Deus está trazendo ao nosso coração graça e paz. Então, envolva-se e aproveite esse tempo em que a graça de Deus está sendo derramada. Recentemente, estávamos tendo uma reunião de supervisores em Campina Grande (PB). Todos tivemos três dias intensos. Depois desses dias, o apóstolo Guto Emery compartilhou algo simples que me fez pensar o quanto Deus pensa em nós.
“O tamanho da responsabilidade que nós temos corresponde exatamente à confiança que Deus tem em cada um de nós.”
Qual é a nossa responsabilidade? Como ministros, Deus nos chama de Seus colaboradores. Eu me sinto privilegiado em poder trabalhar em conjunto com Deus.
O Senhor não precisava de ninguém, nem de mim, nem de você, mas Ele escolheu envolver você no projeto que Ele tinha. Trabalhar com Deus é um privilégio da nossa parte.
Nós somos colaboradores. Laborar é servir. Nós prestamos um serviço a Deus, mas também precisamos cultivar um relacionamento com Ele enquanto O servimos. Deus não está interessado apenas em nosso trabalho.
PERTO DO FIM
“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações” (1 Pedro 4:7-9).
Perto do fim, algumas coisas fazem mais sentido, outras fazem menos sentido. A maioria de nós não somos filhos únicos. E, na minha infância, tive várias oportunidades de brigar com meus irmãos. Quando somos pequenos, encontramos muitos motivos para brigar, mas, quando estamos perto da morte, fazemos as pazes, porque, no fim, coisas que faziam mais sentido hoje não fazem mais.
Nós devemos ser sóbrios e criteriosos e, acima de tudo, devemos ter amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Temos o recurso de Deus capaz de fazer os pecados serem desconsiderados, e isso é porque, na caminhada, ofensas serão feitas contra nós. Mas, perto do fim, isso deve ser perdoado e desconsiderado.
Qual é o nível de acolhimento que temos demonstrado por pessoas que têm pensamentos e ideias diferentes das nossas?
A polarização está bem evidente nesse tempo. Temos caminhos opostos e distantes de alguns, mas não podemos nos afastar dos princípios. Aqui dentro, estamos do mesmo lado. Devemos ser acolhedores, sem murmuração. Devemos acolher sem murmurar.
No verso 10, ele segue dizendo: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”
Você recebeu um dom, mas esse dom não é para você; é para servir e abençoar outras pessoas, para fazê-las crescer e avançar, e assim vamos servindo uns aos outros.
GRAÇA DE DEUS
A graça de Deus foi concedida a cada um de nós de maneira proporcional. Você recebeu uma graça para alcançar as pessoas. Essa graça se aperfeiçoa na nossa limitação e fraqueza.
O chamado de Deus é além da sua capacidade, e Deus faz, através de você, muitas coisas. Você foi chamado, mas muitos de nós nos sentimos inadequados, aquém, mas tudo bem. Não é na nossa força, é na força de Deus. Se o dom de Deus requer muito de você, a graça vai te capacitar para os inúmeros desafios. Somos bons despenseiros da graça de Deus.
A despensa era um lugar em que a minha mãe guardava as compras, e lá tinha um jeito de organizar as coisas. Algumas coisas se compravam em grandes quantidades. A despensa é boa quando ela tem condições de armazenar bem as coisas. Às vezes, Deus derrama em nós a graça em nossa vida, mas não sabemos guardar, armazenar, e ela se esvai.
Devemos ser bons despenseiros, não sendo faltosos, apartando-nos da graça de Deus.
A raiz da amargura é uma das maneiras pelas quais podemos ser faltosos, e, se agirmos assim, nos separamos da graça de Deus. E, se nos separamos dela, o que podemos fazer?
Às vezes, não estamos sendo bons despenseiros. O que tem na despensa não é para sempre, mas Deus deposita uma graça em você para você gastar, e você gasta servindo aos outros.
MAIS DA PRESENÇA D’ELE
Quando você gasta, Deus derrama mais. O bom despenseiro tem o propósito certo. Às vezes, achamos que estamos servindo demais, mas é só um gasto de energia e não está servindo de nada. Temos que fazer, servir no ministério, mas conectados à graça.
Tem pessoas no ministério sem graça, fazendo na própria força e achando que estão sendo produtivas. Onde estamos plugando a nossa bateria? Estamos sendo bons despenseiros da graça de Deus?
Às vezes, a forma mais eficaz que o inimigo usa é te afogar no ministério. Você fica tão intenso no serviço e fica longe de Deus. Não adianta trabalhar para Deus e ter o coração distante d’Ele. Mais importante do que o que você faz para Ele é ter você pertinho d’Ele.
Às vezes, ficamos felizes em pregar o Seu nome, mas não estamos perto d’Ele. Mas como podemos manter a bateria carregada?
“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração” (Colossenses 3:16).
“BATERIA CHEIA” DA GRAÇA
Deus nos fez para estar entre irmãos. Para manter a bateria carregada, precisamos de comunhão com a Palavra e com os irmãos. Existe um poder na comunhão com o Verbo. Não dá para ser o Verbo sem ter o Verbo. Quando a bateria está fraca, o sistema começa a cortar recursos. Quando a bateria está baixa, a pessoa está sem brilho. Faz, mas faz sem alegria. No Verbo da Vida, não dá para viver de bateria baixa. É preciso ser cheio do Espírito e com alegria.
Qual foi a última vez que você salmodiou? Precisamos ter uma vida de louvor, uma vida no Espírito. É possível servir aos irmãos sem comunhão com os irmãos, só que não tem vida, porque é na comunhão que a vida acontece. Quantos motivos temos para agradecer? Temos inúmeras razões.
*Trechos da mensagem do dia 12 de setembro de 2026, na Conferência de Ministros Sudeste.














