foi, segundo muitas mulheres, a “libertação das mães” e vi aqueles meninos criados pela avó. Crianças que foram criadas por mães separadas e essa minha geração cresceu muito carente de afeto, de família, de depositar todas as esperanças em um amigo, namorado, porque não teve apoio familiar.

Fico pensando… Como serão os filhos da minha geração… Serão filhos que não terão referenciais de pai. Se os pais da minha geração supriram as carências com presentes, a próxima geração será muito mais fútil do que a minha que já é volúvel e cheia de mudanças repentinas. Uma geração bipolar, pessoas que mudam de humor facilmente, porque não tiveram uma base, um caráter forjado na família. Por não tiveram pais presentes, ficam na busca constante por carinho e atenção. Relacionamentos instáveis que causam muitas marcas nos filhos. Seja aqui no Brasil ou na Europa os jovens estão carentes de algo real, de amor verdadeiro.

Deus é a resposta, Ele é exatamente do tamanho desse problema. Ele é um amor presente, verdadeiro, constante. Tudo pode passar, mas a Palavra de Deus jamais passará. É isso que precisamos. De algo que fica! Tudo em nossa geração é descartável. Telefone dura 2 anos, até geladeira, que era algo que durava muitos anos, hoje em dia, acaba rapidamente. Tudo em nossa geração é feito para se corromper, mas Deus continua. Do dia que Ele disse: “Haja luz”, até hoje, o amor DELE permanece.

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Amo a música e ouço muitas coisas. Gosto de Daniela Araújo, por ser inovadora, ela trouxe um novo estilo, porque éramos limitados no meio gospel. Com letras inspiradas e poéticas. Gosto de Leonardo Gonçalves, acho que o estilo dele clássico e jove, ele tem uma voz maravilhosa. Sou muito musical, não gosto do silêncio, parece triste. O tempo todo estou cantando, batendo os pés, as mãos. Na minha casa tem que ter algum barulho. Não há silêncio no mundo. Observe, tem sempre um animal, o mar, o ar, tudo tem som. Som é vida. Só desligo para dormir, a música não me atrapalha no dia a dia, estudo, escrevo, faço trabalhos escutando música. A musica abre gavetas de memória e histórias.

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Sarah é muito intensa, simples, coisas comuns me fazem feliz, não são coisas que muitas pessoas pensam. Tipo: roupas, bolsas, isso eu gosto realmente, mas não são elas que me fazem feliz. O que me faz feliz mesmo, são os meus amigos e a minha família. Sou muito nostálgica, amo estar com muita gente, amo Conferências, porque a minha vida foi marcada por momentos assim, com o ajuntamento de muitas pessoas. Todos os “Mais de Deus”, “JPNs”, “Conferências de Ministros”. Amo pessoas diferentes, de lugares diferentes. Amo conversar, falar da minha vida, ver pessoas novas, cantar, inventar, ser colorida.

Eu amo a moda, mas não é ela que me move, o que me move é a Palavra e, por isso, quero estar cada dia mais envolvida com a Palavra. Não consigo imaginar alguém passando fome. Isso me inquieta. Trabalho na assistência social lá na Igreja e amo fazer algo por eles. Ser as mãos de Jesus suprindo essas necessidades me faz feliz. Quero ajudar mais pessoas, se for pra ir a outro lugar, eu vou. Se Ele precisar que eu cante, eu canto, se precisar limpar, eu limpo.

Sou grata aos meus pais por tudo. Quando mudei de país, levei apenas duas malas, mas eu estava levando tudo, estava comigo as pessoas mais importantes da minha vida, meus pais e a minha irmã. Sabia que, se meu pai estivesse lá, e a minha mãe, nada iria faltar para nós. Agradeço ao meu esposo, me sinto importante perto dele. Tenho muito carinho por Renata e Caio, eles são pessoas que fazem parte da minha história. A amizade deles me inspira a ser uma pessoa melhor. Rebeka minha irmã… Eu posso andar pelo mundo inteiro, mas eles estarão sempre ali no meu coração… Eles são os de sempre.

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