
Graça e paz irmãos,
Os trabalhos do Presidio no Paraguay, estão focados na reinserção dos reclusos a sociedade, o retorno a comunhão com Deus e ao convívio familiar. Temos dentro do presidio nacional Tacumbu uma sala de reunião, onde fazemos atendimento individual a cada recluso. Através do Evangelho levamo-os a compreender que as boas notícias de salvação afetam a eles e toda sua família. Nossas atividades são realizadas três vezes por semana, nos horários das 9 :00 ás 17:00 horas.

De dia e de noite o clamor daqueles jovens chegavam até meus ouvidos e, eu vi a necessidade de fazer algo a mais por eles, foi quando este irmão por uma benção divina foi nomeado diretor do maior presidio do Paraguai e me levou com ele para começar este trabalho, que realizamos hoje.
O interno tem uma carência gigantesca de AMOR E ATENÇÃO. Em cada reunião, conversamos com eles, os escutamos, compartilhamos momentos, que às vezes são simples para mim, mas para eles tornam-se um tempo precioso. Diante destes pequenos gestos e com a pregação da Palavra, eles têm refletido isso no convívio entre outros internos, dentro dos pavilhões, e já não existem mais brigas, nem drogas.

Um dos testemunhos marcantes foi de um interno que procurou a diretoria dizendo que iria matar uma pessoa, o diretor me enviou até ele. O próprio me disse que tinha feito um pacto com Satanás e que ele havia mandado matar um recluso, impressionante o poder da pregação do evangelho, o interno foi livre deste pacto e recebeu a Jesus. Hoje, ele trabalha na lavanderia do presídio e sua família vem visitá-lo.

Hoje, conseguimos colocá-los em um pavilhão cristão, chamado pavilhão “Libertad” (liberdade), liderado pelo Chamorro, e no mês de Abril, eles irão se batizar. Como é bom ver a transformação na vida de cada um deles.

Uma das coisas que os carcereiros têm notado é exatamente isso, mudança de comportamento e bom relacionamento, se sujeitando com mais facilidade as normas estabelecidas.

O diretor do Presidio Dr. Luis Villagra demonstra a sua alegria por ver pessoas, que eram consideradas pela sociedade e pela instituição como um “caso perdido”, e hoje, depois da exposição à Palavra ter suas vidas mudadas. A pregação do evangelho tem tranquilizado muitos internos e produzido um bem-estar para eles e para os guardas. Acredito que este trabalho será um modelo a nível nacional, vamos fazer história neste país, disse o diretor.
Eu me redescobri com este trabalho, antes pensava que podia fazer algo por eles e hoje, realmente faço. Vejo a cada dia a urgência de pregar o evangelho a eles, e posso ouvir aquele grito de Paulo: “AI DE MIM SE NÃO ANUNCIO O EVANGELHO, POIS A MIM ESTÁ IMPOSTA ESTA OBRIGAÇÃO”.
Este trabalho de aconselhamento tem levado até a capelania muitas pessoas e, cada história, cada transformação, tem nos afetado muito e nos levado fazer sempre mais por cada um deles, o mais interessante é que o trabalho está tomando forma e já começamos a fazer reuniões com os convertidos.















