Ressuscitados com Cristo

O novo nascimento não altera nossa aparência física, mas transforma-nos internamente.

“Nele vocês também foram circuncidados, não por uma circuncisão feita por mãos humanas, mas pela remoção do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. Quando vocês estavam mortos em seus pecados e na incircuncisão da carne, ele os vivificou juntamente com Cristo, perdoando todos os nossos pecados. Cancelou o escrito de dívida que havia contra nós, com suas ordenanças, que nos era prejudicial, e o removeu inteiramente, cravando-o na cruz. Despojando-se dos principados e das potestades, expôs-os publicamente ao desprezo, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2:11–15).

O texto de Colossenses revela o que Jesus fez por nós. Fomos circuncidados em espírito e a influência da carne foi extirpada da nossa vida. Antes escravos do pecado, hoje somos capacitados a viver em santidade.

A Bíblia ensina que, ao nascermos de novo, somos circuncidados no coração, obra de Cristo em nossa vida. Em seguida, precisamos “circuncidar” nossos ouvidos e lábios: não mais ouvir as influências do mundo, mas a voz de Deus; não mais falar o que é contrário à Palavra, mas proclamá-la.

O novo nascimento não altera nossa aparência física, mas transforma-nos internamente. A salvação que recebemos deve ser manifesta em nossas prioridades e decisões. As pessoas ao nosso redor precisam perceber a mudança: não podemos permanecer os mesmos.


Não viva em condenação

O pecado de Adão inclinou-nos ao erro, mas Jesus veio precisamente para cancelar as dívidas que haviam contra nós. Quando estávamos mortos em nossos pecados, Ele nos resgatou. Sua obra apagou completamente nossos débitos, não há como recuperá-los. Estamos escrevendo uma história nova.

A sentença que pairava sobre nós foi cravada na cruz; Ele já pagou o preço. A acusação do diabo não tem mais poder: ele não pode usar o seu passado para condená-lo. Você é mais que vencedor; não se permita viver de forma contrária a essa verdade.

“Ele nos vivificou, quando estávamos mortos em nossas transgressões e pecados, nos quais habitávamos noutro tempo, segundo o curso deste mundo e o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência. Entre eles, também todos nós andávamos no passado, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; éramos, por natureza, filhos da ira, como os demais. Mas Deus, rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, estando nós mortos em nossas transgressões, nos vivificou juntamente com Cristo, pela graça vocês são salvos, e nos ressuscitou com ele, fazendo-nos assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus. Deus fez isso para demonstrar, nos tempos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Pois vocês são salvos pela graça, mediante a fé; isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas” (Efésios 2:1-10).


Vida de santidade

Após o novo nascimento, somos santos, assim como Cristo. Pecar torna-se contrário à nossa nova natureza. Paulo ensina que graça e fé atuam em conjunto: não fomos salvos por obras, mas pela graça, e para ela servimos. Depois de salvos, nossas ações têm valor e precisamos corresponder ao que Jesus já fez por nós.

“Também nós, no passado, éramos insensatos, desobedientes, desgarrados, escravos de paixões e prazeres diversos, vivendo em maldade e inveja, odiando-nos mutuamente. Mas, quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor por todos, ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, sendo justificados por graça, nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna. Fiel é esta palavra, e desejo que você fale ousadamente sobre estas coisas, para que aqueles que creem em Deus se empenhem na prática de boas obras, pois são excelentes e proveitosas para todos” (Tito 3:3-8).

Em Tiago 2 percebemos que o Senhor espera um comportamento coerente com a Nova Aliança. Vida de santidade não é legalismo, mas a expressão de uma fé viva e ativa por meio de nossas ações. A forma como vivemos demonstrará nossa salvação: precisamos evidenciá-la.


Desenvolva sua salvação

O recurso da salvação está disponível a cada um de nós, Cristo garantiu esse crédito. Cabe-nos agir em conformidade: utilizar esse recurso para produzir boas obras, viver pela fé e andar em amor. Avance e alcance o que Jesus conquistou para você. Embora nos últimos dias as dificuldades aumentem, sobre nós haverá cada vez mais graça.

Estamos habilitados para uma vida de santidade; se pecar, arrependa-se e retorne. Não se acomode no erro.

Dois conselhos para você:

  1. Há um modo adequado de viver como um filho de Deus;
  2. Não se condene pelo passado, a vida de pecado ficou para trás. Cristo nos concedeu vida em abundância e perdoou nossas dívidas. Não viva na condenação.

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