Deus existe e é poderoso para fazer abundantemente mais. Ele é o Deus do sobrenatural, não muda e não enfraquece. Muitas vezes, o que enfraquece é a nossa fé e a nossa força. Por isso, a Bíblia diz: “Fortalecei-vos no Senhor” e, assim, seremos parceiros de Deus. Acreditando no que Deus é capaz, ficamos mais ousados. Devemos fazer uma análise, examinando se realmente estamos na fé.

Observando o perfil de Jesus, vemos que Ele nunca desperdiçou uma oportunidade quando pessoas se juntavam para ouvi-Lo. Mesmo Jesus sendo um ministro que tinha o Espírito Santo sem medida, com a unção e o poder operando n’Ele de forma plena, Ele não utilizou outros meios senão a Palavra para edificar as pessoas. Na possibilidade de treinar, despertar e ajudar pessoas, Ele as ensinava nas Escrituras. Com aquela unção plena, talvez Ele usasse a imposição de mãos de forma constante, mas esse não foi o meio escolhido por Jesus, e sim a Palavra. Jesus falava com mais frequência do que impunha as mãos sobre as pessoas. Você, hoje, está exposto ao meio que Jesus utiliza, que é a Palavra sendo transmitida. A Palavra é viva e eficaz; ela cria condições favoráveis ao seu aperfeiçoamento.

“E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; e este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam” (Marcos 9:17-18).

No texto, temos o relato de alguém que estava apontando uma necessidade. O pai pedia ajuda para o filho, vivendo a angústia de ter um membro da família com algo que eles não podiam resolver, mas que viram, na Igreja, a possibilidade de alívio. Eles foram a Jesus com a reclamação: “Eu o trouxe para a Igreja, mas eles não puderam ajudar”. Nessa história, eu estou do lado de Jesus. Esse quadro é, infelizmente, muito parecido com a realidade de hoje. Pessoas vêm e voltam com este comentário: “Eles não puderam”.

Eles veem que, na Igreja, há esperança; vêm, mas voltam. Mas eu lhe pergunto: é comum não poder? Não podemos por quê? Porque não é mais para os dias de hoje? E vamos nos tornando medianos e, assim, vamos vivendo a vida como se não fôssemos faltosos para com Deus, mas ouvimos um grito: “Ó geração incrédula e perversa, até quando vos suportarei?”. Porque a omissão só pode ter uma classificação: a perversidade.

Se chegarmos a um pronto-socorro com um parente e percebermos que ele está grave e tem urgência no atendimento, e vemos que as pessoas que deveriam nos ajudar estão atentas ao celular, nos indignamos e reclamamos. Eu acredito que Deus está nos vendo com os recursos do Céu, com as possibilidades do Céu para socorrer e ajudar, mas, porque isso vai exigir um desconforto que não queremos abraçar, vivemos essa realidade gospel sem o compromisso que a realidade requer de nós. Eu e você somos os encarregados de dar continuidade a essa missão, mas o que faremos se não dermos continuidade a esse compromisso? Somos chamados a ser ajuda e possibilidade de alívio para as pessoas.

“Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos Céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mateus 10:5-8).

Onde está o maior foco da ação? Ele não disse: “Façam estudos profundos, nem se detenham com traduções de Bíblias”. Ele só disse: “Preguem que o Reino está próximo, curem os enfermos, expulsem os demônios”. Muitas vezes, a nossa atuação no ministério se limita a um bom ensino, mas isso não pode deixar de ser acompanhado da tarefa principal: levar socorro e alívio às pessoas. Essa é a parte principal, a instrução básica.

Alguns acham que a consagração de Deus é algo excepcional, mas Jesus disse: “Eu vos chamei e vos designei”. Então, há um desígnio, e a sua vida espiritual depende de você responder a esse desígnio ou não. E isso não é algo de um final de semana, mas algo que está em nosso hábito, ou seja, uma vida regular se faz necessária, uma resposta regular. Alguns podem dizer: “Mas eu sou um crente comum”. Não existe crente comum; ou é um crente obediente ou não.

Será que, se fizermos uma cruzada de cura, não haverá demanda? Quantas igrejas encheremos de enfermos? O relacionamento com Deus nos provoca indignação quando vemos um enfermo sem ser curado. Está em nós a oportunidade de levar esperança para essas pessoas. Precisamos ser achados por Deus em uma maturidade que faz a diferença. O seu tempo tem sido aplicado a esse mandado?

Às vezes, sabemos para o que Deus nos chamou, mas diluímos o tempo com outras coisas, e o chamado de Deus fica comprometido em nossa vida. Eu acredito que, quando Jesus se ausentou para um tempo de oração, isso fez com que Ele exercitasse a parte espiritual, tornando Seu espírito sensível, ouvindo o que o Pai fala e vendo o que o Pai faz. Quando era que Ele ouvia e via? Certamente, Ele tinha um tempo de reunião com o Pai. Esse tempo O deixava afinado com a Sua missão.

A maioria de nós vive uma vida desvinculada; não atualizamos os mandados, vivendo offline, como se nada estivesse acontecendo. Procure o lugar em que está online e deixe as atualizações chegarem. Talvez fique surpreso com a quantidade de mandados que estão esperando você fazer. Será que você está negligenciando seu ouvir e ver? Jesus tinha essa interação com o Pai constantemente. Nós precisamos ver e ouvir o que Deus quer compartilhar. Jesus disse: “Vós sois meus amigos, se fizerdes os meus mandados, o que eu vos mando”. Esse “amigo” aqui fala de alguém que dá descanso, que corresponde. Quanto tempo você tem aplicado no mandado?

Pense comigo: algo que você domina e você vê alguém padecendo naquela área. Alguém quer pegar um Uber e está com dificuldade no aplicativo, e você sabe que tem a instrução que vai resolver aquele problema. Você fica quieto, por mais tímido que seja? Quando você domina o assunto, você não arreda o pé enquanto não resolve. Você não fica indiferente. E por que, sobre cura, você não se posiciona? Aqueles quatro amigos levaram o amigo para ser curado. Eles insistiram e ajudaram aquele que precisava de ajuda. Quando não podiam entrar pela porta, foram pelo telhado. Mas ajudaram. Eles eram ousados, e a fé deles tinha iniciativa.

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