Nasci em Brasília, hoje eu tenho 43 anos. Cresci em um contexto de pobreza. Meu pai era pedreiro, minha mãe trabalhava em casa de família. Meu pai teve problema de alcoolismo, então crescemos nesse ambiente. Vendo falta, pobreza, miséria… Tenho nove irmãos: um homem e oito mulheres.
Algo bom que meu pai sempre me passou é que ele era trabalhador, honesto, cumpridor com as obrigações… Ele construiu várias casas em Brasília. Nós vivemos com falta, mas nunca chegamos a passar fome, sempre tinha o arroz, o feijão dentro de casa, o básico do básico. Porém passamos falta de ter algo melhor; se não fosse o alcoolismo… Mas meu pai sempre foi trabalhador, um homem honesto, ele sempre passou isso para a gente.
Minha mãe é uma guerreira, uma mulher forte, corajosa, guerreira. Eu falei pelo contexto de não passar fome porque ela é essa mulher forte: se levantava, ia trabalhar também, ia ajudar meu pai. O que ela conhecia de Deus sempre passava para os filhos. Nós fomos criados no catolicismo, então, dentro do que ela conhecia, ela passava para nós. Sabíamos que ela tinha temor de Deus, nos ensinava a buscar ao Senhor da forma dela.
Ela sempre passou pra nós também a parte da mulher no casamento, de ter só um esposo, de casar direitinho, casar virgem… Os valores que ela tinha, que ela recebeu da parte de Deus, da minha avó; ela nos ensinava. Isso também é algo que ficou na minha vida. Família é ideia de Deus, é algo maravilhoso.
Tenho meu esposo, Ronaldo, meu filho de 17 anos, Hebert e Hadassa, que tem 13 anos. A gente também teve outro filho chamado Ronaldinho. Foi pela vida dele que eu cheguei a conhecer o Rhema. Ele nasceu, em Agosto de 2004, com várias malformações congênitas. O caso dele foi desacreditado totalmente pela medicina, ele nasceu sem o ânus, faltando um pedaço do esôfago, com malformação na coluna, no intestino, no cérebro, órgão genital, só um rim funcionando…
Foi algo desesperador no momento. Meu esposo na época ficou desesperado, só eu havia entregado a vida para Jesus. Eu frequentava a igreja Batista, tinha fé em Deus, que ele iria curar meu filho, que mudaria aquela situação. A medicina nos passou o que eles tinham de conhecimento, pela situação dele, era muito difícil ele viver, achavam que ele não viveria nem um dia, mas ele viveu cinco anos e dez meses. Eu acho muito forte isso, o nascimento dessa criança. Depois de tudo o que passamos, meu esposo foi para Cristo…
Deus não trouxe essa situação para nós. Isso ficou muito claro para mim na matéria do Rhema ‘Caráter de Deus’. Porém, Ele usou essa situação para nos trazer para mais perto dEle. Na hora que meu esposo soube da patologia do meu filho, no corredor do hospital, ele chamou Deus para uma “briga”: “desce agora Deus, vamos ter uma conversa, que eu quero saber o que você fez com meu filho”. Fez isso sem conhecimento, na ignorância. Eu já era uma mulher que andava em fé, já buscava tudo sobre fé, então me agarrei na Palavra e no pouco conhecimento que eu tinha naquele momento. Fiz tudo para manter meu filho vivo, passei a ler tudo sobre cura na Bíblia.
Já passava de um ano de internação no hospital, quando tive um sonho. Nele eu estava estudando em uma escola bíblica junto com a Imna, fisioterapeuta do meu filho, uma grande mulher de Deus. Estávamos em uma sala de aula com a Bíblia aberta em Provérbios 2, de saia, estudando a Palavra de Deus junto com vários alunos.
Contei a Imna sobre o sonho: “Deus me mostrou nós duas estudando a Palavra dEle em uma escola, e era uma escola bíblica”. Dois meses depois, ela descobriu o Rhema e me chamou para irmos nas aula demonstrativas. Quando cheguei no Rhema, estava sendo ministrada a matéria ‘Fundamentos da Fé’, fiquei maravilhada. A unção fresca com a Palavra de Deus, chegou até mim e trouxe descanso e refrigério da parte do Senhor. Entendi que essa era a escola que Deus me mostrou em sonho profético, aleluia, glória a Deus.
Disse ao Senhor que eu precisava disso. Falei: “é o que eu quero Senhor“. Porque do jeito que eu estava: cansada de viver dentro de uma UTI, com meu filho em estado grave; ele ia morrer e eu também. Eu já estava com meu filho há um ano e seis meses no hospital. Ele dependia do respirador, a medicina dizia que ele nunca iria sair do respirador, que se ele vivesse, o tempo seria naquele respirador, e ele estava gravíssimo naquele período. Quando ele nasceu, minha filha Hadassa tinha dois anos e o meu filho Hebert quatro. Eu praticamente estava morando no hospital Anchieta que fica em Taguatinga-DF, foi quando Deus viu que eu precisava de ajuda e me mostrou o Rhema, para que eu estudasse Sua Palavra.
Eu fui sendo alimentada pela Palavra, luz e entendimento foram chegando. Fui fortalecida, e tudo que eu aprendia no Rhema eu aplicava na vida do Ronaldinho. Vi milagres acontecendo na vida dele e de outras crianças dentro da UTI. Quando orávamos, o Espírito Santo de Deus curava as crianças. Eu não sei o que teria acontecido se o Senhor não tivesse me levado para estudar no Rhema. Nesses 2 anos de Rhema, vi meu filho sair de um respirador, andar; seus pulmões que eram sequelados por ter várias pneumonias e problemas respiratórios serem totalmente curados. Vi Deus agindo em cada processo cirúrgico, várias cirurgias, meu filho fazer coisas que ele não fazia antes. Vi ressurreição, grandes milagres de cura, trouxe meu filho para casa, sou muito grata a Deus pela Sua Palavra, pelo Rhema.
Um dia, meu filho estava em estado grave, e o Senhor falou comigo assim: “minha filha eu vou trazer a TV aqui, vou trazer radio, eu vou trazer jornal pra você falar do meu amor, do que eu estou fazendo na sua vida e do seu filho”. E eu disse: “amém Pai, eu vou falar do seu amor”. Nós moramos dentro do hospital três anos e sete meses. No dia do seu aniversário de 3 anos, a Rede Globo fez uma entrevista conosco. Foi maravilhoso testemunhar dos milagres de Deus na vida dele. Depois, com 3 anos e 7 meses, na nossa despedida do Hospital, a rede globo, o SBT e jornais da cidade, foram fazer uma entrevista com a gente dentro. O que eles falavam era: “uma história de milagre, de fé e de superação”.

