
Graduado da Escola de Ministros Rhema no Rio de Janeiro-RJ
Quando eu era do mundo e recebia uma correção, sempre vinha associada a um castigo, quando era criança sempre ouvi falar que Deus iria me castigar, depois que nasci de novo, ouvi falar que Deus me amava mas eu precisava ser merecedor desse amor, através de atitudes para agradá-lO.
A partir de então, me tornei religioso, legalista, automaticamente, como um tolo julgava a todos. Depois, quando alguém me ensinou que Deus nos corrigia pela Palavra alguma coisa mudou, mas a palavra correção sempre me remetia a castigo. Isso me fez ler muitos livros, foi muito bom, mas não o suficiente, porque ouvia alguém falar de Deus, mas não O conhecia pessoalmente. Os livros são ótimos, são mestres nos ensinando a Palavra, ouvir falar de alguém não é relacionamento, Deus e sua palavra são um, logo, ler a Palavra Deus é ter um relacionamento pessoal com Ele.
Quando comecei a conhecer Deus através de sua Palavra, comecei a conhecer o seu caráter, como Ele pensa e principalmente que me ama, com o amor tratado em 1 Coríntios 13.4-8.
Eu entendi que nunca conheci o amor verdadeiro, um amor despretensioso, que o alvo desse amor sou eu, quando comecei a entender o quanto Ele me ama, percebi pela Palavra que a correção de Deus era cheia do seu amor por mim, porque essa é a sua natureza e caráter e por conta disso toda sua correção não era um castigo, mas redirecionava a minha vida para dentro da sua vontade que é boa, perfeita e agradável.
Entendi também que essa correção era pra me tornar uma pessoa muito melhor, uma pessoa que jamais imaginei, à imagem e semelhança d’Ele (semelhança não é ser igual, mas parecido, da mesma espécie, com o mesmo caráter e natureza), na minha casa quando meus filhos erravam eu os castigava e até certo ponto isso funcionava, porque eles entendiam que uma atitude errada traria perda, se fosse descoberta (“vergonha não é roubar, mas ser pego”, isso é demoníaco) porém quando eles começaram a ser corrigidos pela Palavra, começaram a entender os benefícios das atitudes dentro da vontade de Deus, e que fora da vontade do Senhor só existe dano.
Hoje entendo que toda correção tem que ser em amor através da Palavra, o meu papel não é castigar ou determinar a colheita, entendo que uma criança precisa ser protegida, às vezes até dela mesma. Proteção não é castigo, mas guardar em amor até que essa criança tenha entendimento e maturidade para lidar com alguns desafios e, enquanto estivermos guardando essa criança, não vamos deixá-la em um quarto escuro, pelo contrário vamos amá-la, oferecer carinho, alimentá-la para que ela se sinta protegida e amada, foi isso que me fez aceitar de uma forma incondicional as correções de Deus, pois entendi que é um lugar de proteção e segurança.
Uma criança não aceita a correção de um pai violento, tem medo e o medo não liberta, aprisiona, só o amor liberta, hoje desprovido da religião e legalismo entendo pela Palavra que não fui chamado para julgar o outro, e sim a mim mesmo, pois depois serei julgado pelos propósitos e intenções do meu coração, se as minhas atitudes tiverem como base a Palavra de Deus.
“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8).
Toda ação e precedida por um pensamento e toda ação tem um preço a ser pago por mim e por todos que estão a minha volta, se não for para tornar a vida melhor, não devo fazer, porque está fora da vontade de Deus, não é amor.






