ESPECIAL 15 ANOS: A história da Escola de Missões pelo olhar do 1º diretor

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A Escola de Missões Rhema completa 15 anos em 2022! Vamos comemorar contando esta linda história em matérias especiais que começam hoje, destacando relatos marcantes desde o seu nascimento, em 2007.

Para essa doce missão, fomos em busca do precursor, o desbravador e primeiro diretor da Escola, Rozilon Lourenço, que hoje atua como supervisor no Ministério Verbo da Vida.

Rozilon começa a nossa conversa lembrando que a Escola de Missões nasceu no coração do Apóstolo Bud Wright muitos anos atrás, com a missão de treinar os missionários para levar a Palavra revelada ao mundo, e também para que eles pudessem ser mais eficazes no campo missionário, evitando cometer erros desnecessários.

A Escola surgiu para que o tema MISSÕES fosse tratado e ensinado de forma bem específica.

Sabemos que na Escola de Ministros Rhema há uma matéria chamada Missões, com o intuito de despertar individualmente as pessoas para o chamado missionário. Afinal, todos que nasceram de novo possuem esse chamado, evidenciado de diferentes formas. Já a Escola de Missões é o lugar onde se trata de diversos temas dentro desse assunto. Lá, por exemplo, existe uma matéria denominada Introdução à Missiologia, que é o estudo da grande comissão dada por Cristo Jesus à Igreja.

Segundo Rozilon, a Escola aborda quesitos que normalmente não são tratados nas igrejas.

Missões é um quesito à parte e quando falamos de missões na Escola, falamos de antropologia cultural, antropologia linguística, falamos de vários aspectos do ministério que não são tocados nem na Escola de Ministros, nem muito menos na igreja. (Rozilon Lourenço)

O precursor ainda lembra que os nossos primeiros missionários, que desbravaram muitas nações anos atrás, são verdadeiros heróis. Mas ele ressalta que esses pioneiros eram até treinados na igreja local, atuando em departamentos, porém, acabaram sofrendo muito por falta de treinamento especifico para missões.

O NASCIMENTO DA ESCOLA

“A Escola de Missões nasceu exatamente por termos essa demanda de missionários necessitando de treinamento especifico e ali era o lugar deles serem ensinados. É fato que há nos assuntos de missões uma certa complexidade, mas eles são destrinchados na Escola de forma bem didática. As coisas que envolvem missões não são tão simples assim, como as pessoas pensam”, falou Rozilon.

Muitos pensam que missões acontece quando uma pessoa é levantada na igreja, oram por ela e a enviam, “simples assim”. Rozilon faz questão de explicar que quando o missionário vai para outro país, vai se deparar com outra cultura, uma língua diferente, outra realidade de vida e se esse missionário estiver bem treinado para absolver essas coisas, será um sucesso naquele lugar. Mas caso não consiga, cairá no choque cultural, algo bem comum em missões.

Rozilon Lourenço trouxe dados estatísticos que chocam: “De cada 100 missionários brasileiros que são enviados para o campo, 60 retornam ao nosso país depois de dois anos. Desses 60 que voltaram, 40 não querem mais voltar para o campo missionário. E alguns estão com problemas emocionais e precisam ser tratados por estarem com patologias mesmo”.

Essa imersão do missionário em outro país é, por exemplo, como enviar um astronauta para o espaço. Ele precisa ser preparado para aquele novo ambiente que ele vai enfrentar.

O COMEÇO

O apóstolo Bud e Jan Wright, bem como Guto Emery deram a missão a Rozilon para começar a Escola de Missões em 2007. Mas ele lembra de passos que foram dados bem antes:

“Ainda em 2006, eu estava pastoreando a Igreja Verbo da Vida em Uberlândia, Minas Gerais, quando fui convidado pela liderança do Ministério Verbo da Vida para iniciar a Escola e, em 2007, eu vim para Campina Grande (PB). Ao chegar, tinha muito o que fazer, organizei as primeiras grades curriculares, que foram sendo aprimoradas ao longo dos anos”.

AULA DE RESISTÊNCIA

Sobre essa questão curricular, Rozilon teve a ideia de realizar uma aula extraclasse, fora da cidade, denominada por ele como aula de resistência. Ele fez questão de explicar o seu intuito:

“Posso citar três razões bem especificas para a aula de resistência: primeiro, que o aluno seja observado em um contexto de pressão extrema. Segundo, que o aluno tome decisões rápidas e acertadas debaixo dessa pressão extrema. E a terceira é que esse aluno possa avaliar riscos”.

A ideia de correr riscos desnecessariamente não é uma coisa bíblica. Muitos pensam: “Ah! Eu vou para o campo missionário e vou morrer”.

