DIÁRIO DE BORDO: Marrosy Bandeira chegou ao Japão

Confira as primeiras impressões da ministra na Terra do Sol Nascente.

Marrosy Bandeira embarcou em uma missão para o Japão no dia 27 de setembro. Durante a sua jornada, servindo às igrejas locais e ensinando no Rhema, ela vai compartilhar o que tem vivenciado naquela nação. Convidamos você para acompanhar todas as ações em seu Diário de Bordo.

Quando entrei naquele voo, uma das primeiras coisas que percebi foi que eu estava, literalmente, cercada pela cultura que estava indo conhecer e servir. Rostos japoneses, uma língua que eu não dominava e uma sensação muito clara de que eu estava entrando em um novo território.

E foi justamente nesse momento que percebi algo que, talvez, eu não tivesse dimensionado antes: o inglês me salvaria muitas vezes nessa viagem.

A língua poderia ser uma barreira, mas o inglês se tornou uma ponte

No avião, nas orientações, nas conversas e em diferentes situações durante a viagem, aquilo que um dia eu aprendi como uma habilidade tornou-se uma ferramenta para cumprir uma missão. E isso me fez pensar em quantas coisas Deus nos permite aprender ao longo da vida sem que saibamos exatamente quando ou onde elas serão usadas.

Naquele momento, o inglês deixou de ser apenas uma matéria que eu havia estudado. Tornou-se uma possibilidade de comunicação. Uma ponte entre pessoas. Uma ferramenta a serviço do propósito.

Depois de 25 horas de vôo, finalmente chegou o momento de pousar

Quando meus pés tocaram aquele solo, havia uma mistura difícil de explicar: alegria, expectativa, cansaço, gratidão e a consciência de que eu não estava ali simplesmente como turista. Então, eu queria olhar tudo: as placas, as pessoas, as ruas, os prédios, os detalhes, a organização, a maneira como as pessoas se movimentavam, a arquitetura, as estações, as máquinas. Enfim, tudo parecia carregar uma identidade própria.

Meus olhos estavam atentos porque, de alguma maneira, eu sabia: eu precisava enxergar a terra onde Deus havia me enviado.
E havia algo muito bonito em perceber que aquilo que durante tanto tempo esteve apenas em oração agora estava diante dos meus olhos.

Eu me lembrei das vezes em que ouvi: “Quando você vai ao Japão?”. Lembrei-me das orações, das palavras recebidas, da visão da bandeira do Japão e de todos os passos que foram acontecendo até que aquela viagem finalmente deixasse de ser uma promessa distante e se tornasse realidade. E agora eu estava pisando aqui.


Mas o Japão também me recebeu com uma surpresa: o tempo mudou

Eu havia saído do Brasil com uma expectativa e, ao chegar, encontrei um clima diferente daquele que imaginava. O frio começou a fazer parte da experiência, e precisei me adaptar rapidamente às temperaturas, às roupas e à nova rotina.

Pode parecer um detalhe pequeno, mas até essas mudanças fazem parte de uma viagem missionária. Porque missão também é adaptação. É sair do conhecido. É aprender novos caminhos. É lidar com uma língua diferente, uma cultura diferente, uma alimentação diferente, um clima diferente e, muitas vezes, fazer tudo isso enquanto você tenta entender exatamente o que Deus quer realizar através da sua presença naquele lugar.

Meu diário de bordo começa assim: em um avião, entre japoneses, com o inglês servindo de ponte, e terminou aquele primeiro capítulo com meus pés sobre o solo japonês. Eu ainda tenho muito para descobrir. Muito para ver, para aprender, para servir.

Mas uma coisa eu já sabia: eu não tinha chegado aqui por acaso. Depois de meses ouvindo, orando, esperando e dando passos de fé, eu finalmente podia dizer: eu pisei na terra do Sol Nascente.

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