Meu nome é Leonardo Volotão. Tenho 34 anos. Eu cheguei muito cedo na igreja de Campo Grande; portanto, não posso me considerar como uma pessoa que chegou lá como um não crente, pois eu era muito novo e rapidamente me converti. Eu cresci no Cristianismo. Antes de conhecermos essa Palavra que nos libertou, tivemos muitos problemas familiares. Minha família chegou lá muito quebrada, com os meus pais prestes a se separar. Nós nos desenvolvemos lá. Conheço a Juliana desde criança; passamos por todo processo da pré-adolescência e da adolescência. Meu começo foi todo cristão. O pastor Marcos Honório sempre foi um referencial para nós, sempre nos ajudando e nos apoiando. Quando minha família chegou lá, tivemos todo o acolhimento do pastor Marcos e de outros irmãos; a partir desse momento, começamos a desenvolver uma vida cristã. Eu também posso dizer que o Rhema edificou a minha vida; fui realmente transformado mesmo tendo sido criado na igreja. Meu aprendizado foi todo dentro do Verbo da Vida. Isso foi muito importante na minha vida.


Meus irmãos cresceram quando meus pais já haviam recebido a Jesus. Então, eles receberam toda a influência do Cristianismo. Eu, como irmão mais velho, pude ser um referencial para eles. E eu vejo a influência que eu ainda tenho; eles podiam olhar para mim e ver um referencial, tanto como cristão quanto como homem. Eu lembro que meu irmão queria ser como eu era. A Milena é minha irmãzinha, que eu tenho muito cuidado, por tudo que ela é. Como eu disse, quando chegamos na igreja, meus pais chegaram bem quebrados; então, até meu pai reestruturar a família, inclusive financeiramente, demorou um tempo. Portanto, não tivemos muitas viagens ou muitos momentos de lazer, mas eles se mantiveram firmes e nos deram uma ótima educação. Isso contou para a nossa formação.

Depois do retiro, um dia, toda a galera foi para o cinema; Juliana estava junto. Quando ela sentou, eu sentei do lado. Quando o filme começou, na maior cara de pau, eu a abracei. Como eu percebi que ela tinha gostado do abraço, quando o filme terminou, eu me despedi e fui embora. Daí em diante, comecei a puxar assunto com ela pelo MSN. Um dia, depois de um mutirão na casa de um pessoal da igreja, aconteceu nosso primeiro beijo. Depois disso, começamos a namorar firme. Durante o namoro, nós sempre tivemos limites, tanto na minha casa quanto na casa dela; tínhamos horário para chegar e para sair. Isso foi muito importante para o nosso relacionamento.

Eu e Juliana nos conhecemos desde sempre; no entanto, nunca houve interesse de nenhuma das partes. Na verdade, eu era mais próximo da irmã dela, a Caroline, por conta da idade; apesar de ser amigo de Juliana, não éramos tão próximos. Em um retiro, em 2007, um interesse por ela começou a ser despertado. Propositadamente, eu comentei sobre isso para Virgínia, esposa do Marcos Honório Júnior, sabendo que ela comentaria para Juliana. Em um momento do retiro, Juliana decidiu que iria para a piscina; ela havia passado o retiro inteiro sem entrar na piscina. Enquanto ela estava lá, eu peguei uma cadeira de praia, coloquei óculos escuro e sentei lá. Eu não parava de olhar para ela, e ela já estava sem graça, pois já sabia do meu interesse. No culto da noite, eu sentei do lado dela. Eu nem falei nada, mas, quando ela deu oportunidade, meu braço já estava encostando nela! (risos)

O casamento foi algo muito sobrenatural em todos os âmbitos. Na época, eu trabalhava com o meu pai, no escritório de contabilidade; ela era personal. Enquanto ela morava em Copacabana, pois o pai dela pastoreava lá, meu pai era pastor auxiliar do Junior. Todo mundo tentou nos convencer a não casar, pois, naturalmente, não possuíamos condições financeiras para arcar com um casamento. Estávamos começando nossas vidas profissionais naquele momento. Como éramos da igreja desde crianças, nossa lista de convidados beirava a 400 pessoas. No meio do caminho para o casamento, um monte de coisa foi acontecendo; faltando um mês, não tínhamos nada, nem casa alugada, nem móveis. Porém, tínhamos convicção em seguir em frente, pois, quando decidimos pelo casamento, nós rapidamente percebemos que iríamos nos completar dentro daquilo que Deus tinha para cada um de nós. Eu tenho a convicção de que Juliana foi feita para mim. Começamos a colocar em prática aquilo que havíamos aprendido – crer no coração e confessar com a boca. Havíamos nos programado, mas a programação havia falhado; mesmo assim, nos mantivemos na fé.

Nos últimos quinze dias, tudo aconteceu muito rápido. Um dia, eu fui ver uma poltrona e vi um jogo de sala muito bonito. Decidi que queria comprá-lo. Eu queria fazer uma surpresa para, quando voltássemos na lua de mel, a sala estar montada. No dia seguinte, tínhamos que resolver várias coisas do casamento, pois faltava somente uma semana, mas eu falei para ela ficar em casa, pois eu precisava sair. Em um determinado momento, eu a chamei para me encontrar no shopping e acabei revelando sobre o jogo de sala. O que eu não sabia era que, uma semana antes, ela tinha ido na mesma loja e gostado dos mesmos móveis! Era justamente o que ela queria! Na verdade, acabou que ganhamos o dinheiro para comprar o jogo. Nosso casamento foi todo suprido; foi um sucesso.

