Quem de nós nunca se sentiu inseguro? Fique despreocupado, porque com tantas cobranças (externas e internas),e ainda mais que estamos sempre querendo dar o nosso melhor em tudo, seria mesmo  difícil não sentir, às vezes, “borboletas no estomago”.

A insegurança só pode chegar quando não estamos seguros do que queremos ou daquilo que iremos fazer. Pense em um teste para obter a carteira de habilitação. Quando tentamos pela primeira vez aquilo parece dificílimo, mas depois que passamos no teste, pensamos: era só isso? Isto porque que existe um tipo de insegurança causada pelas novas experiências. Você nunca viveu aquilo, não sabe se dará contas de concluir, se o seu desempenho será bom e se o resultado final será satisfatório.
Mas, antes que a insegurança vire um monstro dentro de nós, precisamos buscar informações sobre o que vamos passar. Lemos em João 8.32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, a verdade que liberta é Jesus Cristo, mas a verdade sobre as coisas também traz certo tipo de libertação. Adquirir conhecimento faz com que tenhamos mais confiança para agir.
Se eu for convidada para dar uma palestra sobre o comportamento humano terei facilidade para discorrer sobre o assunto, mas se o tema gerasse em torno de política, por exemplo, já não teria segurança, pois quanto mais conhecimento tenho sobre o que vou dizer mais confiante fico para falar.  Assim também funciona quando vamos repetir uma vivência, o segundo dia de aula não é tão ameaçador quanto o primeiro, porque já sei o que devo esperar e o que foi apenas parte da minha imaginação.
Está aí algo que muitas vezes tem nos atrapalhado a crescer: A imaginação. O que passa na mente da mulher insegura é: “Será que eu consigo?” “Eu vou me sair bem?”, “O que vão pensar de mim?”, “E se eu fracassar? Tudo que construí até hoje, acaba!”.
Mas, se não experimentarmos, como vamos saber? Você poderia me responder: “A que custo? Qual o preço de avançar?”, e eu lhe digo que o preço é perder o medo, abandonar conceitos que já se formaram sobre você mesmo e aprender com as novas experiências.
O apóstolo Paulo, em sua primeira carta a Timóteo, escreveu que ninguém deveria desprezá-lo porque era novo: “Ninguém despreze a tua mocidade” (ITm 4.12). Paulo sabia que quando somos novatos em alguma coisa as pessoas precisam de um certo tempo para nos conhecer e saber das nossas habilidades, do que somos capazes. Mas, em seguida, ele diz: “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá (…) Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos” (v. 13-15).
O conselho de Paulo foi para que Timóteo aprendesse ainda mais sobre a Palavra, não desistisse de ensinar e fazer o que deveria, independente dos olhares ou das próprias inseguranças. Meditando e ocupando-se todo o tempo na Palavra, o rendimento dele no que fizesse seria notório.
Não existe outro remédio para a insegurança do que buscar se aprimorar naquilo que achamos que ainda não somos bons. Quando nos dedicamos é como se nos fortalecessemos por dentro, e assim, um passo de cada vez, de acordo com a maturidade que vamos conquistando em cada área, teremos a oportunidade de acreditar mais em nosso potencial, deixando as inseguranças onde deveriam estar, no passado de todo bom cristão.

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