A população mundial está adoecendo. Vemos estatísticas cada vez mais preocupantes e recebemos, em nossas igrejas, muitas pessoas mentalmente doentes. Também recebemos crianças com transtornos, como TDAH, autismo, entre outros. Hoje, cerca de 2,4 milhões de brasileiros, o equivalente a aproximadamente 1% da população, possuem diagnóstico de Autismo. Nos Estados Unidos, a prevalência do transtorno aumentou nos últimos anos.
Diante dessa realidade, precisamos nos perguntar: “Qual é o nosso papel como Igreja?”. Como acolher essas crianças e seus pais, lidar com suas necessidades e falar com eles?
SOMOS IGREJA
O aumento dos diagnósticos também demonstra que os profissionais têm adquirido mais conhecimento e mais recursos para identificar essas condições. Ao conversar com Manuelle Frota sobre como o Pr. Bud Wright lidaria com essa realidade se estivesse entre nós, ela me respondeu algo muito importante: “Precisamos dar o nome certo às coisas”.
Se você estiver conversando com os pais de uma criança, não deve dizer que ela é doente. Segundo a medicina e a psicologia, autismo e TDAH não são doenças, mas transtornos. Essa compreensão ajuda na inclusão, reduz preconceitos e contribui para que essas pessoas recebam o acompanhamento adequado.
Quando falamos de transtornos, estamos falando de um desenvolvimento neurológico atípico. No caso do TDAH, por exemplo, trata-se de uma condição que se desenvolve ainda durante a gestação.
Mas como a Igreja deve agir diante disso? Independentemente da profissão que você exerça, a Igreja não faz terapia nem diagnóstico. Esse não é o nosso papel. Somos Igreja. Fomos chamados para ensinar as pessoas a viverem a redenção.
Lembro-me da história do paralítico no tanque de Betesda. Naquele lugar havia muitos enfermos, e o primeiro que entrava nas águas era curado. Quando Jesus perguntou ao homem se ele queria ser curado, ele respondeu que não havia ninguém para ajudá-lo.
Muitas famílias chegam às nossas igrejas exatamente assim: seus filhos enfrentam dificuldades na escola, nos relacionamentos, nas atividades do dia a dia. Muitas vezes, essas crianças não são incluídas nem mesmo nas festas dos colegas. Quando essas famílias chegam à igreja, elas estão olhando para o tanque. A pergunta é: quem vai levá-las até lá?
Muitas vezes, nossos olhos se voltam apenas para os recursos naturais, como se ali estivesse toda a resposta. Mas você é a Igreja. Você não é médico nem psicólogo naquele momento. Você é um crente.
Nosso papel é receber essas famílias como Jesus fez. Ele não indicou um médico nem prescreveu um medicamento. Embora possamos utilizar ferramentas e recursos da esfera natural, nossa principal formação deve estar fundamentada na Palavra de Deus. Sou psicóloga de formação, mas minha maior formação veio do Centro de Treinamento Bíblico Rhema.
No livro Curso de Estudo de Cura Bíblica, o irmão Kenneth Hagin apresenta quatro formas de receber a cura. Entre elas estão a oração da fé e a unção tangível. Ele também ensina que existem diferentes níveis de unção para cura. Precisamos ensinar as pessoas sobre cura. Algumas serão curadas instantaneamente. Outras experimentarão uma cura progressiva, nesse caso, será necessário desenvolver a fé.
Recentemente, quando estávamos na Conferência da Europa, uma irmã veio falar comigo. Ela contou que a filha tem TDAH e não sabia como lidar com isso. Os médicos diziam que não era doença, e ela falou: “Como orar por isso?”. Quando você tem um problema no seu corpo, você declara aquilo que a Palavra diz, muda seus pensamentos, coloca um louvor e se posiciona. Por que com o TDAH tem que ser diferente?
O cérebro de uma criança autista é atípico porque não está funcionando como Deus criou para funcionar. Isso é para todos: para você, sua família e para a criança que chegou à igreja com transtorno. Deus tem um plano para essa pessoa e para essa família.
Não rotule as pessoas com um diagnóstico, como o mundo faz. A igreja serve para trazer luz e salvação.
Enquanto estudava sobre esse tema, estava lendo os textos que mostram curas com doenças de nascença. (ver João 9.1-11).
O plano de Deus é ter pessoas cheias do Espírito Santo nos gabinetes para aconselhar da forma correta. Nós cremos no sobrenatural de Deus, cremos que cura é para hoje. Não importa o nome da doença, mas seja qual for o nome, ela está debaixo do nome de Jesus. Não existe doença nova, o ser humano pode fazer uma nova descoberta hoje, mas Deus já sabe de tudo. Cremos que a Palavra é a verdade, ela é uma realidade superior a qualquer diagnóstico.
As pessoas chegam na nossa vida sem esperança. Elas precisam esperar algo para ter algo. Ensine as pessoas a pensar certo. A confissão é a derrota de Satanás. As pessoas precisam pensar certo e, para isso, necessitam entender o que a Palavra de Deus diz. Ministre a Palavra da Fé, dê livros para elas lerem. As pessoas precisam olhar os filhos e parar de ver uma doença. Precisamos levar esperança para elas. Ensine-as a como receber cura.
A cura vem pela oração, pode receber cura através da oração dos nossos líderes, e através da unção. Jesus nos ungiu, nós somos ungidos e comissionados para orar pelas pessoas, o interesse de Deus é que as pessoas sejam curadas, e milagre é de dor de cabeça, câncer e de criança autista que não falava, mas agora fala. A unção é real, existe algo importante na unção que é a fé da pessoa.
Quanto mais fé a pessoa tem, mais ela recebe e mantém a sua cura. Por isso, precisamos nos manter alinhados à Palavra e devemos andar de acordo com ela. Não procure as ferramentas erradas, se você tem dificuldade para aconselhamento, ore mais em línguas, seja mais sensível, leia bons livros. Nós somos puro sangue e não diluímos nem misturamos a Palavra de Deus.
*Trechos da mensagem do dia 12 de setembro de 2026 na Conferência de Ministros Sudeste.














