Qual sua expectativa para a cura?

Naamã precisou pedir autorização ao rei e se expor. Mesmo assim, foi porque acreditava que daria certo. Valorizou tanto a oportunidade que decidiu agir.

Existe uma responsabilidade sobre minha vida como supervisor do Centro de Cura. Percebo uma unção e uma graça para corresponder ao que Deus tem em Seu coração. Essa não é uma visão exclusiva do Ministério Verbo da Vida (MVV), nem algo pontual, restrito a determinados períodos. A atuação de Deus na área da cura não acontece apenas em algumas estações.

Deus não precisa de um movimento para agir, nem está mudando a intensidade do Seu poder. Se não estamos vendo um avivamento, não é porque Deus recuou. E, se não foi Ele quem recuou, não é Ele quem precisa voltar. Da parte de Deus, tudo já está disponível para acontecer. Existe um avivamento de cura em curso, mas precisamos responder a ele com a expectativa adequada.

Há duas mensagens para nós hoje: uma para os convertidos, a Igreja, e outra para aqueles que precisam de cura. A unção para curar está sobre a Igreja; precisamos apenas reconhecê-la. A cura deve ser um assunto resolvido em nossa vida.

Sempre recebemos pessoas novas, que ainda podem ter questionamentos. No entanto, Deus precisa encontrar entre nós um grupo de cristãos maduros, responsáveis por ensinar aos demais aquilo que aprenderam. Devo fazer parte desse grupo. Se ainda não faço, é minha responsabilidade amadurecer e me tornar exemplo. Estamos expostos à verdade e não podemos permanecer como neófitos. Deus quer curar. Isso precisa estar resolvido em nós.

A CURA FAZ PARTE DO EVANGELHO

A iniciativa de curar partiu de Deus, antes mesmo de qualquer apelo humano. Jesus demonstrou isso quando encontrou aquela mulher encurvada. Ele não ficou indiferente à sua condição. Embora fosse sábado e muitos considerassem que ela não poderia ser curada naquele dia, o Mestre se compadeceu e agiu em seu favor. Desvincular a cura do Evangelho é quase um “crime”.

Mateus 8 mostra que Jesus curava para cumprir o que havia sido anunciado pelos profetas. Precisamos compreender que a enfermidade não é um instrumento que Deus utiliza, mas um inimigo contra o qual Ele providenciou a cura. Jesus agiu com base nessa provisão: encontrava os enfermos e os curava constantemente.

Na Bíblia está escrito: “E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio” (Lucas 4:27).

O texto menciona muitos leprosos, mas apenas Naamã recebeu a cura. Podemos pensar que Deus queria alcançar somente aquele homem e, a partir disso, concluir que a cura não é para todos ou que poucas pessoas podem recebê-la. Entretanto, quando observamos a história de Naamã, percebemos que sua cura também envolveu uma iniciativa dele.

O que fez a diferença foi sua atitude. Ele percorreu o caminho da oportunidade e valorizou a possibilidade de receber a cura. Foi simples? Não. Foi complicado! Ele precisou pedir autorização ao rei e se expor. Mesmo assim, foi porque acreditava que daria certo. Valorizou tanto a oportunidade que decidiu agir.

Também encontramos exemplos de pessoas que questionaram Jesus: “Não é este o filho do carpinteiro?”. Esses questionamentos revelam como a falta de expectativa pode limitar a manifestação do poder de Deus. Em Nazaré, Jesus não realizou muitos milagres por causa da incredulidade das pessoas.

NÃO PERCA A EXPECTATIVA DE RECEBER A CURA

As expectativas em relação à cura parecem estar diminuindo. A necessidade existe, e há muitas pessoas que sofrem em silêncio. Há mulheres que, como aquela que tinha um fluxo de sangue, enfrentam dores e vivem isoladas, mas já não alimentam expectativas de mudança. Você precisa ter esperança!

Não se impressione com a quantidade de pessoas atendidas. Muitas vezes, os Centros de Cura continuam funcionando mesmo quando recebem apenas dois participantes. Vocês estão construindo uma expectativa que produzirá frutos e será reconhecida. Essa expectativa também prepara o coração para receber de Deus.

