Após a pandemia, houve uma diminuição de pessoas que congregam presencialmente em uma igreja local. E muitas delas passaram a se achar autossuficientes dispensando a necessidade de se conectar à uma congregação.
Deus pode nos tocar onde estamos, mas Ele enfatiza que precisamos uns dos outros. O Senhor não se move para promover a nossa independência, mas para estarmos juntos. Sim, somos igreja, mas isso não dispensa a necessidade de irmos congregar. A Igreja é o Corpo de Cristo, e nós que nascemos de novo, somos membros desse Corpo. Nosso devocional sempre vai nos levar a estar juntos, nunca a nos isolarmos. E muitos, por não discernir o Corpo de Cristo, estão adoecendo e morrendo precocemente. Fomos criados por Deus para viver na interdependência.
Salmos 133.1,3– “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!…Ali, ordena o Senhor a BÊNÇÃO e a VIDA para sempre”. Existe vida onde há unidade.
A igreja está na terra para ser inspirada pelo Pai através de Sua Palavra. Não abra a boca para falar mal da Igreja, pois é como se estivesse falando do próprio Jesus. Quem “bate” nela, “bate” em Cristo. A Igreja não é perfeita, mas quem cuida dela é Ele.
Ekklesia – Igreja – Reunião de cidadãos chamados para fora dos seus lares para algum lugar público, assembleia. Assembleia de cristãos reunidos para adorar em um encontro religioso.
A nossa identidade está no nosso chamado em Deus. Fomos convocados para viver e manifestar o Reino. Isto deve ser feito em comunhão, pois nascemos para semear a nossa vida em outras pessoas.
Em João 2:13-22, Jesus expulsa os cambistas e purifica o templo, mostrando que o zelo pela casa de Deus é expressão de amor ao Pai: “O zelo da tua casa me consumirá”. Cristo não rejeita o templo, Ele o purifica. O problema não era o ato de vender em si, mas a comercialização da fé, a exploração dos pobres e a profanação do espaço destinado à oração. Jesus não está “perdendo o controle”, mas exercendo autoridade santa.
O foco não estava no prédio, mas nas pessoas reunidas por convocação. Igreja é um povo ao qual você pertence. Entretanto, o lugar que você frequenta deve ser significativo e consagrado ao Senhor. Um coração alinhado com Deus não tolera irreverência no lugar sagrado. Cristo é o Templo; a Igreja é o povo; o ajuntamento é a expressão e o espaço é o instrumento. O lugar não salva, mas o abandono do ajuntamento enfraquece quem foi salvo. Negligenciar o ajuntamento enfraquece a fé, dilui a comunhão e empobrece a adoração.
Em 1 Timóteo 3:14-15, Paulo fala como se deve proceder na Casa de Deus. Casa de Deus vem do grego oikos. Oikos pode significar família, comunidade. O foco primário é o povo, mas o termo “Casa de Deus” não exclui o espaço físico onde esse povo se organiza e expressa a fé. A Igreja não é o prédio, mas nunca existe “sem lugar”. Precisamos de um local de culto ao Senhor para ministrar e discipular coletivamente com edificação, exortação e consolação. Isso tudo exige relacionamento e convivência (Efésios 4:11-16).
Hebreus 10:25 reforça a importância da igreja local. Quando Jesus vier buscar a Igreja, precisamos estar dentro de uma casa (Igreja local). A presença de Deus habita em Seu povo. O espaço de reunião deve ser tratado com reverência, ordem e consagração. O físico serve ao espiritual e não o contrário. O lugar não é Deus, mas deve refletir o Deus que nele é adorado. O lugar é tão importante quanto as pessoas.
As igrejas são chamadas a tratar seus espaços com zelo e reverência, pois eles servem à obra de Deus e ao cuidado do Seu povo. A estética, a ordem e o propósito do ambiente educam o coração e cooperam para a consagração do culto. Quando o espaço físico é alinhado à missão do Reino, ele passa a expressar uma reverência que transcende o visível e alcança o invisível. Um ambiente bem cuidado comunica honra, ensina sem palavras e testemunha à sociedade. O ambiente fala e, muitas vezes, mais alto do que discursos.















