
Janielle Medeiros
Graduada do Rhema Brasil
A introspecção tem seu valor, pois nos dá a ideia real do que está nos fazendo feliz agora. Quem já desejou algo por muito tempo e quando esse algo aconteceu, não ficou tão empolgado quando gostaria, mas em paz por dentro, feliz?
A desagradável sensação de sair da zona de conforto é o preço a ser pago para a realização de nossos projetos. Ele sempre precisa ser pago para a satisfação da realização chegar. Falta de atitude, esse o preço a ser pago, ATITUDE. Associamos o “preço” a algo ruim, mas nem sempre é. Vivemos numa geração “micro-ondas”, queremos tudo pronto em 3 minutos. E o prazer de trabalhar numa conquista dando valor aos pequenos começos tem ficado para trás com a vida que segue. A vida nos tira para dançar, como uma bailarina, mas precisamos estar prontos, para não nos frustrarmos com a inércia.
No pain, no gain, já dizia o clichê. Sem esforço não existe ganho. É certo que, como na academia, fazemos séries repetitivas do mesmo exercício, e devemos respeitar o intervalo entre uma série e outra, pois é no descanso que o músculo cresce, mas cresce, após estímulo. Como querer o resultado sem fazer o trabalho que precisa ser feito?
Não somos o que sentimos. Somos o que somos e, por isso, não devemos ficar usando desculpas como: esse desconforto é um sinal que estou fazendo a coisa errada ou é um “sinal” que é melhor ficar por aqui, sem fazer nada. Vai nessa!
Recentemente, lendo um livro chamado Quem mexeu no meu queijo?, Spencer Johnson ( e recomendo!)., vi como isso é retratado . O livro retrata a busca de quatro personagens em busca do queijo que os faz feliz em um grande labirinto e mostra a atitude diferente de cada um.
Alguns personagens dão desculpas cabíveis para si, para não abraçarem as mudanças que o levarão a um novo degrau de felicidade, quando encontrarem outro queijo, pois o “queijo”/satisfação do que tinham atualmente em mão havia acabado. Precisavam calçar novamente o tênis e ir em buscar de um novo queijo. O que implica cansar, desgastar, se tentar e tentar até dar certo, precisava dar certo ao final. O medo muitas vezes impedia, o que nos faz refletir sobre o que faríamos se não tivéssemos medo de nada?
Sentir medo é super normal e aceitável, o que não se pode é deixar esse sentimento nos travar ao ponto de nos colocar limites. O próprio Jesus ratifica isso em (Mateus,cap. 14, a partir do verso 22), na atitude de Pedro que andou sobre as águas indo ao Seu encontro, mesmo pensando que Jesus poderia ser um fantasma, mas Ele teve atitude. Saiu de onde estava até onde a fé o levou. Medo e fé não podem ocupar o mesmo lugar e cada um tem sua conseqüência. De fato, quando vencemos nossos medos, somos livres.
E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
“Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!” (Mateus 14:29-30)
Sigamos, não paremos. Superemo-nos valor aos pequenos começos E detalhe: precisamos respeitar o limite da sua velocidade, sem querermos andar na velocidade de outra pessoa. Se no momento, só dá pra dar pequenos passos ao invés de correr, paciência, pois é o que tem pra hoje!
E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
“Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!” Mateus 14:29-30
Sim, é aquela velha história: se continuarmos a fazer as mesmas coisas teremos os mesmos resultados, e se estamos indo a busca de algo novo, é porque o que temos, não nos satisfaz mais, e isso requer suor da nossa parte, sem lamentos, pois a causa é nobre: vale nossa sobrevivência, nossa felicidade.





