
Coordenador do Centro de Oração Verbo da Vida (COVV)
“Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu” (Atos 12:5).
Neste texto, observamos um momento muito difícil para a Igreja, pois Tiago, irmão de João, morreu a mando de Herodes. Vamos falar sobre a oração incessante. Essa palavra no grego, stenos, vem da mesma origem de estendido, explicado. Aquela petição: “Oh Senhor”, não significa uma oração arrastada, mas a intensidade no que está fazendo.
Ela não é só parte de uma pessoa, mas da congregação. Pensemos um pouco sobre a oração incessante a Deus.
“Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (Atos 4:24).
Uma petição ao Senhor não é horizontal, mas vertical, com direção a Ele. Nas nossas orações precisamos envolver o nosso Pai. Tenha cuidado naquele tipo de oração horizontal, no qual o irmão está “fofocando” sobre uma situação e considera isso uma petição. Podemos orar sobre as coisas, mas não devemos ficar repetindo-as sem buscar no Senhor o propósito de nossas orações.
“Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres” (João 21:18).
Pedro ainda era jovem, mal podia morrer. Mas creu naquela profecia e na promessa de Deus sobre a velhice dele. Somente porque Jesus prometeu para Pedro, a congregação se envolveu na causa. Eles viram que não podiam perder outro apóstolo.
Será que é preciso perdê-lo para ser mais intenso? Fica a questão para pensar. Nesse tipo de oração, não vamos para um momento a fim de orar a favor da própria vida, mas vamos pedir a favor de outro.