Segundo Rozilon, “você vai ao campo missionário para pregar. Pode morrer? Pode! Mas você vai pregar. Então, você tem que ter essa sabedoria para se mover nesse ambiente que pode ser hostil, afinal missionário bom é missionário vivo.

O antigo diretor se alegra por ver que a Escola de Missões está seguindo a mesma linha, a mesma visão, apenas com adaptações próprias do seu crescimento. “Eu me alegro pelo crescimento da Escola, sei que fui um desbravador, que veio para estruturar o começo com um fundamento na Palavra de Deus. Fiquei sete anos na condução da Escola e sei que ela melhorou muito nesses 15 anos”, disse ele.

PARCERIAS

Rozilon é sempre tão grato pelas parcerias no ministério e lembra, no começo, da ajuda importante que recebeu do missionário Ronaldo Lidório, que deu orientações sobre muitas questões da Escola, além de missionários como Simon Potter que trouxe muitas orientações necessárias, assim como outros que vieram da Ucrânia e do Líbano.

Rozilon destacou também a importância de Suellen Emery em todo esse processo de criação, desenvolvimento e continuidade da Escola em Campina Grande: “Suellen tem sido essa embaixatriz de missões em nosso Ministério, por isso o tema só vem crescendo cada vez mais. Ao longo desses 15 anos, a visão foi sendo aprimorada e me alegro demais em ver esse crescimento”, disse ele.

MISSIONÁRIOS GRADUADOS

Hoje, a ida de missionários que fazem a Escola para outras nações é totalmente diferente e Rozilon destaca alguns desses testemunhos que, segundo ele, são cases de sucesso: “A Escola de Missões é extremamente necessária. Posso citar alguns casos de missionários nossos que estão em ambientes hostis e são bem-sucedidos. Jussara que está no Camboja, Gleison e Marina que estão na Europa, fazendo um trabalho fantástico, inclusive, o casal deu um treinamento missionário para a equipe que está trabalhando com eles lá. Eles têm uma visão do aspecto missionário maravilhosa. Ainda cito a nossa missionária Rascen que está atuando em países de ‘acesso criativo’ e por fim quero destacar o trabalho dos jovens Danilo Queiroga e Luissa Emery na Polônia, que realizam um trabalho excepcional na condução do projeto ‘Paz em meio à guerra'”.

HONRA E GRATIDÃO

A honra em ter dirigido a Escola de Missões foi evidenciada pelo ministro durante toda a conversa para esta matéria. “Eu me sinto muito honrado pela confiança do Ap. Bud, Jan, Guto e da diretoria do Ministério em me colocar na condução dessa Escola e por tê-la dirigido durante sete anos, buscando fazer um trabalho que me ensinou muito. Eu amo missões e amo treinar missionários, isso sempre esteve em meu coração. Assim como Suellen, eu não tenho uma chamada para o campo missionário, mas tenho um chamado para treinar pessoas que irão”, declarou entusiasmado.

EXPERIÊNCIAS NAS NAÇÕES

Com vasta experiência missionária, Rozilon Lourenço lembra dos países que ele já visitou e desenvolveu atividades, dentre eles: Angola, África do Sul e Ruanda, Chile, Bolívia, Argentina, Paraguai, Peru, Uruguai, Estados Unidos, Japão, Portugal, Espanha, Irlanda do Norte, França, Suíça, Escócia, Alemanha e Líbano. Ele ainda sonha em visitar o Irã.

LEGADO MISSIONÁRIO

Uma coisa é fato: Rozilon tem deixado uma marca missionária muito forte no Ministério Verbo da Vida e sabemos que ele foi um dos precursores dessa visão.

Ele estava desde o começo junto a um pequeno grupo que orava por missões, quando ainda ninguém pensava sobre isso, e ele lembra de alguns integrantes desse grupo: “Além de mim, oravam Suellen, Suênia, Jadeilton, Adriana Potter, Cortez, Lucia, entre outros. Esse grupo estava no primeiro culto que Simon Potter ministrou, na primeira Conferência. Eu acho que eu sou um homem que ama missões e que trabalhou muito para que essa visão acontecesse. Hoje, temos sido conduzidos com maestria por Suellen Emery e ainda vamos muito longe”.

CONSELHOS AOS NOVOS ALUNOS

Por fim, Rozilon Lourenço deixou alguns conselhos para aqueles que sabem que tem um chamado missionário:

Nós nunca vamos enviar para longe quem não é uma bênção perto. Se você tem um chamado missionário, precisa ser uma grande bênção na igreja local.

Não pense: ‘Eu tenho missões em meu coração e, quando eu for para o outro lado do mundo, eu vou começar a atuar’. Isso é utópico demais. Se você tem um chamado missionário, atue aqui, faça aqui. O segundo conselho é: submeta-se ao seu pastor. Ele é aquele que faz a ponte, essa conexão que existe entre você e a Escola em Campina Grande.

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