Filho de pastor ultrapassou a marca de 100 gols no Sport

Pr. Carlos Júnior e Rebeca Moura, da Igreja na Zona Norte de Recife (PE), são pais de Davi Lucca, uma das grandes promessas do esporte.

Aos 7 anos, Davi Lucca, atleta de futsal e futebol society (fut7) do Sport Club do Recife (PE), já coleciona números expressivos e reconhecimento dentro do esporte. Em 2025, o menino marcou 102 gols em 65 partidas e ajudou o clube rubro-negro a conquistar oito títulos em 12 competições disputadas, consolidando-se como um dos principais destaques da categoria sub-7.

Filho do pastor Carlos Júnior e de Rebeca Moura, ministros auxiliares da Igreja Verbo da Vida na Zona Norte de Recife (PE), Davi integra o Sport desde meados de 2024 e atua como pivô. Além da alta produtividade ofensiva, o atleta chama a atenção pela postura disciplinada, senso coletivo e maturidade incomum para a idade. De acordo com o treinador da categoria, André Oliveira, o desempenho do garoto vai além dos gols, refletindo comprometimento, respeito e dedicação ao trabalho em equipe.

Inspirado em referências como Lionel Messi, Lamine Yamal e o atacante rubro-negro Chrystian Barletta, Davi já projeta sonhos grandes, como atuar no futebol europeu e, futuramente, defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. Apesar disso, a família reforça a importância de manter o equilíbrio emocional, os valores cristãos e o aprendizado contínuo diante dos resultados expressivos alcançados tão cedo.

O pai explicou que o interesse pelo esporte começou cedo, quando o menino, aos 6 anos de idade, foi acompanhar o treino de seu irmão mais velho na escola, em uma turma de sub-11. Devido à falta de alunos naquele dia, o professor solicitou que Davi completasse o time, o que acabou chamando a atenção de todos os presentes.

Após a atividade, o professor abordou Carlos Júnior com uma proposta: “Pai, o que é que acha do pequenininho entrar aí? Ele tem perfil para time de competição. E eu tenho contato lá com o professor do Sport, acredito que eles vão receber bem ele lá”.

Em seguida, o professor entrou em contato com o responsável pelo time pernambucano, destacando que a criança possuía um perfil aguerrido e competitivo. Mesmo enfrentando meninos mais velhos, ele demonstrava muita “raça”, dividindo bolas e “dando carrinhos”.

Ao chegar para o teste, onde normalmente as seletivas duram cerca de um mês, Davi impressionou logo de cara. Segundo o relato do pai, no primeiro treino o menino realizou três carrinhos seguidos para salvar uma bola no ataque.

O desempenho foi tão imediato que o professor afirmou prontamente que o queria no time. Já no dia seguinte, Davi participou de um jogo amistoso e iniciou sua trajetória aos 6 anos, jogando em uma categoria acima da sua idade.

A rotina de treinamentos é descrita como bastante intensa para uma criança de 7 anos, uma vez que ele concilia duas modalidades simultâneas: o futsal e o fut7. Além dos treinos oficiais, a família mantém uma disciplina de treinamentos específicos em casa.

O pai relata que as atividades no lar são focadas no aprendizado e no aprimoramento técnico, especialmente no fundamento do chute. Ele destaca a intensidade dessa preparação: “Tem dias que, antes de competição, faz mais de 100 finalizações. Então, isso puxa ele para cima”, afirmou Pr. Carlos Júnior.

Essa dedicação exigiu uma reorganização completa da dinâmica familiar, forçando a adaptação das rotinas de trabalho e dos compromissos na igreja para acompanhar o desenvolvimento do atleta.

Inicialmente, o menino atuava como ala, posição equivalente ao meio-campo no futsal. No entanto, uma mudança na comissão técnica foi o divisor de águas para o seu desempenho ofensivo: “Quando mudou o ano, ele ficou no sub-7, as outras crianças subiram de categoria e o treinador novo foi quem mudou Davi de posição, de ala para pivô. Foi onde ele se descobriu como um atleta mais ofensivo e começou uma rotina de finalização e de muitos gols”, compartilhou o pai.

A trajetória de sucesso na artilharia teve um início marcante durante a Taça Campina, realizada em Campina Grande (PB). Segundo o relato, antes do primeiro jogo do torneio, em uma sexta-feira pela manhã, a família visitou o Ministério. Carlos Júnior relatou que solicitou ao Ap. Guto Emery e à diretoria que orassem por Davi.

Durante a imposição de mãos, o pai relatou uma experiência espiritual: “Eu via um facho de luz descendo sobre a cabeça dele, e entendi que Deus estava dando uma graça diferente para 2025”.

Após esse momento, segundo o pai, houve uma mudança perceptível na criança, o que se refletiu em números impressionantes dentro de quadra. O menino marcou 15 gols em apenas cinco jogos durante o torneio. Em uma única partida, ele chegou a fazer cinco gols.

Desse modo, Carlos Júnior reforçou a convicção de que o sucesso desportivo naquele primeiro torneio foi impulsionado pelo período de oração no ministério.

