
Aluna do Rhema Brasil em Campina Grande
Estava lendo o livro do nosso querido pastor Perilo Borba, Sábias Prioridades, e li algo que me confrontou. Acho que é a melhor parte de uma vida cristã, ser confrontado, sair da zona de conforto para repensar atitudes e condutas que adotamos em certo ponto da vida, ou que sempre tivemos e ainda não havia luz sobre o assunto.
Cheguei no capítulo “Misericórdia > Julgamento”, no qual Perilo fala sobre sermos misericordiosos com as pessoas ao invés de julgá-las, tirar o argueiro do nosso olho pra podermos ver claramente o cisco no olho do nosso irmão.
Em determinada parte do capítulo, fui, de fato, confrontada. O autor começa a falar de Jonas, que fugiu da ordem de Deus, foi engolido pelo grande peixe, Deus o salvou e ele foi finalmente pregar em Nínive. O que acontece é que quando Jonas chegou lá e pregou a Palavra, e aquela cidade se arrependeu, Jonas não ficou tão feliz assim! Ele queria mesmo era ver o povo pagando o preço do pecado. Quando li isso me identifiquei um pouco com Jonas. Muitas vezes, dentro de nós há um senso tão grande de certo/errado, que é comum que queiramos ver a Palavra se cumprindo nesse quesito.
Dias depois, lendo o livro de Hebreus, me deparei com os versículos:
“Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado.” (Hebreus 12.12-13)
Como um estalo na minha cabeça, entendi: Deus tem interesse pelos fracos, pelos que estão cambaleando na estrada da fé! Esses versículos exalaram para mim a compaixão e misericórdia que devemos ter por aqueles que estão cansados e desconjuntados. Nossa primeira atitude não deve ser julgar, apontar os erros ou diminuí-los porque se encontram nessa situação. Pelo contrário! Nossa atitude deve ser de socorro, ajudando os nossos irmãos a se firmarem antes que eles se desviem completamente.
Automaticamente me lembrei de Tiago 5:16. Vejamos:
“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (Tiago 5.16)
“…ORAI UNS PELOS OUTROS, PARA QUE SAREIS…”
Nós podemos/devemos orar por essas pessoas para que elas possam sarar! O que acontece muitas vezes é que essas pessoas que tem passado por tempos de dúvidas e de fraqueza são excluídas e esquecidas pelos demais e não ajudadas como deve ser.
A única pessoa que tinha o direito de julgar alguém, não o fez quando teve a oportunidade. Lembra de Jesus e a mulher pega em adultério? Ele tinha o direito de jogar a maior pedra que existisse naquela mulher, mas Ele foi misericordioso, a perdoou e ordenou que ela não pecasse mais.
“E demonstrai compaixão para com alguns que não possuem essa certeza, assim como salvai a outros, arrebatando-os do fogo; e a outros, ainda, ajudai com misericórdia e temor, repugnando até a roupa contaminada pela carne.” (Judas 1:22-23)
“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vós que sois espirituais, deveis restaurar essa pessoa com espírito de humildade. Todavia, cuida de ti mesmo, para que não sejais igualmente tentado. Levais as cargas pesadas uns dos outros e, assim, estareis cumprindo a Lei de Cristo.” (Gálatas 6:1-2)
Como falei no início, é saudável que tenhamos o senso de certo/errado aguçado dentro de nós. Mas o que não pode acontecer é que a repugnância que devemos ter pelo pecado, seja aplicada às pessoas. Não. Elas devem ser tratadas com compaixão e serem restauradas por nós que possuímos a certeza de nossa fé. Que sigamos o exemplo de Jesus em misericórdia, lembrando que Ele não veio para os sãos, mas para os doentes!










1 Comentário
Que palavras preciosas. gloria a Deus por sua vida camilinha. Amo vc!!!