
“E mandou degolar João no cárcere. E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus. E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos”. (Mateus 14.12 e 14)
Este texto é o final de muitas decepções que aconteceram. E nós vamos olhar para essas decepções.
Como agir diante de coisas que querem te atrasar? Porque Jesus encarou problema seguido de problema, e Ele sempre agiu no espírito, mesmo quando a carne dEle estava clamando.
Aqui, ele tinha acabado de escutar a notícia da morte de João Batista. E essa era uma pessoa que realmente cria em Jesus, que realmente entendia o propósito de Jesus. Ele não tinha sido só morto, mas assassinado. E para que?
E Jesus escutou essa notícia e isso deve ter atingido Ele. João Batista era um primo dEle, é um membro da família dEle. Mas, o que eu quero que você veja nesse momento é como Jesus respondeu a essa situação.
No entanto, João nem sempre estava convencido sobre Jesus.
“A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”. (Mateus 11.3)
O mesmo que preparou o caminho para Jesus agora estava questionando a chamada de Jesus. Você já foi decepcionado na vida? Pessoas não acreditando no seu chamado? Jesus estava lá antes de você mesmo.
Se você colocar os evangelhos juntos você pode seguir uma linha do tempo de todas as decepções que Jesus passou.
Alguns de nós temos enfrentado decepções, algo que dia após dia tem nos dado socos, e parece que nunca terá fim. São ataques na saúde, ataques nas finanças, no seu ministério.
Jesus era durão. Ele não ficou de pé porque era a segunda pessoa da trindade, mas Ele ficou firme porque confiava no seu Pai.
Quando Ele enfrenta a situação das notícias da morte de João Batista Ele vai para um lugar deserto, para ficar com o Seu Pai. Apenas para lembrar a Ele mesmo: “Eu não estou sozinho”.
“E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal maneira que nem sequer podiam comer pão. E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si. E os escribas, que tinham descido de Jerusalém, diziam: Tem Belzebu, e pelo príncipe dos demônios expulsa os demônios”. (Marcos 3. 20-22)
A família o quer prender e os líderes religiosos pensam que Ele está endemoninhado. Como é que você age em uma situação como essa?
Jesus está recebendo esses golpes um depois do outro. Tem alguém acreditando nEle?
Agora, pensa sobre o sacrifício. Deixar o Céu e se limitar em uma carne, em um corpo. Para passar 30 anos em preparação para a missão que o Pai tinha dado a Ele. E Ele começa a caminhar nesta missão e surgem perguntas, questionamentos, mentiras. Bem vindo ao ministério!
Não esqueça: seja o que for que você esteja passando, Ele já esteve lá, Ele já passou por isso.
O que Jesus está dizendo aqui, é que quando essas coisas acontecem a gente não responde na carne. A gente não responde carne com carne. Nós devemos agir no espírito. O diabo nos puxa e como é que empurramos ele de volta? Com a Palavra, no espírito.
E depois de tantas decepções o que Jesus fez? Ele continuou pregando a Palavra.
Alguns de nós queremos tomar a nossa própria vingança com o braço da carne. As pessoas não acreditam em nós, não acreditam no nosso chamado. E qual a nossa ação? Responder no espírito, curar as multidões movido de compaixão.
Muitas pessoas desistem do ministério por causa dessas decepções. Nós devemos responder a isso no espírito. Agir no espírito.
Não desista!
O que aconteceu foi uma virada no ministério de Jesus, e deste ponto em diante Ele começou a seguir em direção a Jerusalém.
“E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém”. (Lucas 9.51)
O que vai ser requerido para você desistir? O diabo quer saber! Como você vai agir? Esteja focado, com um alvo, olhando para o Pai, focado no Pai.
“E, partindo dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram. E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele”. (Marcos 6. 1-3)
João Batista questiona a missão dEle. A família pensa que Ele está doido. Os líderes religiosos pensam que Ele estava endemoninhado. E o povo é perseguido por causa dEle. Qual foi a resposta de Jesus? Pregou a Palavra.
“E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa”. (Marcos 6.4)
Que resposta linda! Ele não disse isso cheio de amargura.
Um dos grandes inimigos das nossas igrejas é familiaridade. E a maioria do nosso povo não sabe como separar essas coisas. Eles não conseguem lidar com a proximidade com o pastor. Podemos colocar as pessoas bem longe de nós, e esse é um modelo que muitos estão usando hoje, eu penso que seja covardia, é o caminho mais fácil, manter as pessoas bem distante de você, porque se mantê-las à distância elas não podem beijar você e te vender por umas poucas moedas de prata. É tão fácil mantê-las à distância, assim elas vão te respeitar, correto? Mas, esse ministério não funciona assim.
