Karoliny Araujo

Professora do Rhema Brasil e Líder do Ministério de Música Celebrando a Verdade

Eu verdadeiramente amo o Salmo 1 e gosto de todas as versões musicais que tem este texto por letra. Anima-me lê-lo porque o salmista, inspirado por Deus e ciente de uma realidade que ainda seria manifesta em Cristo, faz uma clara distinção entre o justo e o ímpio.  Quero compartilhar com vocês a simplicidade dele.

“Bem aventurando o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios. Não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo1.1)

Por muito tempo eu meditei nesse verso. Chamou-me a atenção a palavra conselho e lembrei-me do velho ditado que vez por outra ouvimos: “Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia”. É um ditado irônico, geralmente usado para despertar alguém sobre uma orientação que está sendo dada e que possivelmente não pretende ser seguida.

No fundo sabemos o quanto os conselhos são importantes para as nossas decisões. Confuso é o homem que se isola e não dialoga sobre a sua vida e pretensões. Ele se priva da possibilidade de aprender e de crescer mais com as instruções de outros que conhecem mais ou possuem alguma experiência. Sendo assim, concluímos que os conselhos são informações válidas e, no mínimo, merecem ser avaliadas.

O salmista Davi falou de uma classe diferenciada neste salmo, e ele qualifica as pessoas dessa classe como mais que felizes por algumas posturas diferenciadas que elas naturalmente assumem.

Este homem é super feliz, porque mesmo sabendo que conselhos são necessários, ele não depende dos conselhos dos ímpios, ou seja, não considera a opinião de pessoas que não são vivem a mesma realidade que lhe é própria. Por quê? Porque os ímpios não vivem debaixo da mesma graça e fé que os justos vivem.

Logo, ainda que eles tenham um conhecimento natural a respeito de qualquer assunto, não são dignos de nossa consideração a ponto de seguirmos suas opiniões à risca. Seus conselhos são terrenos, baseados em experiências falíveis. Não podem trazer segurança ao coração daquele que é nascido de Deus.

Feliz também é este homem que, sendo justo, não se prende ao caminho dos pecadores. Escolhe viver longe da prática do pecado e, por isso, não participa de rodinhas que faz pouco caso de Deus ou daquilo que se crê em Sua Palavra.

“Antes, o seu prazer está na Lei do Senhor, e na sua Lei medita de dia e de noite” (Salmos. 1:2)

A Lei do Senhor é a sua Palavra. O que Davi tinha por Bíblia, em sua época, eram os mandamentos do Senhor – aquele que nós eventualmente achamos complicado ler por tantas restrições que ele lista, normalmente lemos e pensamos: “impossível cumprir tudo isso”. Exatamente, esta Lei que o justo, o homem mais que feliz, medita de dia e de noite e não se prende a impossibilidade de cumprir os desígnios de Deus, pelo contrário, Ele pensa o tempo todo sobre como obedecer mais e assim agradar ao Senhor mais de perto.

A Lei do Senhor é a fonte da Sua alegria. Dai falou de PRAZER. Prazer não é algo cansativo ou que se faz por obrigação. Prazer é uma sensação que você não quer que acabe e para experimentá-la novamente você se propõe a fazer o que for necessário, porque tal coisa lhe satisfaz, lhe sacia, não é assim?  O Justo tem prazer na lei do Senhor, ele não se cansa dela porque ela satisfaz a real necessidade dos que são nascidos de Deus. E é por isso que “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmos 1.3)

Quer ser bem sucedido em tudo?

1º Não baseie suas escolhas em conselhos dos ímpios, conselhos naturais que em nada se relacionam à Fé.

2º Não viva na prática do pecado.

3º Desenvolva prazer no envolvimento com a Palavra do Senhor a ponto de desejar vivê-La custe o que custar.

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