Nós nos casamos com bastante inexperiência em tudo e passamos por momentos muito difíceis. Aconteceu um adultério, resultando em um filho. Nada justifica o erro; foram uma série de fatores que acarretaram nisso. Foi a pior coisa que aconteceu na minha vida. Juliana segurou tudo isso. Eu queria me separar; por inúmeras vezes, tudo que eu queria, quando eu chegava em casa, era que ela me colocasse para fora. Uma coisa que me marcou muito foi o fato de que, quando eu chegava em casa, mesmo não querendo conversar, ela se deitava do meu lado e falava: “Eu sei o homem de Deus com quem eu me casei. Eu não vou abrir mão desse homem. Eu sei o chamado que há na vida dele. Eu sei que eu fui escolhida para isso”. A Bíblia fala que o amor de Deus nos constrange. Esse amor me constrangia de uma tal forma que eu ficava com raiva dela, mas eu não conseguia sair disso; eu queria que ela me colocasse para fora. Nessa época, congregávamos com o meu pai. Ele saiu de Campo Grande, juntamente com o pastor Junior, e começaram um trabalho em Madureira. Nós fomos ajudá-los; foi lá onde tudo aconteceu.
Nada justifica o que aconteceu, mas não possuíamos nenhum direcionamento de ir para Madureira. Sabíamos que deveríamos ter ficado em Campo Grande, mas eu fui por birra e ela me seguiu. E tudo aconteceu. E, então, eu descobri a gravidez dessa mulher, e foi quando a ficha caiu. Eu sabia que iria perder Juliana; comecei a fazer de tudo para não a perder. Foram sete meses em que eu fiz de tudo, para não perder Juliana. E chegou o momento de contar a ela sobre o filho. O casamento estava melhorando, pois eu estava mudando. Como eu havia acabado de ser licenciado, fui exposto para a igreja e para a família dela. Foi muito vergonhoso. Hoje, meu filho, Isaac, faz parte da nossa vida; ele possui todos os direitos legais como filho. O processo foi muito difícil, pois, a partir desse momento, Juliana tinha que lidar com Isaac e com a mãe dele; embora criança, ele trazia à memória tudo que aconteceu. Digo claramente que estou aqui, primeiramente por causa de Deus, mas também por causa dela. Depois de Jesus, Juliana é a pessoa mais importante na minha vida. Eu não sei viver sem ela. Tenho certeza de que eu não sabia o que era amor; hoje, eu vejo o Senhor restituindo a minha vida e a minha casa. Eu olho para ela e vejo muita força.

Quando decidimos voltar para Campo Grande, estávamos quebrados de todas as formas. E passamos a estar sob o pastoreio do pastor Cláudio. O pastor Cláudio e a Marcela foram como pais para nós. Temos uma gratidão que sei que se perpetuará por toda vida. O desejo do meu coração é de nunca sair de perto deles, embora saibamos que isso, em algum momento, acontecerá. Diversas vezes, no meio de um furacão que estávamos enfrentando, ele parava tudo para nos atender e nos auxiliar.
Meu sonho é fazer aquilo que Deus tem para nossas vidas. Sabemos que, para nós, nossa maior realização é servir pessoas. Sabemos que, dentro do contexto de nossas vidas, nos atentamos em servir com intensidade. Hoje, um dos meus maiores sonhos é de termos os nossos filhos. Sempre tivemos esse desejo de ter filhos.

Leonardo é muito emotivo. Um cara de coração mole que ama servir. Leonardo é um homem fiel e de caráter e que ama o Senhor e a esposa. Leonardo é um homem forte que tem uma visão e que vai seguir para cumpri-la. Esse é o Leonardo de hoje. Antes, eu era rápido em julgar; hoje, eu sou rápido em tentar ajudar. Meu coração está pronto em se compadecer, sabendo que erros existem e que eles podem acontecer, mesmo com pessoas que foram criadas nas melhores famílias e que tiveram uma educação sem desvios e dentro da Palavra. Eu quero ver esse potencial em pessoas. Isso não tem preço. Hoje, o pastor Cláudio se emociona quando nos vê dando uma entrevista como essa, pois ele sabe que valeu a pena toda essa caminhada conosco. Então, o desejo do nosso coração é o mesmo – vale a pena poder ajudar e levantar essas pessoas.















5 Comentários
Uaaaal que história linda de grande superação…… Parabéns Ju por ser uma mulher virtuosa e forte, passar por cima da dor e aceitar a situação não deve ter sido nada fácil, mas a sabedoria estava em ti….Parabéns ao casal e que o Senhor seja sempre a base de tudo na vida de vocês, avancem cada dia mais!!!!
Beijo grande.
Eu gostaria de saber, se na primeira foto, meu amado.cunhafo está rindo ou choranfo?
Léo e Ju, o amor que Deus colocou em seus corações é sobrenatural, uma inspiração para todos os que desejam vencer suas limitações e andar em lugares altos. Amo muito vocês!
Meu coração se enche de alegria em ver essa família crescendo. A misericórdia salva a vida das pessoas, eu sempre disse isso. Sei que vocês vão chegar bem longe juntos. Deus vai fazer acontecer! Beijo grande!
Amém! O que Deus na faz na vida das pessoas não existe nada que pague! Que Deus continue abençoando a você e a sua família meu irmão, e que Jesus seja sempre o centro da vida de vocês! Que Deus abençoe!