Deus nos amou de tal maneira que entregou Seu Filho. Isso demonstra o Seu cuidado por nós. Jesus veio por esse motivo e, quando foi ferido em Seu corpo e derramou Seu sangue, a questão da enfermidade foi resolvida. Para Deus, está resolvida!

Jesus disse: “Curai os enfermos”. Ele não disse apenas: “Orai pelos enfermos”. Ele nos deu uma missão: curá-los. Isso não é algo que talvez venha a dar certo, porque, em Cristo, já temos a provisão.

ENSINAR, PREGAR E CURAR: UMA MISSÃO DA IGREJA

Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Ele é o cabeça da Igreja, e nós somos o Seu Corpo. Nossa identidade e missão estão fundamentadas n’Ele.

Jesus ensinava, pregava e curava. Quando estendeu essa missão aos discípulos, enviou-os para fazer o mesmo:

“Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mateus 10:6-8).

O texto mostra que a missão de ir e pregar também envolvia a ação de curar. A orientação era anunciar que o Reino dos Céus havia chegado e ministrar cura aos enfermos. O chamado não desvincula a pregação da cura.

Acredito que as possibilidades, o esclarecimento e a ampliação do conhecimento podem nos levar a algumas bifurcações, mas precisamos ajustar o curso. Qualquer cristão pode ser usado nos dons do Espírito. Existem diferenças na abrangência da atuação ministerial, como no caso dos profetas, mas isso não significa que somente aqueles que exercem determinados dons podem ministrar cura.

Pregue, mas também cure os enfermos! Jesus ensinava, pregava e curava. Essa era a Sua rotina. Ele não precisava esperar uma cruzada de cura para agir. O cristão precisa compreender que é representante do Reino. Se chegar a algum lugar e encontrar uma situação fora do normal, ore. Uma febre, por exemplo, não deve passar despercebida. Esteja atento!

Que direito tenho de pregar deixando a cura fora das minhas responsabilidades? Como posso apenas ensinar e não incluir a cura em meu repertório? Não temos a opção de escolher apenas uma parte dessa missão. É um pacote completo: ensinar, pregar e curar.

RESTAURE A OUSADIA E AJA EM FÉ

O cristão precisa ter persistência, ousadia e expectativa. Talvez sua atuação não alcance uma multidão, mas apenas uma pessoa. E está tudo bem! Essa perseverança vai remover camadas de resistência, e a cura se tornará mais frequente à medida que alinharmos nossa expectativa.

Aqueles quatro amigos que levaram o paralítico até Jesus tinham expectativa. Eles agiram com ousadia, e Jesus viu a fé deles. Precisamos dessa mesma disposição para levar pessoas até Aquele que pode transformá-las.

A expectativa não é faz de conta nem fantasia. É uma realidade que nos leva a agir em fé. Deus nos deu autoridade e poder para vencer as adversidades. Precisamos restaurar essa ousadia! O gigante Golias da enfermidade precisa ser enfrentado e derrotado.

Deus nos deu um cheque em branco, concedeu-nos o Reino e colocou Seu poder à nossa disposição. Agora, precisamos restaurar essa ousadia e agir de acordo com aquilo que recebemos. Deus sabe o desconforto que uma doença provoca.

Recebemos muito ensino, mas também precisamos ministrar cura aos enfermos. Devemos criar oportunidades em nossos cultos para que eles recebam oração e sejam curados. Não é justo carregarmos a unção de cura em todos os cultos e, ainda assim, deixarmos faltar ousadia e expectativa. O preço já foi pago!

A cura é uma realidade que precisa ser distribuída. Somos despenseiros e precisamos agir com convicção, inclusive por meio da imposição de mãos. E se a cura não acontecer imediatamente? E daí? Faça a sua parte! Ore uma, duas, três vezes…

Davi demonstrou ousadia em sua história e não deu atenção às ameaças de Golias. Homens como Estêvão e Tiago enfrentaram a morte, mas a Igreja não recuou, e a Palavra continuou sendo pregada. Não vamos recuar! Peça a Deus que conceda ousadia aos Seus servos para anunciarem a Palavra.

Aos ministros de cura, deixo esta mensagem: sejam ousados, mantenham suas expectativas, preguem a Palavra e ajam em fé para ministrar cura às pessoas.

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