Céu na terra

Podemos experimentar desse poder hoje. O mundo vindouro diz mais sobre o que está dentro de nós do que sobre o que está fora.

Jesus nos ensinou a desejar as coisas do Céu. Quando Ele ensinou os discípulos a orar, em Mateus 6:10, disse: “Venha o Teu reino e seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”.

Em Hebreus 6, a partir do verso 4, fala de pessoas que, por obstinação, caíram e se desviaram. No verso 6, o autor afirma que é impossível reconduzi-las ao arrependimento. E, ao descrever o que experimentaram, no verso 5, declara que provaram a boa Palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro.

Pensando nessa expressão “poderes do mundo vindouro”, o que lhe vem à mente? O mundo vindouro nos remete à eternidade. Sabemos que está chegando o grande dia do arrebatamento. Estaremos com o Senhor cerca de sete anos no céu, nas Bodas do Cordeiro e no Tribunal de Cristo. Depois, voltaremos com Ele em Sua segunda vinda, quando reinaremos por mil anos. Em seguida, haverá a descida da Nova Jerusalém e viveremos eternamente no estado final do Reino. Tudo isso diz respeito ao ambiente da presença de Deus.

No Céu não precisaremos de curas e milagres. Podemos lembrar da experiência de Felipe, em Atos 8, quando foi trasladado, e também do que Paulo relata em 2 Coríntios 12, sobre ter sido arrebatado ao terceiro Céu, sem saber se no corpo ou fora do corpo. Também podemos pensar na presença de Deus como um ambiente de santidade e adoração plena, como no dia de Pentecostes, ou como em 2 Crônicas 5, quando a glória do Senhor encheu a casa e ninguém conseguia permanecer de pé.

Em Lucas 17:20, quando questionado pelos fariseus sobre a vinda do Reino, Jesus respondeu: “O reino de Deus não vem com aparência visível… porque o reino de Deus está dentro de vós”. Em Romanos 14:17, Paulo afirma que o Reino é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Em Apocalipse 21:3, João descreve a Nova Jerusalém e diz: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles… e lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Não haverá morte, luto, pranto ou dor, porque as primeiras coisas passaram.

Como será a eternidade? Um ambiente de amor, paz, alegria, paciência, bondade e fidelidade. Em Apocalipse 7, João fala de uma multidão de todas as nações, tribos e línguas, em perfeita unidade. Só o amor de Deus produz isso.

Na pátria celestial não haverá mágoa nem contenda. Por isso, podemos viver assim aqui na terra. O amor de Deus foi derramado em nossos corações.

Em Êxodo 33, Moisés pediu para ver a glória do Senhor. Ele respondeu que faria passar diante dele toda a Sua bondade. Ao experimentar isso, Moisés exaltou o caráter de Deus: compassivo, clemente, longânimo e fiel.

Jesus veio revelar essa glória. Em João 1:14, lemos: “Vimos a sua glória”. Cristo demonstrou a glória do Senhor não apenas por milagres, mas pelo amor. Ele ensinou a amar os inimigos, perdoar, não pagar mal por mal e viver em unidade. Em João 13, disse: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Davi expressou isso no Salmo 133: “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”.

Tiago 4 ensina que guerras e contendas procedem dos desejos da carne. Mas essa natureza dará lugar à incorruptibilidade. Por isso, Paulo orienta a andar no Espírito. Em Tiago 3, lemos que a sabedoria do alto é pura, pacífica e cheia de misericórdia.

Em Mateus 22, os saduceus tentaram questionar Cristo sobre a ressurreição. Ele respondeu: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Explicou que, na ressurreição, não haverá casamento, pois não existirão as necessidades naturais atuais. O erro deles foi pensar o mundo vindouro com a lógica da terra.

Jesus nos ensina a pensar os relacionamentos da terra com a sabedoria do Céu. A pátria celestial será um lugar onde os conflitos cessam. Quer viver o Céu na terra? Viva sem conflitos, sem mágoa e sem contenda. Hebreus 12 orienta: “Segui a paz com todos”.

Há um poder — o poder do amor — derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Palavra e poder. A Palavra nos enche, e o poder a torna viva em nós. Esse poder transforma temperamento, personalidade e cultura, fazendo-nos viver a cultura celestial.

Viver o céu na terra é viver o amor. Não pode haver alguém que você não queira ver. É melhor aprender a amar agora. Não se trata de ser amigo de todos, mas de amar, tratar bem, falar bem e perdoar.

Cuidado com palavras e atitudes. Viva o Céu na terra. Vamos viver o amor e a perfeita unidade.

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