Do jardim a cidade

Ele esteve com o homem, instruiu a construção do tabernáculo, enviou o Filho para habitar entre nós, derramou o Espírito, e culminará habitando novamente, de forma plena e eterna, com o Seu povo.
Do jardim a cidade
Cinthya Miranda
Graduada na Escola de Ministros Rhema

O Senhor continua vivo. Ele ainda se move entre nós. Sua presença é como o ar que respiramos: essencial, invisível, mas absolutamente vital. É ela que nos mantém de pé, que sustenta nossa existência. Assim como o fôlego que entra nos pulmões, a presença de Deus é o que nos faz realmente vivos. Desde o jardim do Éden, o propósito do Senhor sempre foi claro: o relacionamento. Criou o homem para estar em comunhão com Ele. E, por meio de Jesus Cristo, fomos redirecionados para essa realidade: uma restauração da comunhão perdida.


O que era no jardim será numa cidade

Durante uma reunião em que refletíamos sobre o tema o céu na terra, meditou-se sobre o significado da eternidade e adoração. Imagens simples, como uma fita vermelha curta, presa a um longo fio branco, foram usadas para ilustrar a vida neste século em contraste com a eternidade. A fita vermelha representava os nossos breves anos aqui. O fio branco, aparentemente sem fim, simbolizava aquilo que nos espera além desta vida. Esse contraste chama a atenção para o quanto, muitas vezes, nos perdemos nas urgências do agora, esquecendo-nos de que tudo isso é passageiro.

Houve uma canção que ecoou nesse contexto: “O que era no jardim será numa cidade; o princípio é o fim; Deus no meio do Seu povo.” Essa ideia expressa o plano divino de habitar entre os seus. Ele esteve com o homem no jardim, instruiu a construção do tabernáculo, enviou o Filho para habitar entre nós, derramou o Espírito, e culminará habitando novamente, de forma plena e eterna, com o Seu povo — desta vez, numa cidade.


Intimidade com Deus

Essa mensagem foi reforçada por uma experiência pessoal que mudou a perspectiva da minha vida: uma visão em que me via caminhando num jardim vivo, repleto de flores, até encontrar Cristo sentado em um banco. Ali, eu ouvi: “Você nasceu para estar comigo nesse lugar.” Essa revelação trouxe cura, identidade e propósito — e é o que fundamenta a ênfase no “jardim” como símbolo de intimidade com Deus.

Esse jardim é apenas o início de uma jornada: o tabernáculo, a vinda de Cristo, o Pentecostes e, por fim, a Nova Jerusalém formam uma linha de redenção. No Éden, o Senhor vinha ao entardecer conversar com o homem. No tabernáculo, pediu que Moisés construísse um espaço onde pudesse habitar entre o povo. Em Jesus, Ele “tabernaculou” entre nós. E, hoje, por meio do Espírito Santo, Ele habita dentro dos que creem.

Essa trajetória culmina em Apocalipse 21, que descreve a cidade santa, a Nova Jerusalém, que desce dos céus. Nela, Deus estará com Seu povo, enxugará toda lágrima, e não haverá mais morte, dor ou sofrimento. Essa cidade não precisa de templo, pois o Senhor e o Cordeiro o serão. Ali, tudo será adoração contínua — não como um momento, mas como um estado eterno.


Como será a adoração na eternidade?

  1. Cristocêntrica — centrada no Cordeiro que venceu;
  2. Ininterrupta — não haverá fim, pois Deus nunca deixará de ser digno;
  3. Pura — livre de vaidades, distrações e egos;
  4. Em amor pleno — pois o Senhor é amor, e O conheceremos como somos conhecidos;
  5. Coletiva — um só povo, uma só voz, todas as nações reunidas diante d’Ele;
  6. Sem templos físicos — o próprio Deus será o nosso templo;
  7. A plenitude do propósito humano — comunhão eterna com o Criador.


A eternidade trará plenitude

O Evangelho não se trata apenas de ser salvo do inferno, mas de ser reconciliado com Deus para sempre. Aquilo que foi iniciado no jardim será consumado na cidade. A eternidade é conhecer ao Senhor e a Jesus. Isso já começou para aqueles que creem, por meio do Espírito Santo que habita em nós.

Paulo escreveu que tudo o que conhecemos agora é parcial. Ele, que viu o terceiro céu e recebeu revelações profundas, afirmou que ainda assim, seu conhecimento era incompleto. A eternidade trará plenitude: veremos face a face. Conheceremos como somos conhecidos.

A jornada de fé não é em vão. Há galardões reservados, recompensas eternas. A vida nesta terra — aquela pequena faixa vermelha — passa rápido. Mas a cidade está à nossa espera. Persevere. Santifique-se. Doe-se. Vale a pena.

2 Comentários

  • A melhor e mais abençoada fase da minha vida foi , é , e será ter me tornado um membro nessa família grandiosa do Verbo da Vida! Quantos irmãos que ganhei e muitos me trouxeram sabedoria divina! O Rhema foi o melhor investimento da minha vida! Obrigada a todos e em especial ao nosso Apóstolo Guto , que carrega essa unção e derrama sobre nós!

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