
A Sala imersiva, uma das atividades da programação do JPN Global 2026, tem levado os participantes a vivenciar, por meio de cenografia e recursos sensoriais, a realidade de povos que enfrentam restrições ao acesso ao Evangelho. A proposta reuniu teatro, ambientação e relatos de missionários para provocar interesse, oração e compaixão de forma mais intensa do que um vídeo ou uma palestra proporcionariam.
Neste ano, a Sala Imersiva abordou dois temas, escolhidos em conjunto com a Secretaria de Missões da Igreja Sede: tribos indígenas e povos muçulmanos. Cada dia da atividade foi dedicado a um desses temas, com ambientação e elementos completamente diferentes.
MISSIONÁRIOS RELATAM EXPERIÊNCIAS REAIS
A realização da Sala Imersiva envolve a atuação conjunta de duas áreas da igreja: o Departamento de Teatro e a Secretaria de Missões. Representantes dessas equipes acompanham os visitantes, explicam o que será vivenciado durante a experiência e, dependendo da estrutura de cada sessão, falam sobre a atuação missionária em países de acesso criativo.
Para aprofundar a imersão, a atividade contou com a presença de missionários que já atuam ou estudam os temas apresentados. No primeiro dia, dedicado às tribos indígenas, jovens conversaram com o missionário Garcia Júnior, que compartilhou detalhes do trabalho que exerce naquele contexto.
Os visitantes reagiram com estranhamento à realidade dos povos indígenas não alcançados, ao entrarem em contato com rituais e rotinas apresentados na ambientação. Muitos deixaram a sessão demonstrando compaixão ou preocupação diante da dificuldade de acesso ao Evangelho enfrentada tanto pelos povos quanto pelos missionários que atuam entre eles.




SOM, LUZ E AROMAS QUE COMPÕEM A AMBIENTAÇÃO
A experiência utilizou iluminação e sonorização específicas para cada tema, além de aromas que reforçam a ambientação. Na sessão sobre tribos indígenas, por exemplo, foi utilizada fumaça para representar um ritual fúnebre local.
Segundo Lyven Jeffy, líder responsável pela iniciativa, a proposta da Sala Imersiva não se limitou ao impacto emocional. A equipe buscou também incentivar ações práticas, como conhecer a Escola de Missões, visitar estandes de missionários envolvidos com os povos apresentados ou desenvolver, na igreja local, iniciativas relacionadas a missões.

PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA
Como a proposta é renovada diariamente, a equipe revê o funcionamento da experiência a cada apresentação. Na sessão referente ao tema seguinte, voltada aos povos muçulmanos, a ambientação reproduz um templo islâmico e a equipe pretende observar a reação do público para ajustar detalhes e intensificar a experiência.
De acordo com a liderança, todas as sessões registraram filas de espera, e nem sempre foi possível atender a todo o público interessado em participar.