O pai ressaltou que o time do filho em Pernambuco é de alto nível, com atletas que se completam em todas as posições. Essa qualidade coletiva permitiu que a equipe confiasse o jogo ofensivo a Davi, o que resultou em uma sequência impressionante de gols no primeiro semestre.

O desempenho do filho do pastor contra os principais rivais da região consolidou sua posição como artilheiro, contra o Santa Cruz, Davi marcou seis gols em uma única partida. Já contra o Retrô, principal adversário local, o menino marcou quatro gols em um jogo e três em outro.

Além do talento técnico, Davi conquistou a admiração dos colegas através da fé. Após orar por um amigo que acabou marcando um gol, os outros jogadores passaram a solicitar sua intercessão antes de cada partida. Um dos colegas chegou a dizer: “Davi, a tua oração me deu sorte. Naquele dia que tu orou eu fiz o gol e vou querer que tu ore por mim todo jogo”.

Davi introduziu ao time uma confissão de fé que já praticava com sua família. Agora, antes de entrarem em campo e cantarem o grito de guerra do Sport, a equipe declara unida: “Eu estou crescendo em graça e favor, sabedoria e unção, saúde e prosperidade, inteligência e habilidade para a glória de Deus e sobre a minha vida está a boa mão do Senhor”.

O treinador de Davi frequentemente compartilha feedbacks positivos sobre o comportamento do menino, destacando sua postura exemplar tanto com os colegas de time quanto com a comissão técnica. O professor utiliza termos elogiosos para descrever a conduta de Davi, conforme relatou o pai: “Rapaz, eu gosto muito do seu filho porque ele tem uma postura muito massa com as outras crianças e comigo”.

Um dos pontos que mais chamam a atenção no desenvolvimento do atleta é a sua capacidade de absorver instruções. Além disso, ele demonstrou alto nível de respeito pelas decisões tomadas pelos treinadores.

O sucesso e a continuidade da rotina de treinos e jogos de Davi são atribuídos a um esforço conjunto da família, com destaque para o papel da mãe na logística diária. Para isso, Rebeca precisou realizar mudanças significativas em sua carreira, adaptando seus horários de trabalho na área de odontologia para estar presente nos treinos. Os torneios de final de semana representaram o maior desafio logístico, pois coincidiam com compromissos na igreja.

Para superar esses obstáculos, Carlos Júnior explicou como se organizam: “Com os cultos e eventos, nos desdobramos. Um ou outro ia com a família, ou então sempre recorria a alguma ajuda de algum parente ou algum irmão da igreja, que gostava de acompanhar, vibrava bastante e nos cobria nesses desafios”.

Carlos Júnior ainda descreveu a experiência de acompanhar a carreira do filho como um processo emocionante e desafiador. Ele argumenta que essa jornada exige que os pais atuem em diversas frentes, levando a função paterna ao seu limite de dedicação.

Para o pastor, o envolvimento com o esporte e a fé transforma a criação dos filhos em um exercício de valores: “Você tem que ser o encorajador, o protetor emocional, o que ora, o que aconselha, o que chora no dia de perda e o que celebra no dia de conquista”.

Carlos Júnior afirmou que a jornada se constrói por meio de confissões de fé e da oração coletiva. Além disso, esse processo leva a aplicação do fruto do Espírito na paternidade ao seu nível máximo.

O ambiente das competições e dos treinos favoreceu a construção de laços sólidos entre pais e professores, formando o que Carlos Júnior definiu como “uma grande família”. Além disso, o pastor também enxerga esse contexto como um verdadeiro campo missionário.

A jornada esportiva permitiu que eles reflitam Jesus, aconselhem, orem e evangelizem outras famílias. O impacto foi tão positivo que cerca de cinco ou seis famílias de atletas, mesmo morando longe, passaram a frequentar o culto voluntariamente devido ao relacionamento construído.

O pastor relembrou uma conversa com o Ap. Guto e com Rebeca sobre o propósito de Deus na vida de Davi Lucca. “O Verbo da Vida merece pessoas relevantes, brilhando na sociedade, na área da medicina, na área da economia, na área da música, como também na área do esporte”, declarou Rebeca.

O sucesso de Davi é visto como um fruto do Ministério que já brilha em sua esfera de influência atual, com a expectativa de que esse alcance cresça ainda mais para a “honra e glória do Senhor”.

O fechamento do ano foi marcado por um reconhecimento público do talento de Davi. Uma reportagem em um jornal local destacou sua marca histórica de 100 gols, apelidando-o de “garoto prodígio”.

O pai enfatizou que isso não veio apenas pelos números, mas pelo resultado, desempenho, a forma de jogar audaciosa, dribles, gols diferentes, entre outros.

Para a família, a reportagem representou uma resposta espiritual às orações e confissões de fé que Davi fez ao longo do ano. Segundo Carlos Júnior, o momento confirmou a declaração de que seu filho caçula estava “crescendo na graça e no favor diante dos homens”.

Por fim, a família encerrou o ano com sentimento de gratidão e a convicção do favor de Deus sobre a vida do pequeno atleta.

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