Uma criança que morou três anos e sete meses no hospital, vai finalmente para sua casa (Assista a reportagem clicando aqui). Então ele foi pra casa, estudou, foi pra igreja… Ficou em casa mais de dois anos, e, nesse período, desmamou os remédios que ele tomava, porque foi curado, ele foi totalmente restaurado por Deus. Os médicos dentro da UTI, mães, profissionais de saúde entregaram a vida para Jesus, pois viram o poder de Deus se manifestando na vida do Ronaldinho. Por muitas vezes meu filho tinha paradas respiratórias e parava de respirar; eu orava e ele voltava.
Eu vi meu filho ser curado e ressuscitado várias vezes. Me formei no Rhema em 2007, e ele saiu do hospital em Março de 2008. Foi maravilhoso os anos que passamos com ele em casa, viajamos, passeamos, ele foi para a escola. Enfim, vivemos a vida comum do lar cheios da alegria do Senhor. Desde que eu fiz o Rhema eu me tornei uma Alumni. Através da Rede, eu ouvia as aulas do Rhema, isso me ajudava a me alimentar nas verdades espirituais que aprendi.
Eu e meu marido estávamos nesse contexto: na mesma igreja, eu estava condicionada ao mesmo ambiente. Se você não quer estar no ambiente que o Senhor manda, isso atrapalha você. Em 2009, havia recebido uma direção de Deus de ir congregar na igreja Verbo da Vida em Taguatinga e, não obedeci. Continuei na mesma igreja que eu havia nascido de novo, a qual eu amava muito. Lá cresci nos meus primeiros passos do evangelho. Aprendi que devemos ser rápidos em obedecer a Deus, independente do contexto do lado de fora, dos seus sentimentos ou pessoas. Deus tem o melhor para nós.

