Recentemente, passei por dois procedimentos cirúrgicos simples: um na cabeça e outro nas pernas. Estava tudo certo; resolvi tudo o que precisava. Mas, um dia, mesmo tendo resolvido os problemas, fiquei triste por questões relacionadas ao pós-procedimento. Thiago olhou para mim e perguntou por que eu estava daquela forma, dizendo que eu deveria estar feliz por ter resolvido os problemas. Como uma boa e sábia esposa, não respondi; apenas me calei.
“Não quero perder a minha alegria e não quero ser uma pessoa murmuradora”, comentei com o Senhor, em seguida, ao entrar no carro. Eu queria focar naquilo que foi bom, porque o dinheiro chegou para realizar os procedimentos e, quando fiz a biópsia, o resultado não apontou nada. Naquele momento, saltou ao meu coração um trecho em que Paulo diz: “Aprendi a viver contente”. Ali, sozinha no carro, pensei: “É isso. Senhor, eu quero aprender a viver contente. Não preciso forçar uma alegria que ainda não desenvolvi, mas, com a ajuda do Espírito, posso ser treinada para que as características dos processos não roubem a minha alegria por aquilo que estou vivendo no Senhor”.
Em Filipenses 4.10-13 está escrito:
“Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece”.
CRESÇA EM ALEGRIA
Sabemos que Paulo escreveu essa carta na prisão, depois de ser açoitado, incentivando as pessoas a se alegrarem. Paulo estava preso, apanhando, mas falando sobre viver alegre. A alegria se treina. Da mesma forma que você aprende um idioma ou treina na cozinha, você pode treinar a alegria. O “Técnico dos técnicos” habita em você e colocou um fruto aí dentro que pode crescer. Você pode crescer em alegria.
Podemos, sim, mudar as circunstâncias com a nossa fé e com a nossa palavra, mas também podemos permanecer em uma posição de alegria, sabendo quem é Aquele que nos fortalece, “apesar de”.
Podemos todas as coisas. Estamos n’Ele. Manter a sua confissão mantém a sua alegria. É claro que a provisão vai chegar. Somos da fé, não vivemos como “perdidos no mundo”. Se você só se alegra quando a provisão chega, ainda não aprendeu a se alegrar “naquele que o fortalece”. Isso até o mundo sabe fazer. Precisamos nos contentar no Senhor, independentemente das circunstâncias ao nosso redor.
O propósito na vida de Paulo era maior do que a prisão. O amor pelo Senhor e pelas pessoas era maior do que o processo. Cuidado para que as características do processo não roubem os resultados que você está vivendo, pelos quais tanto creu, orou e confessou para chegar onde está hoje.
RESTAURE SUA ALEGRIA
“Ah, Senhor! Estou aprendendo a viver contente e a enxergar além daquilo que estou vivendo, vendo o que o Senhor tem para mim”. Detecte o furo por onde a sua alegria está esvaziando e seja rápido em tampá-lo. Muitas vezes, nos enchemos da Palavra e da alegria, mas, na hora de dormir… estamos cansados, tristes, murmurando. Se você não consegue detectar isso, peça ao Senhor que traga à luz onde a sua alegria está esvaziando, para fechar essa brecha hoje.
A minha alegria não vai ser roubada. Vamos fechar essa brecha, porque a reclamação e a tristeza não vão afetar apenas o seu chamado ou o lugar onde Deus o plantou; vão afetar também o seu casamento e as suas amizades.
Caminhe junto com o Espírito para que a alegria da salvação seja restaurada. A Palavra é suficiente.
SOMOS UNGIDOS
Em Lucas 4.16-21 está escrito:
“Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”.
Após receber o batismo, o Espírito desceu sobre Jesus e, depois, o diabo o tentou no deserto. Em seguida, Jesus declarou que Deus o havia ungido para um propósito e que o seu próprio povo, em Nazaré, o rejeitaria, deixando as pessoas iradas. O texto diz que tentaram lançar Jesus de um precipício.
Tudo isso aconteceu em sequência, mas Ele não se trancou em um quarto escuro nem começou a falar com Deus murmurando. Jesus sabia que tinha um propósito e sabia como viver contente. Ele conhecia a hora exata e sabia que, enquanto ela não chegasse, os processos viriam.
Você foi ungido para andar nas mesmas obras do Senhor. Você não tem tempo para deixar de ser feliz. O processo quer pegá-lo? Dê um drible nele. Nem toda característica do processo é um problema. Não vou aumentar a minha percepção sobre ela.
POSIÇÃO DE PESCADOR
Quando perdemos a alegria durante o processo, deixamos de nos ver como pescadores e passamos a nos enxergar como peixes. Pare de se vitimizar. Levante-se e fique contente. A murmuração não traz peixes para a rede; ela os afasta. Veja-se na posição do pescador.
Em Marcos 10. 46-52 está escrito:
“E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora”.
A primeira coisa que Bartimeu fez ao ouvir que Jesus o chamava foi lançar fora a capa de mendigo e ir ao encontro d’Ele com confiança. Bartimeu poderia ter voltado àquela posição de mendigo, mas, quando o milagre aconteceu, ele entendeu que o jogo havia virado. Não ficaria mais à beira da estrada como vítima da sociedade, das circunstâncias e dos problemas. Decidiu seguir adiante. Colocou-se na posição de pescador, e não mais de peixe.
VIVA CONTENTE
Nada deve tirar a sua alegria de servir ao Senhor. Qual foi a capa que você usou um dia? Abandonado? Falido? Deprimido? Esse é um caminho conhecido. Você sabe o que é passar anos sentado àquela estrada e, às vezes, quando as coisas apertam, pode até olhar para trás e achar que aquilo era bom, que o recurso chegava, que algo acontecia. Mas, uma vez que você deixou essa capa, nunca mais será o mesmo. Você é redimido, curado e próspero.
Qual é a capa que você vai deixar para nunca mais voltar? Porque o diabo voltará para lhe mostrar aquele caminho e confrontá-lo. Não se trata de desprezar o que passou ou a história que você viveu, mas de entender que você era uma pessoa, Jesus entrou nessa história e, agora, você é simplesmente outro. A sua identidade, quem você é agora, merece tentar de novo e viver contente.
Quando você decide viver contente, independentemente dos processos, a sua rede vai se enchendo. Precisamos ser um exército de pescadores. Não cante sobre a falta ou sobre a dor, mas sobre o fato de que você é ungido e vai viver o plano de Deus nesta terra.
*Trechos da ministração do dia 31 de julho de 2026, na Conferência de Ministros América do Norte.















