por Pr. Edílson de Lira

Crescimento significa mudança, e mudança é sempre desconfortável. Se você quer um crescimento contínuo, aprenda a estar confortável com o desconfortável. Quando ouvimos sobre mudanças, seja na família, nos negócios, no ministério, sempre pensamos nos riscos da mudança. Você costuma pensar nos riscos de não mudar? A abordagem mais perigosa que alguém pode escolher é a de “insistir em não mudar, por questão de segurança”: a mudança vai vir, de uma forma ou de outra, mas é melhor que venha através de você!

Precisamos aprender que o fato de Deus ter nos usado num nível de maturidade, não quer dizer que ele quer que fiquemos nesse nível o resto de nossas vidas. Veja a vida de Elias: em 1 Reis 18 lemos como ele venceu os profetas de Baal; e como ele orou, e chuva caiu na terra seca. Lá estava ele no seu auge ministerial. Mas estar no auge do ministério também quer dizer estar no auge das pressões! A rainha Jezebel faz um juramento que Elias seria morto no dia seguinte.

As maiores batalhas do povo de Israel não aconteceram no deserto, e sim depois de terem entrado em Canaã. Muitos pensam: “quando eu conseguir aquela bênção, quando eu entrar naquele nível, quando eu assumir aquele cargo, tudo será mais confortável, as lutas vão acabar…” Elas só serão maiores! Quer entrar e se manter na sua “Canaã”? Então prepare-se para enfrentar batalhas cada vez maiores em sua jornada. Canaã não era um lugar de descanso, mas uma terra que devia ser protegida continuamente. Se o que você fez há um ano atrás ainda parece grande aos seus olhos, meus pêsames: você não tem crescido como deveria!

Um erro muito comum no nosso crescimento é confundir a misericórdia de Deus com a aprovação de Deus. Voltando para Elias, em 1 Reis 19 ele foge de Jezebel. Debaixo de uma árvore, murmurando, ele recebe um alimento sobrenatural que o dá forças para correr 40 dias e 40 noites. O interessante é que apesar de Deus ter dado esse alimento, quando Elias chega em Horebe o mesmo Deus o interroga: “Que fazes aqui, Elias?” Essa não era uma pergunta de aprovação. Apesar de ter sido ajudado por Deus a fugir para Horebe, não era nesse lugar que Deus o queria!

O fato de Deus te ajudar em meio a uma decisão infantil, seja de carnalidade ou insubmissão, não quer dizer que ele endossa seu comportamento. Deus não queria Elias fugindo. Costumo me examinar perguntando ao Senhor: “o que está operando em minha vida agora é sua misericórdia ou sua aprovação?” Às vezes Deus flui ATRAVÉS de nós, e outras vezes, APESAR de nós…

Não use o pouco resultado que você tem para justificar seus erros, nem para fugir da prestação de contas a alguém mais maduro: você precisa ser mentoreado para crescer! Talvez alguns ainda clamem: “mais eu tenho muitos resultados…” Poderia ter muito mais! Cuidado para não estar correndo pela misericórdia divina, achando que está recebendo Dele a aprovação. Crescimento exige um refinamento contínuo, e nessa jornada o que pode ter sido excelente ontem, hoje pode ser considerado medíocre.

Ainda está disposto a pagar o preço do crescimento?

Clique aqui e Leia a parte I  publicada recentemente.

 

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