Eu e meu esposo tínhamos o sonho de ver Ronaldinho comendo pela boca, porque ele comia por uma sonda de gastrostomia (uma sonda no estômago para se alimentar). Tinha uma cirurgia para solucionar isso, e levamos ele para fazer em junho de 2010.
A cirurgia não deu certo e ele foi a óbito. Fiquei do lado dele o tempo todo, ainda fiquei orando quatro horas para ele voltar novamente. Orei e ele voltou uma vez. Eu ficava lá, tranquila, o poder de Deus era tanto, me fortalecia tanto, que eu ficava tranquila com ele. Aí ele voltou, eu falei com ele, ele deu uma olhada de despedida e ali fechou os olhinhos e depois não voltou mais. Graças a Deus pela Palavra, eu sabia onde meu filho estava e está, sabia que não foi Deus que causou a morte dele e nem colocou doenças nele.
Graças a Deus que, nesse período, eu estava cursando a Escola de Ministros Rhema, lá tive apoio da Imna e do Pr. Rogério. Eles me ajudaram muito e também meus diretores, pastor Joselito e Ana Helena que foram usados por Deus de forma sobrenatural para mim. Recebi uma ligação da Ana Helena me dizendo que o Espirito de Deus era meu consolador e estava comigo para me consolar, e o Pastor Joselito me disse: “filha, Davi jejuou, orou pelo seu filho que estava doente porque sabia que Deus podia curar, mais quando seu filho morreu, ele se levantou, lavou o rosto e adorou o Senhor (01 Samuel 12). Agora é a hora de você se levantar e adorar ao Senhor”. Aquelas palavras entraram como fogo dentro do meu espírito e eu entendi tudo que eu precisava entender. Meu filho estava com o Senhor nosso Deus, que é bom e um dia eu também estaria com ele na glória.
Então me levantei e chamei meu sobrinho Denilson para tocar no velório músicas de adoração ao Senhor. Havia mais de 500 pessoas, ali nós pregamos o evangelho e muitos aceitaram a Jesus como seu Senhor e Salvador. Deus nos fortaleceu tremendamente e eu disse várias vezes: “Deus é bom e Sua Palavra é a verdade“. Essa paz interior dentro de mim era muito forte, pude passar essa força para os meus filhos.
Deus representa para mim um pai. Todo esse tempo, Ele continua sendo bom.
Gostaria de dizer para quem está passando por alguma situação: “Não desista, fique firme na fé, firme na Palavra de Deus, porque essa Palavra funciona”. Ninguém me convence que Deus não cura, que Deus não ressuscita, porque eu vi diante dos meus olhos, e não foi só meu filho que Deus curou, foram várias crianças na UTI, vimos a cura se manifestando.

A Vilma agora é uma mulher de fé, forte, uma mulher que ama Deus acima de tudo, acima dessas coisas, uma mulher que sabe que essa Palavra funciona de verdade. E o meu desejo é fazer a vontade de Deus nessa Terra.
Meu esposo foi muito importante, ele é um companheiro maravilhoso, me apoiou e me apóia. Eu amo demais. Ele tem sido esse companheiro, esse apoio, ele é um homem forte, um homem íntegro.
No final de 2010, obedecemos a direção do Senhor para congregarmos na igreja Verbo da Vida no Gama. Lá, meu esposo foi batizado nas águas, fez o Rhema e foi cheio do Espírito Santo, cresceu no Senhor e tem entendido o chamado de Deus nas nossas vidas. Quando comecei a fazer o Rhema, em 2006, Deus falou que eu seria professora do Rhema. Pensei: “como será isso? congrego em outra igreja…” E guardei no coração. Comecei a ter sonhos com o irmão Kenneth E. Hagin e apóstolo Bud Wright e sua esposa Jan, onde o Senhor dizia que eu iria ensinar ao seus filhos a Palavra de Deus na visão que Deus havia dado a esses homens.
Na Igreja do Gama servi com muito amor e gratidão a Deus os pastores Adriano e Fernanda e André e Cintia, e aos meus irmãos. Recebemos uma direção de Deus em 2016 e, Hoje, congregamos em Taguatinga com um coração cheio de gratidão a Deus e prontos para servimos com amor e humildade nossos Pastores Joselito e Ana Helena; que sempre fizeram parte da nossa história de crescimento com Deus, pois obedeceram o comando de Deus de vir para Brasília.

Em 2016, se cumpriu o que Deus falara comigo há quase 10 anos atrás. Ministrei aulas no Rhema, como professora. Estou com grandes expectativas do que Deus está fazendo e irá fazer no corpo de Cristo nesses últimos dias e sei que a escola Rhema é uma das ferramentas usadas por Deus para o avivamento da Palavra e do Espírito. Sou grata a Deus por fazer parte do seu plano e creio em restauração e grandes avivamentos na Igreja de Cristo. Sei que massas se converterão ao nosso Senhor. Estou animada com meu Pai e Sua Palavra e creio em coisas grandes para o futuro. projetos foram retirados das gavetas e já estou trabalhando neles e aguardando as novas direções de Deus.

























1 Comentário
Linda história Vilma!