Jesus era muito realista a respeito dos seus próprios discípulos. Mas, a resposta de Jesus não era fazer com que as pessoas o respeitassem criando uma distância entre Ele e as pessoas.
“E não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos”. (Marcos 6.5)
Que decepção novamente. Qual foi a resposta espiritual de Jesus? Ele ensinou a Palavra (v.7). Depois, chamou os 12 e passou a enviá-los de dois em dois dando-lhes autoridade para expulsar demônios.
O povo de Nazaré trouxe para o lado pessoal: “é apenas o filho de José e Maria”. Qual a resposta de Jesus? Enviou 12. Esta é uma resposta do espírito: delegação, multiplicando-se neles. Nunca leve para o pessoal. Não queira ser uma personalidade, uma celebridade, esse ministério não funciona assim. Em outra ocasião, Jesus enviou 70. Não foque em você, em ser uma celebridade.
Como podemos fazer esse ministério crescer mais e mais? Continue se multiplicando. Não podemos ficar focalizados em nós mesmos. Não somos o centro das atenções.
Não importa o que as outras pessoas estão fazendo, fique ocupado. Nós temos muita coisa para fazer. Não é algo pessoal.
Sabe como Jesus treinou os 12? Dando acesso a Ele 24 horas por dia, convivendo. Eles eram íntimos de Jesus.
Seguindo o livro de Marcos, Jesus se revela. Ele revela a sua missão à Igreja.
Jesus não repreendeu a Pedro quando ele disse que não estava vendo Jesus crucificado, dizendo: “Quem é o homem de Deus aqui?”. Responda assim e você está acabado como ministro. Você constrói muros a sua volta e você isola por causa da sua própria insegurança, da sua própria fraqueza, da sua própria carnalidade. Quando fazemos isso destruímos o nosso ministério.
Jesus tinha um relacionamento tão próximo aos discípulos que deu liberdade a Pedro de dizer essas coisas. Jesus não repreendeu a Pedro, ele falou com satanás.
Foi Deus que nos deu este povo ou fomos nós que demos o povo a nós mesmos? E se não foi Deus quem nos deu qual o problema deles partirem? Eles vão encontrar uma outra igreja onde serão abençoados.
Se você tem as palavras de vida as pessoas irão colar em você.
Olhe agora para a última ceia. João está deitado no peito de Jesus. E também estava Judas, tão perto. Jesus continuou crendo que Judas poderia mudar até o último momento. E você? Quando faz isso está dando acesso as pessoas, e se faz isso pode está dando a oportunidade para alguém te beijar e te trair.
Vamos seguir o exemplo que vemos vivido na nossa frente, dos nossos líderes. Não vamos construir um muro a nossa volta por causa da nossa roupa.
Eles pegaram o coração de Jesus porque Ele ficou perto deles o suficiente. Vai nos custar também. Algumas pessoas que nós treinamos irão nos trair. Isso não é uma confissão má, é a realidade. O que vamos fazer quando enfrentarmos este tipo de situação? Responder no espírito.
Entenda a diferença de excelência e profissionalismo. Nós não somos uma companhia nós somos uma família.







4 Comentários
Aiii…
Yes, that’s what talking about baby…
Waw, what a message!
Thank God for Simon and Adriana Potter…
They has been a such Blessing to this ministries…
My family and l are profoundly affected by this message!
Oh, how l love people the speak the thruth!
Herênio Ramiro & Family
Foi ótima a ministração de Simmon, esse resumo foi da primeira parte… Cade o resumo da segunda parte q não encontro? se puder me mandar o link eu agradeço…
Deus os Abençoe
Excelente exemplo de que mesmo que estejamos fazendo o que é certo, não estamos livres de provas e decepções na vida. Mas vale a pena perseverar, sabendo que não estamos sozinhos nessa jornada. ELE venceu! E nele somos mais que vencedores.
Vera Sinval
Que palavra abençoada!!!
Como me edificou! Que inspiração Divina.
Esse homem, Simon Potter é ungido, ele prega o verdadeiro Cristianismo, e nos motiva a cada dia amar mais o nosso Senhor!
Glória Deus!