Existe o tempo em que temos o Espírito. Mas vai ter um tempo em que o Espírito vai nos ter. E você vai desconhecer seu jeito, sua personalidade. A mão do Senhor, a graça e o fogo de Deus vão lhe incendiar.
Em Filipenses 2:13-15, Paulo disse que é Deus quem vai cumprir em nós o querer e o efetuar. O querer é um desejo que impulsiona você, fora da sua zona de conforto. E o efetuar é uma habilidade para tornar essas coisas, esses desejos, reais.
Vamos tocar em dois valores do Ministério Verbo da Vida: vida de fé e a importância da unidade e do amor. Pedro foi restaurado por Jesus antes de sua partida para o Céu. E Pedro se levantou com intensidade em Atos 2-4. Não sei onde fracassamos com os homens e com Deus. Muitas vezes dizemos que estamos esperando em Deus, e Deus, na verdade, está nos esperando.
Quando somos moldados e lapidados, Deus vai nos usar com mais precisão e mais intensidade.
Olhando para a vida de Pedro, em Atos 3, quando Pedro se levantou diante do paralítico e disse que não tinha prata ou ouro, mas disse para ele se levantar e andar. No capítulo 4, Pedro disse que Jesus era a pedra rejeitada pelos construtores, mas que, debaixo do Céu, não existia nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos. Ao verem a intrepidez de Pedro e João, ficaram admirados.
Nós somos portadores da Palavra, devemos pregá-la, estudá-la e falar pelo Espírito de Deus. Mas também devemos conhecer o Seu poder, o Espírito Santo, a unção, os dons, as unções ministeriais e a presença d’Ele. Pedro mostrou a presença divina através da intrepidez.
Nós não vamos apenas portar a Palavra de Deus, mas as pessoas vão ver em nós a presença e a graça d’Ele. Essa intrepidez de Pedro nasceu da convivência com Jesus. Quando convivemos com a presença do Senhor, vamos ter uma ousadia incomum, que não vem da nossa personalidade. É uma questão de ouvir a voz de Deus e ouvir os comandos d’Ele. Deus vai nos desmontar para nos colocar em movimento. Ousadia e prudência são duas coisas que temos que regular.
Deixe o fluir de Deus vir na sua vida, e a Palavra e a inspiração regularem essas coisas em você. A Palavra vai equilibrar aquilo que nós recebemos.
Não podemos ser uma igreja que só ensina e não transmite a presença de Deus no culto. A presença de Deus deve ser uma marca em nossos cultos. Eu sei que existe uma habilidade de administrar para quem pastoreia, mas um pastor deve carregar a presença de Deus no seu ministério. Deus quer trocar ferramentas para você ser mais exato e assertivo para tocar vidas e fluir com o Espírito de Deus.
A presença de Deus que Adão perdeu foi restaurada quando o véu se rasgou.
Em Efésios 2, Paulo fala que temos acesso ao Pai em um espírito e que somos da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos profetas e apóstolos, em que somos edificados para habitação de Deus no Espírito. Quando nascemos de novo, o Espírito Santo vem habitar em nós. Mas Paulo fala sobre a coletividade. A presença também está na igreja, no congregar.
As pessoas vão entrar nisso quando virem os líderes exercendo isso nos nossos cultos. Se você tem línguas e interpretação no seu momento de oração, em um culto isso também vai acontecer. Quando os dons são ativados com a presença, o ambiente muda, pessoas são tocadas e experimentam da graça de Deus.
Nós vamos fluir com a presença e a autoridade do Nome de Jesus, pregando a Palavra, mas a presença vai fluir nos nossos ministérios. Deus colocou uma base grande em nossas vidas para nós permanecermos n’Ele. Não estamos sendo enviados pelo Senhor. Foi isso que levantou Moisés: a presença de Deus. Às vezes queremos fazer na nossa força.
Moisés disse que aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Se não seguirmos os impulsos do Espírito, podemos estar roubando aquilo que Deus quer tocar nas pessoas. Se você fica só no seu plano e não percebe o que Deus quer fazer, você se torna um ladrão daqueles que Deus quer tocar através de você. Precisamos da congregação fluindo com a presença, com as coisas sobrenaturais, com os dons e com as curas. Isso tem que se tornar uma realidade.
Quem entrar no nosso meio vai reconhecer Deus em nós.
Para transmitir, eu tenho que receber. Tem um elemento que a carne e a técnica não produzem. Deus só vai se mover em vidas consagradas, e este é um tempo de consagração. Jesus tinha tempo com os perdidos, mas também tinha tempo com o Pai. Jesus transmitia a Palavra e a presença porque tinha tempo com o Pai. E o Senhor diz hoje: o que você vai falar e transmitir vai nascer do tempo em que você estiver comigo.
O Espírito tem que fluir em nós. Quando Paulo diz que não devemos apagar o Espírito é porque devemos reacender coisas. Ele tem um azeite fresco. Nos momentos de rendição e entrega, vamos descobrir uma confiança em Deus, no Seu poder e na Sua presença.
*Trechos da mensagem de 14 de junho de 2025, na Conferência de Ministros América do Norte.















