Embaixadores de Cristo

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por Vinicius Misael

De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (II Coríntios 5.20)

Quantas verdades poderosas estão escritas nesse fragmento das Escrituras Sagradas! Quando leio esse texto, fico impressionado com nível de responsabilidade que Jesus confiou à sua Igreja. Especificamente o versículo 20 nos mostra que Deus nos fez representantes legais de Jesus Cristo aqui na Terra, o apóstolo Paulo nos chama de embaixadores de Cristo.

Essa responsabilidade de sermos representantes dEle aqui na Terra nos foi conferida quando Jesus delegou Sua autoridade à Igreja. Antes de ser assunto aos céus Ele disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na Terra”. E logo em seguida, passou essa autoridade para a Igreja:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28.18-20).

A palavra traduzida por embaixador em II Coríntios 5.20 é presbeuo, que significa “ser mais velho, anterior por nascimento ou pela idade; ser um embaixador, agir como embaixador”. Segundo o dicionário de língua portuguesa, um embaixador é a categoria mais importante ou o grau mais elevado da pessoa que representa o Estado, diplomaticamente, junto à outro Estado ou junto a um órgão internacional. Isso significa que um embaixador é a maior autoridade de uma nação, fora da sua nação de origem. Por exemplo: o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, é a maior autoridade brasileira em território americano.

De modo análogo, podemos afirmar que a Igreja, como representante de Cristo na Terra, é a maior autoridade do céu aqui. Pois, de fato, a nossa pátria original não está aqui, mas nos céus, nós somos os cidadãos dos céus (Fp 3.20). Em João 17.16, fica bem claro que não somos deste mundo. E, enquanto estamos aqui, somos peregrinos e forasteiros (I Pe 2.11). Estas palavras vêm, respectivamente, das palavras gregas paroikos e parepidemos, que são metáforas utilizadas por Pedro. Essas metáforas fazem referência a alguém que vive na Terra como um estranho, que reside aqui temporariamente, fazem referência ao céu como pátria original dos crentes.

Assim, enquanto vivemos aqui, somos os responsáveis por manifestar a vontade de Deus aos homens, somos representantes dos Seus interesses. Nós somos como Cristo nesta Terra, somos o seu corpo (Ef 2.22-23; 4.12; Cl 1.18; I Co 12.27; Rm 12.5), como diz uma música do cantor e compositor Daniel Souza: “Somos teus pés, andando em toda parte. Somos tuas mãos, curando e abençoando. Somos teus olhos, à procura dos aflitos. Somos tua boca, proclamando o reino de Deus”.

O que Jesus fazia na Terra, nós devemos fazer agora.

Da mesma forma que Ele foi ungido para fazer o bem e curar todos os oprimidos do diabo (At 10.38), nós fomos também. Da mesma forma que Ele foi ungido para evangelizar os pobres, proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.18-19); nós fomos também.

Conforme disse o apóstolo Paulo, é como “se Deus exortasse por nosso intermédio”, é como se Deus falasse com as pessoas usando a nossa boca. Nós somos a voz de Deus neste mundo.

Muitas pessoas podem não ter a oportunidade de ler a Bíblia, mas elas podem ouvir Deus através da nossa boca, podem ver Deus através da nossa vida. Como disse o grande pregador D. L. Moody:

De cem homens, um lerá a Bíblia; noventa e nove lerão o cristão”.

Sendo assim, que possamos ter consciência dessa responsabilidade e viver à altura da posição que foi conquistada por Jesus na cruz. Assim como Ele mostrou o Pai ao mundo (Jo 1.18; 14.8-10), que nós possamos através da nossa vida, mostrar também o Pai àqueles que estão à nossa volta.

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