Evento na Serra Gaúcha abordou dependência química

Sediado pela ONG "Amor em movimento", a primeira edição do seminário reuniu especialistas do "Desafio jovem", em Caxias do Sul (RS).

A ONG Amor em movimento, da Igreja Verbo da Vida em Caxias do Sul (RS), realizou um seminário sobre dependência química que reuniu especialistas do Desafio jovem de Três Coroas (RS). A primeira edição do evento abordou o tema sob as dimensões científica, familiar e espiritual, mostrando que a verdadeira transformação é possível quando fé, conhecimento e compaixão caminham lado a lado.

O evento teve como foco principal discutir as causas, os impactos e os caminhos de restauração na dependência química.

O psicólogo Rodrigo Vasconcellos, especialista em saúde mental, presidente e gestor do Desafio jovem, abriu o seminário com a palestra As causas dos transtornos por uso de substâncias. Ele explicou que a dependência química vai muito além do consumo de drogas, sendo um fenômeno complexo com raízes genéticas, psicológicas, ambientais e espirituais.

Segundo o especialista, até 60% da vulnerabilidade pode estar relacionada a fatores hereditários, mas o ambiente familiar e os vínculos afetivos também exercem grande influência na prevenção e no processo de recuperação.

Para ele, a verdadeira libertação não se limita à abstinência: “A restauração plena vem quando o coração encontra novamente seu propósito em Deus. Jesus conserta um coração partido, se lhe dermos os pedaços”.

Na sequência, Josinéia Lemos Vasconcellos, psicóloga especialista em terapia familiar e diretora da unidade feminina do Desafio jovem, apresentou a palestra O impacto da dependência: desafio para famílias e sociedade.

Desse modo, ela mostrou como o vício destrói o ser humano em todas as suas dimensões: corpo, mente, relações e fé. De acordo com Josinéia, os familiares sofrem e enfrentam culpa, medo e exaustão emocional.

Ela alertou ainda sobre a importância de romper o preconceito e enxergar o dependente com empatia: “É preciso enxergar a pessoa além do vício. O amor verdadeiro não aprova o uso, mas reconhece o valor humano. Ninguém é definido pelo seu erro”, afirmou.

Por fim, o assistente social Luís Augusto Barth, especialista em dependência química e diretor da unidade masculina do Desafio jovem, destacou que “a esperança e a transformação acontecem através dos testemunhos de restauração, da fé que renova a mente e o coração e do amor que cura e devolve identidade e dignidade”.

Os palestrantes também reforçaram que a culpa, a desconfiança e a codependência emocional são alguns dos maiores desafios enfrentados pelas famílias. Um dos erros mais comuns, segundo eles, é tentar proteger o dependente a ponto de facilitar o uso ou agir com severidade extrema. A mensagem final foi clara: as famílias podem e devem ser agentes de cura, e não reféns do problema.

Para encerrar o evento, Cristhiane Santiago, presidente da ONG Amor em movimento inspirou os participantes com uma reflexão desafiadora: “O que faremos com tudo isso? Vamos apenas guardar a informação, ou transformar esse conhecimento em atitudes de amor, fé e restauração?”.

Ela concluiu lembrando que a Igreja e os cristãos são chamados para agir com compaixão e acolhimento, reafirmando a essência da mensagem: “O Evangelho não é teoria, é o Amor de Deus em movimento”.

1 Comentário

  • Gloria a Deus a igreja tem a resposta que a compaixão do senhor seja impregnado na igreja para libertar todos os oprimidos e pregar o ano aceitavel do senhor. Que privilegio para a igreja receber instruções tão preciosas que vai abençoar a vida de muitos, vamos virar cativo, vamos mudar destino, vamos frustar diagnostico e vamos mudar setença de morte. Parabenizamos a igreja por esse excelente treinamento que resultara em muitas libertaçoes.

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