Atenção: Você foi convocado!

unnamedWanessa Araújo 

Graduada do Rhema

A palavra convocação me conduz a pensar em futebol, em que existe um técnico responsável em convocar jogadores e em determinar suas respectivas posições no campo; após convocados, cada um colabora para que o atacante vença a defesa do time adversário e finalize a jogada com o tão esperado gol. Nesse sentido, vou apresentar, analogamente, a relação entre o atacante e o missionário.

Antes de tudo, é necessário considerar que todos nós fazemos parte do mesmo time; fomos convocados por Deus e representamos uma nação: “… nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Portanto, representamos uma nação e possuímos um objetivo, que consiste em proclamar as grandezas do nosso Pai, isto é, o Evangelho, conforme escrito em Marcos 16:15: “proclamai o Evangelho a toda criatura”, a fim de fazer discípulos em todas as nações (Mateus 28:19).

Diante disso, é preciso ressaltar que, a cada um de nós, foi concedida uma posição diferente. Uns foram chamados para ir às nações e outros para permanecer na sua própria nação. Todavia, temos que entender que o campo missionário não se restringe à região onde o missionário vai realizar sua missão, e sim, se estende à toda Igreja. Nós, a Igreja, precisamos enfatizar a importância da nossa posição nesse campo.

Em um jogo de futebol, o atacante não joga sozinho. Ele atua com a colaboração dos outros jogadores; todos possuem o mesmo objetivo, embora ocupem posições diferentes. Contudo, se um não estiver na posição devida e não cumprir a jogada ensaiada, ele comprometerá a vitória do seu time. Isso é muito sério! Devemos, portanto, nos posicionar como Igreja, pois a Palavra nos diz: “… Suportando-vos uns aos outros em amor, procurando cuidadosamente manter a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Efésios 4:2-3).

Em um time, cada um dá suporte ao seu parceiro, para que o gol seja realizado. Nesse contexto, uma vez que o ato de dar é a consequência do amor, o suporte dado a um missionário deve ser motivado pelo amor, pois o nosso Pai demonstrou isso em Jesus – Ele amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu filho unigênito. Sendo assim, é válido considerar que o suporte não se refere apenas ao suporte financeiro, mas também, ao tempo de oração ou até mesmo ao ato de ligar ou de escrever uma mensagem. É simples!

Entretanto, infelizmente, boa parte da Igreja (do Corpo) não tem se posicionado como time convocado. A maioria prefere se comportar como arquibancada (que inclusive, é importante; no entanto não atua diretamente no jogo, tendo, portanto, atuação limitada), apenas dando brados de vitória quando o time faz gol e ficando perplexa quando o time adversário começa a pressionar. Porém, quem está na arquibancada nada faz além disso. Do mesmo modo, quando chegam notícias boas dos missionários, todos ficam felizes e empolgados; em contraste, expressam perplexidade diante de notícias ruins, como a intensa perseguição que acontece no Oriente, onde muitos cristãos estão sendo mortos.

A diferença da posição de arquibancada e da posição do jogador está no duplo sentido do verbo “assistir”, em que o primeiro apenas assiste, ou seja, vê e observa; já o segundo assiste, no sentido de ajudar e auxiliar. Dessa forma, é muito melhor sermos como jogadores, pois eles comemoram o momento do gol, veem o jogo e ainda colaboram para a vitória. Nós somos colaboradores de Deus (I Coríntios 3:9) e fomos convocados, por Ele, para abençoar – sermos bondosos uns para com os outros (I Pedro 3:9).

Uma definição bem interessante sobre graça é: amor em ação. Dar é uma ação e tem que ser realizada em amor. Porquanto, o compartilhar é uma área em que Deus deseja que a Sua graça opere em nossas vidas. Sendo assim, há uma graça para compartilhar; segundo Tony Cooke, compartilhar significa “transmitir a generosidade de Deus”. Como isso é lindo, irmão! Tal ação é realizada voluntariamente, conforme proposto no seu coração (II Coríntios 9:7).
Algo que me chamou muita atenção foi a gratidão que o Apóstolo Paulo teve com a Igreja de Filipos.

Essa foi a única igreja que compartilhou com ele, no que se refere a dar e receber, quando ele foi à Macedônia. (Filipenses 4:15). Paulo considerou, então, os filipenses como parceiros em espalhar as Boas Novas sobre Cristo (Filipenses 1:5). Lembra-se da comparação do jogador? Essa parceria entre Paulo e os filipenses estava fundamentada no doar; essa igreja entendeu qual era a sua posição no campo. Logo, quando o cristão contribui com o missionário, ele participa do sofrimento daquele que entregou sua vida para propagar o evangelho (Filipenses 4:14).

Diante disso, Paulo continua sua carta e diz: “ainda que eu aprecie as ofertas de vocês, o que me faz mais feliz é a recompensa que vocês terão em virtude dessa bondade” (Filipenses 4:17), pois nada é improdutivo quando é feito para o Senhor (I Coríntios 15:58). Todos sabem que, quando alguém faz um gol, não é apenas ele quem ganha o título, e sim, todo o time. Funciona do mesmo modo conosco, “porquanto, a cada um será premiado segundo o seu próprio trabalho” (I Coríntios 3:8).

Sabe aquele versículo bem conhecido: “Deus suprirá todas as vossas necessidades, em conformidade com as gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Filipenses 4:19)? Então, ele também está inserido neste contexto de dar e receber. A generosidade não passa despercebida aos olhos do nosso Pai; isso é um princípio. A doação é um sacrifício de cheiro agradável, aceitável e prazeroso a Deus (Filipenses 4:18). Claro que a motivação em nossos corações precisa estar correta, e, por isso, temos sempre que buscar em oração quanto, aonde e a quem doar.

Um dos significados da palavra satanás é: adversário. Ele tenta opor-se à Igreja, para impedi-la de propagar o evangelho a todas as nações, exatamente, como em um jogo de futebol. No entanto, Cristo venceu o mundo! NEle somos vitoriosos, e, por isso, não podemos regredir; temos que seguir avante na propagação do evangelho. A Palavra diz que há festa no céu quando o pecador se arrepende (Lucas 15:7); este é o nosso gol – alcançar vidas. Aleluia!

Fica claro, portanto, que cada um possui uma posição fundamental no que se refere a proclamar o evangelho às nações. De fato, isso tem suma importância, haja vista que o Ministério Verbo da Vida é fruto da obediência do casal Ap. Bud e Jan Wright, que decidiram se posicionar e ser canais de bênçãos, aqui, no Brasil. Em virtude disso, podemos ter o contato com a Palavra revelada, e, por meio dela, sermos libertos pelo seu conhecimento.

Provavelmente, em sua igreja, há uma Secretaria de Missões; ore, portanto, buscando direcionamento em saber como colaborar no campo missionário. E assim, se for o caso, procure a Secretaria, a fim de ter informações sobre o compartilhar – financeiramente ou com o seu tempo em oração. Lembre-se: somos testemunhas da importância do cumprimento missionário em uma nação – como foi o caso do Brasil.

“Porquanto, ao ministrar essa assistência não apenas estais suprindo as necessidades dos santos, mas semelhantemente promovendo o transbordamento de variadas expressões de louvor e gratidão a Deus” (II Coríntios 9:12).

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