Hannah Adams, ministra da Igreja United, no Rio de Janeiro (RJ), foi uma das convidadas mais aguardadas da Conferência de Mulheres Verbo da Vida 2025. Filha de Tim e Rhonda Rogers, diretores do Rhema no México, sua trajetória combina obediência, propósito e constância, virtudes cada vez mais raras em tempos de visibilidade instantânea. Ela nos contou um pouco da sua história em uma entrevista exclusiva. Confira a seguir!
A norte-americana, que hoje chama a capital carioca de lar, construiu seu ministério sobre uma decisão simples, tomada ainda adolescente: servir a Deus em qualquer circunstância. Essa convicção se tornaria a base de uma vida missionária marcada por mudanças radicais, crescimento de igreja e influência sobre mulheres que buscam equilíbrio entre fé, família e propósito.

DO ALTAR À VOCAÇÃO
A história de Hannah começa aos 17 anos, quando, durante um ensaio de Departamento de Música, compreendeu que dedicaria a vida ao ministério. O episódio, segundo ela, não foi marcado por euforia, mas por clareza. Desde então, sua jornada tem sido uma sucessão de passos firmes, mesmo diante da incerteza, o que ela define como o verdadeiro sentido da palavra chamado.
“Eu estava no altar, sozinha, ensaiando, quando o Senhor falou ao meu coração: ‘Você vai fazer isso pelo resto da sua vida, para mim’. Não foi uma voz audível, mas foi tão claro no meu espírito que caí de joelhos chorando. Naquele instante entendi que não se tratava apenas de cantar, mas de dedicar toda a minha vida a servi-lO. O chamado não veio com flores e borboletas, veio com a certeza de que haveria sofrimento, mas também graça para atravessar e vencer cada etapa.”, declarou Hannah.
MINISTÉRIO QUE ATRAVESSOU FRONTEIRAS
Junto do marido, o pastor Joshua Todd Adams, Hannah fundou a Igreja United, hoje com mais de dez campus espalhados pelo Brasil. O casal chegou ao país em 2013, gestando o primeiro filho e com poucos recursos, após entender que o Brasil seria o campo missionário da família.
A escolha revelou-se decisiva. A United nasceu em 2014 e rapidamente se tornou um movimento de formação e discipulado com forte ênfase em avivamento, revelação e relacionamento. O crescimento numérico é notável, mas o que distingue a igreja é a cultura de excelência e de comunhão, algo que Hannah reconhece como um aprendizado brasileiro. Ela costuma mencionar o valor da mesa, símbolo da convivência e do discipulado que encontrou aqui.

LIDERANÇA FEMININA COM PROPÓSITO
Desempenhando seu papel de esposa, mãe e ministra da Palavra, Hannah conduz encontros, mentorias e conferências voltados a mulheres, sempre com foco em longevidade espiritual.
Em vez de slogans motivacionais, fala sobre disciplina, constância e fidelidade ao propósito. O que move seu ministério é a crença de que a bênção está na continuidade, na persistência de quem permanece quando os holofotes se apagam. Essa visão a tornou uma referência para líderes que enfrentam cansaço, transições e desafios familiares.
“Mulheres, não desistam, não parem, não abram mão. A bênção está na continuidade. O problema é que muita gente começa algo e logo desiste, e nunca experimenta as bênçãos da constância. As maiores bênçãos da minha vida vieram porque fomos fiéis, consistentes e disciplinados. Não perfeitos, mas não paramos.”
FAMÍLIA E MINISTÉRIO: UMA SÓ VOCAÇÃO
Filha de missionários, Hannah reproduz em casa a integração que aprendeu na infância: família e ministério não competem entre si. Na rotina com quatro filhos, ela vê o lar como extensão do chamado. Essa abordagem, que mistura devoção com cotidiano, é também o tema do seu livro Bom Dia, Te Amo!, devocional que ensina famílias a iniciarem o dia com confissões bíblicas e gestos de afeto. A obra consolida a mensagem que ela prega: a espiritualidade começa nas pequenas práticas diárias.
“Eu creio que o lar é o primeiro altar. É ali que aprendemos a servir. Se queremos mudar o mundo, precisamos começar em casa.”

O LEGADO DE PERMANECER
Em tempos de ministérios curtos e modas passageiras, Hannah Adams defende uma fé de longo prazo. Para ela, legado não é o que se conquista, mas o que permanece depois da obediência. Sua história, de uma adolescente que ouviu um chamado num altar vazio a uma líder que influencia centenas de mulheres, é acima de tudo uma defesa da constância.
Na Conferência deste ano, ela deve enfatizar justamente esse ponto: a coragem de continuar. Sua trajetória mostra que o verdadeiro sucesso espiritual não está em começar algo grandioso, mas em não desistir quando o chamado se torna difícil.








1 Comentário
Que historia tremenda, amamos o nosso portal recheado de tantos testemunhos que cada vez nos inspira esse ministerio tem sido uma benção para as igrejas verbo da vida, como tambem para o corpo de Cristo. Fazer parte dessa visão nos traz seguranca, louvamos pela vida dessa jovem que tem um chamado tremendo e que verdadeiramente tem se dedicado a cumprir o ide de Jesus