
Janielle Medeiros
Graduada do Rhema Brasil
Depois de muito observar comportamentos repetitivos ao meu redor, desejei organizar em palavras algumas ideias que tem vindo a minha mente.
É muita gente deixando a “burrinha da felicidade” passar despercebida, quando ela deve ser bem notada. E fico me questionando o porquê disso! Vejo a dupla ARREPENDIMENTO e PERDÃO, quando acionadas, ter o poder de fazer a vida de muitos voltar ao “trilho” correto, porque quem não teve em algum momento da sua vida a impressão que está se moldando às expectativas dos outros e não aos seus projetos e sonhos? Sonhos esses que não importa o tamanho se P, M ou G, mas são os que fazem a nossa vida “colorida” e fazer sentido, mas muitas vezes, sutilmente, abrimos mão deles, quando protelamos e protelamos e o tempo passa e cadê? Frustração, achei você!
Sabe quando você vai cumprimentar alguém, estende sua mão e se depara com aquele aperto de mão frouxo, sem iniciativa? Já me perguntei inúmeras vezes, o que está por detrás dessa ação, ou melhor, dessa falta de atitude. Se a pessoa está se escondendo, não querendo se expor, se impor, num simples aperto de mão, quanto mais na vida, como um todo? Isso me intriga, como observadora do comportamento humano que sou. Acredito que um dos fatores que nos leva a ter essa “mão frouxa” na vida é a falta de perdoar. Falta de perdão a si mesmo.
Acontecimentos em nossas vidas nos marcam, principalmente quando envolvem outras pessoas, nos relacionamentos. Não é raro ficarmos “presos” a alguém, ou a uma atitude nossa “mal digerida”. Muitas vezes, vivemos situações totalmente dispensáveis, que nos desvalorizam como ser humano e claro, onde muitas vezes, somos vítimas e assumimos o papel de réu, porque desde que o mundo é mundo alguém tem que “pagar a conta”. Nada mais prático e covarde do que punir a nós mesmos. Ficamos nos sabotando, abrindo mão do que nos faz felizes de verdade, deixando ir embora nosso bem-estar como areia que escapa entre os dedos. Viramos “obesos emocionais”, e a vida pesada demais para voarmos livremente. Graças a Deus que temos uma promessa de Deus para “consertar” isso tudo:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve.” (Mateus 11.29)
Você pode estar argumentando: ninguém faz isso em sã consciência! Mostro a você em termos práticos que faz. Cadê seus projetos que você anotou no seu caderninho no final/começo de algum desses anos que se passaram? Realizações ou frustrações? Claro que existem coisas que não dependem de nós, como sonhos que precisam de uma boa grana investida para se tornarem reais, e nem sempre dá não é mesmo? Mas falo dos que dependem única e exclusivamente de nós.
Você se determina a estudar e passar em um concurso e quando abre o livro, um amigo teu te chama para o cinema. Lazer e amizades são coisas boas da vida (você pensa!) e vai embora, sabendo que no final vai se frustrar por não ter estudado. Sai de um relacionamento que te fez mal e quando aparece alguém que vale a pena você deixar se aproximar, você fecha as portas emocionais argumentando para si mesmo que não quer sofrer de novo. Quer comprar um carro, mas vive dizendo para si que andar a pé é mais saudável. Quer fazer uma pós- graduação, mas não para de trabalhar, afinal, contas existem para ser pagas? Eu faço isso, você faz isso. Afinal, até quando vamos dar desculpas aceitáveis para camuflar nossa infelicidade?
Existe uma música de uma banda chamada Switchfoot (Dare you move), que fala algo interessante:
“Eu te desafio a se mexer,
Eu te desafio a se levantar do chão,
Como se o ‘hoje’ nunca tivesse acontecido
O ‘hoje’ nunca aconteceu antes
Talvez o perdão está onde você caiu
Pra onde você pode escapar de você mesmo?
Pra onde você vai? Pra onde você vai? ”
Mas isso tem nome, chama-se MEDO DE AMAR-SE. Trocando em miúdos: quando deixamos de fazer algo que vai contribuir com nosso bem-estar, por medo, já estamos nos castigando. Não é algo bacana, nos acomodarmos à redoma que o medo trás por tabela. João colocou muito bem isso: No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor (1 João 4:18).
Num mundo que o que a imagem vale mais que a essência, o TER se sobressai ao SER, damos muita importância ao que os outros pensam sobre nós , quando o que importa no final é o que NÓS pensamos de nós mesmos isso sim é o que conta pontos no final. Não correr o risco de viver o que nós acreditamos é a maior punição e injustiça que podemos cometer conosco, e dessa forma, como poderemos almejar amar outro alguém se não nos permitimos experimentar o que nos faz bem? Precisamos sim, voltar lá atrás, no ponto onde caímos, nos arrepender e nos perdoar, porque continuar fingindo para nós mesmos, sermos quem não somos, como que “deletando” uma parte da nossa história, não funciona. Isso não é superação, isso é hipocrisia. Façamos as pazes conosco e com nossa história, aprendendo a nos dar o valor que de fato temos e seguir felizes. Simples assim. Eu mereço, você merece.






4 Comentários
Excelente texto!! Palavras edificantes, amei. ?????
Aleluias,muito bom! Q inspiração essa é de Deus.
Que bom que gostou! 🙂
Que palavra equilibrada,muito bom,fui inspirada a realmente ser colocada em movimento obg !