
Criança gosta de brincar, cantar, de teatrinho e até de aprender da Bíblia, não é mesmo? E se ela fizesse tudo ao mesmo tempo? Foi assim mesmo que o Departamento Infantil da Igreja Verbo da Vida em Caxias do Sul planejou para o Dia das Crianças. A tia Andréia Guadalupe, que lidera o DI e toda a sua equipe prepararam um dia muito especial para cerca de 200 meninos e meninas. Ele vai ficar por muito tempo em suas memórias.
NÃO PODEMOS DEIXAR ROUBAR A NOSSA ALEGRIA
A peça que o Departamento Infantil desenvolveu para as crianças era sobre um ladrão que roubava brinquedos de meninas. Até que uma amiga lhes apresentava Jesus e uma alegria que não dependia daqueles presentes. Ao aceitarem Jesus, as personagens descobriam essa alegria e compartilhavam a mensagem com outras crianças, que também haviam perdido seus brinquedos.

Durante a peça, um ladrão roubou o briquedo de uma menina e fugiu. O interessante foi que, nesse momento, uma criança da plateia se levantou e agarrou o professor que estava interpretando o ladrão. E não quis mais soltar. Foi necessário uma professora intervir para soltar o professor e permitir que a peça continuasse.
A reação da criança surpreendeu e divertiu toda a equipe e os demais meninos. Por alguns instantes, o limite entre o palco e a plateia desapareceu. O menino se envolveu tanto com a história que passou a fazer parte dela. A reação inusitada do menino da plateia tornou visível aquilo que acontecia do outro lado do palco. Ele não estava apenas assistindo à história, mas acompanhando seus personagens, entendendo o que acontecia e reagindo diante do que considerava injusto.


Para a equipe, o momento trouxe uma lembrança do quanto as crianças são receptivas ao que aprendem. Cada história apresentada pode se transformar em uma oportunidade de plantar boas sementes em suas vidas, utilizando uma linguagem que elas consigam compreender. “Foi um dia bem diferente, muito legal, com muitas coisinhas boas e aprendi com o teatro que a nossa alegria vem de Jesus e não dos nossos brinquedos”, comentou o menino Felipe Bobsin, de 10 anos.
Para Felipe, a mensagem ficou clara. A fala dele resume, pela perspectiva de uma criança, aquilo que a apresentação buscou comunicar. Os brinquedos podem trazer momentos de diversão, mas a fonte da verdadeira alegria apresentada às crianças está em Jesus.
UMA PROGRAMAÇÃO PARA CADA FASE

A equipe organizadora planejou uma programação pensada para cada fase da infância. Ela não ficou restrita ao teatro. “A equipe preparou diferentes momentos para receber as crianças, considerando também as características e necessidades de cada faixa etária e a conversa educativa sobre prevenção do abuso infantil foi um exemplo disso”, explicou a tia Andréia.
A abordagem adaptou-se conforme a idade das crianças. Para o maternal, apresentaram o assunto de maneira apropriada aos pequenos. Já com os juniores e pré-adolescentes, a conversa avançou para uma realidade cada vez mais presente na infância: o mundo virtual.

Andréia chamou a atenção para os jogos na internet, em que crianças podem jogar com a câmera fechada. Isso sem saber quem está do outro lado da tela. A orientação foi que elas tenham cuidado, joguem com pessoas que conhecem e não pensem que alguém do outro lado tem a mesma idade apenas porque afirma isso. Para tornar o alerta concreto, Andréia fez uma encenação dizendo que tinha 9 anos, quando na verdade, ela é adulta.
A situação provocou surpresa entre as crianças. Ela ajudou a mostrar, de maneira prática, como alguém pode apresentar uma identidade diferente daquela que realmente possui no ambiente virtual. A atividade também reforçou a importância de ter uma rede de apoio e procurar adultos de confiança quando algo gerar dúvida, desconforto ou insegurança.
CUIDADO COM OS JOGOS ON-LINE
Ao falar sobre o propósito dessas ações, Andréia destacou que a programação não é pensada apenas para marcar uma data no calendário. “Toda programação que fazemos não é apenas para cumprir com alguma data especial, e sim para trazer uma mensagem de ensino prático às crianças, na linguagem que elas irão entender. Tem todo um planejamento e muita oração diante de cada ação, pois, se o mundo está vindo com tudo para cima das nossas crianças, nós precisamos aproveitar cada oportunidade para instruir”, acrescentou.
Segundo a líder, a fala ajuda a compreender a lógica por trás da programação. É aproveitar momentos de celebração para também transmitir ensinamentos práticos, adequados à idade e às situações que fazem parte do cotidiano das crianças.



DAS TELAS PARA A BRINCADEIRA

Depois do teatro e dos momentos de ensino, a programação continuou com atividades que procuraram resgatar experiências da infância de outras gerações. As salas estavam decoradas, prepararam o algodão-doce na hora e as crianças também receberam pintura no rosto. Além disso, um painel em formato de “túnel do tempo” reuniu fotos dos professores e líderes quando eram crianças e já adultos. Isso criou uma conexão entre diferentes idades.




A líder também contou que as lembrancinhas com uma intenção que ia além de simplesmente entregar um presente. Para os menores, o copo que poderia ser pintado foi escolhido como uma proposta lúdica. E para os maiores, o ioiô trouxe uma brincadeira de outras gerações.
A ideia geral era mostrar que diversão não precisa depender de uma tela ou de recursos sofisticados. Afinal, brincadeiras simples podem se tornar experiências marcantes quando existe espaço para brincar. “A proposta se conectava, assim, com o próprio conteúdo apresentado na conversa educativa: cuidar das crianças também envolve ajudá-las a desenvolver relações, descobrir brincadeiras e perceber que o mundo fora das telas continua cheio de possibilidades”, afirmou Andréia.
A MENSAGEM DA CELEBRAÇÃO INFANTIL

A alegria também esteve presente no louvor. Reunidas com o grupo de música do próprio Departamento Infantil, as crianças participaram de um momento especial e divertido. Nos três cultos do evento, mobilizaram uma grande equipe para receber as crianças, preparar os ambientes e conduzir cada atividade.
Andréia ficou feliz porque a programação terminou. Os brinquedos foram para casa, as brincadeiras chegaram ao fim, mas a mensagem que a equipe desejava deixar permanecia. “A alegria apresentada às crianças não está limitada ao que elas podem ganhar, possuir ou fazer. Ela aponta para Jesus e para uma infância que também precisa de ensino, proteção e encorajamento para viver experiências dentro e fora das telas”, finalizou com satisfação.


























