
Coordenador do Centro de Oração do Ministério Verbo da Vida
Quero viajar com vocês, logo no início. Entramos em um restaurante na Inglaterra, esperando os rapazes nos atenderem, e eles estavam sentados, com aquele olhar de “receptividade”, com aquele vento frio soprando bem forte. Então pedimos: “Tem peixe com batata frita?”. E, por conta da globalização, temos a oportunidade de avaliar o restaurante. Quando cheguei aos Estados Unidos, os atendentes eram simpáticos e nos tratavam bem. No Japão, eles se curvam e nos cumprimentam. Glória a Deus, podemos servir, mas com excelência.
“Amem-se de forma cordial uns aos outros com amor fraternal, preferindo-se em honra uns aos outros. Não sejam negligentes no zelo; sejam fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Romanos 12.10-11).
O SANDUÍCHE DO SERVIÇO
Vamos pensar no ministério como se fosse um sanduíche: no meio dele está o serviço ao Senhor e o “pão”, que o envolve, é o vigor. Como o apóstolo Paulo nos ensinou, devemos servir com alegria, dando o nosso melhor, pois é para Deus. Paulo tinha a consciência de saber e dizer que era um escravo do Senhor, servindo com amor.
“Seja o modo de pensar de vocês o mesmo de Cristo Jesus, que, apesar de ser Deus (ou existindo na forma de Deus), não considerou que a sua igualdade com Deus era algo que deveria ser usado como vantagem; antes, esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2.5-7).
“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra; e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.9-11).
JESUS, O SERVO QUE SE ESVAZIOU
Ele serviu com humildade, esvaziou a Si mesmo, tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz, e acabamos de celebrar essa morte, de lembrar do seu sacrifício. Que ousadia a de nos servir, não só na vida, mas também na morte. Podemos ver como Jesus se colocou como escravo para nos servir, na ceia com Seus discípulos.
“Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se” (João 13.3-4).
“Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus vestiu a capa e voltou ao seu lugar. Então perguntou: ‘Entendem o que fiz a vocês?’” (João 13.12).
O trabalho do menor escravo da casa era lavar os pés das pessoas, mas Jesus tirou sua vestimenta de luxo para servir como um escravo e lavar os pés dos próprios escravos. Pedro, sempre sem filtro, olhou para Jesus e perguntou: “Mas Senhor, irás mesmo lavar os nossos pés?”. E Jesus o explicou com simplicidade, com o prazer de servir os discípulos. Servir é um prazer.
O SERVO ESPERADO
Podemos ver, lá em Isaías, que as pessoas estavam esperando por um rei, mas veio um servo, um servo de Deus, escolhido por Deus.
“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42.1).
“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17).
“Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste” (Salmos 40.6).
Observamos a alegria de Jesus em servir, o prazer d’Ele no serviço, para nos servir. Uma marca do ministério de Jesus é o fervor, o Espírito Santo sobre Ele, o zelo, com paixão e compaixão. E nós, ao servir o Senhor, não podemos servir como se fosse um tipo de trabalho comum; precisamos servir com paixão, como Jesus.
A ÁGUA PRECISA FERVER
E voltando para a minha terra, a Inglaterra: a hora do chá! Ouvindo o barulho da chaleira fervendo a água, o Senhor quer algo, e a minha pergunta é: tem água quente? Mas não a água que esquentamos no micro-ondas, e sim a água que fervemos. Vamos ferver a água! Deus não gosta de água morna, ou fria, prefere quente, mas nunca morna.
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49)
O cansaço vem, quem serve sabe, e com ele vem o risco de perder o fervor. Como podemos recuperá-lo? Não podemos servir apenas com a força do nosso braço; precisamos buscar d’Ele a força e o fervor. No fim do dia, estaremos servindo ao Senhor.
“Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8).
“Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.1-4).
SERVIÇO E ESPERANÇA
Não podemos cumprir a missão que o Senhor nos deu sem o Espírito Santo. Precisamos nos vestir diariamente no Espírito: no trabalho, no intervalo, em casa, antes de dormir. É o fervor, é sermos fervorosos de espírito ao servir o Senhor. Não podemos servir às pessoas de qualquer forma, pois a outra parte do sanduíche é regozijarmo-nos na esperança.
Esperança significa confiança, pois Ele já viu o fim; Ele não só viu como escreveu o fim. Muitas vezes, no ministério, temos vontade de chorar, mas ali está a doce voz do Espírito dizendo: “Agora era um ótimo momento para rir”.












