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Tenho 27 anos e sou cearense. Ser cearense é uma coisa muito impressionante, peculiar. Eu tenho um amor muito grande pelo povo, uma admiração por alguns cearenses  que fazem com que a gente valorize muito a nossa Terra. Alguns se destacam em diversas áreas. O povo conhece apenas os cearenses que fazem humor, mas temos escritores, artistas como Patativa do Assaré, eu gosto quando vejo algum cearense se destacando em alguma coisa.

Sou bem humorado. Decidi ver o lado bom das coisas, mesmo que seja uma situação negativa, mesmo que seja comigo mesmo. Prefiro rir e encarar aquela situação feliz ao invés de estressado. Eu sei que se for utilizar meu mau humor, o pavio é muito curto. Prefiro utilizar a alegria porque ela me deixa com mais paciência.

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Mesmo sendo cearense, eu sou campinense de coração. Quando vim para Campina Grande/PB, em 2007, meu plano era fazer o Rhema e rapidamente ir embora pra qualquer lugar onde eu pudesse ser ativo. Cresci vendo Campina Grande como Jerusalém. Lá no Ceará, quando falávamos: “Eu vou para Campina Grande”, tínhamos a expectativa de ter uma experiência sobrenatural, diferente. Sabíamos que aqui teríamos contato com pessoas que tanto admiramos.  E, no meu caso, pessoas que admiro desde criança. Afinal, cresci ouvindo sobre o pastor Bud, Guto, Maneco, Gilson, Sâmia. Pessoas que marcaram uma época no Ceará. Então eu sempre pensei: “Campina Grande é um lugar maravilhoso”. Quando vim, tinha esperança de ter um encontro com esse povo.

Lembro que, em Caucaia, onde eu morava tínhamos um ritmo corrido, tínhamos ensaios de madrugada e saíamos para comer alguma coisa depois dos ensaios. Sempre dormíamos tarde e era uma vida bem movimentada. Pensei que nunca ia me adaptar a uma cidade pequena. Mas eu me apaixonei por Campina Grande ainda em 2008. Hoje, moro aqui e meu prazer é morar nessa cidade. Viajo porque sei que é parte do meu chamado e preciso cumprir uma visão, mas voltar é sempre muito bom.

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A minha vida aqui é bem cheia de atividades. Pela manhã estou no Centro de Operações do Ministério Verbo da Vida; a tarde faço algumas visitas; e a noite estou no Centro de Cura. Nos finais de semana temos atividades na igreja local. Temos também o culto em inglês que temos auxiliado. Praticamente não temos um dia livre sem atividade alguma. Mas, as vezes pegamos um sábado pra descansar e ficamos em casa, conversamos muito. Sempre temos um tempo eu e Manu juntos para comunhão. As vezes vamos ao shopping, vamos em João Pessoa, Manu gosta de ver filmes, eu fico do lado, mas sempre durmo.

Tive uma infância e adolescência muito boa. Tenho uma família pequena, meus pais e apenas uma irmã. Tenho boas lembranças da época que meus pais eram casados (hoje, eles são divorciados). Sempre fui muito ciumento com a minha irmã. Depois que vim para Campina, perdi um pouco daquele contato constante. Após eu ter vindo morar aqui, foi exatamente quando meus pais se divorciaram. Minha mãe e minha irmã moram no ceará, Minha mãe não é muito de usar celular. Falamos-nos sempre e, quando nos vemos, é uma festa. Temos uma parte da família no Goiás. Meu pai é uma pessoa admirável no sentido de servir as pessoas, é um homem com um coração de servo. Minha mãe é uma grande benção. Minha irmã é muito dedicada às coisas que ela abraça. Todos eles têm características que me inspiram.

5Existem pessoas que eu acompanho diariamente e tenho visto bons frutos nas vidas delas. Eu tive pessoas que acreditaram em mim quando ninguém acreditava e, do mesmo jeito, hoje eu tenho acreditado em muitas pessoas. Eu tenho uma gratidão indizível pela vida de Guto. Quando eu era adolescente, estive desviado, estava no mundo mesmo. Guto era o pastor da Igreja em Fortaleza nessa época. Um certo dia ele saiu das suas atividades em busca de um adolescente de 13 anos (eu), mesmo com tantas atividades, ele foi me procurar. De repente, estava em casa, em uma manhã e Guto chegou. Eu pensei: “Valha me Deus!”. Saímos e fomos tomar uma sopa, uma canja. Ele conversou comigo como um pai e eu fiquei pensando: “eu quero servir a um homem desses”.

Ao vir pra Campina Grande, tive a oportunidade de estar muito perto de Gilson Lima e ele foi realmente como um pai pra mim. Fico pensando em como eles viam coisas em mim e acreditavam mais do que eu mesmo. Pensando sobre tudo isso hoje, acho que o maior fruto de tudo o que eles plantaram em mim, foi me ajudar a ajudar pessoas a se enxergarem, assim como eles fizeram comigo. Ajudá-las a verem coisas sobre si mesmas que ainda não estavam vendo. A minha maior realização hoje, é levantar pessoas.

O Centro de Cura é um lugar de milagres para quem chega doente lá. Mas é um lugar de restauração de ministros também. Tenho exemplos de pessoas desacreditadas que encontraram restauração lá.  E isso é só o começo. A gente quer ver o centro de cura funcionando como o pastor Bud visualizava: como um socorro para enfermos e treinamento para ministros. Tanto é que na equipe que ele levantou ninguém tinha experiência, ninguém ensinava, hoje, levantamos quatro professores lá. Eu gosto de trabalhar com pessoas que foram desacreditadas ou que, as vezes, parecem não demonstrar tantos frutos, mas têm um coração de servos. Porque um dia eu estava assim e acreditaram em mim.

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Tenho líderes, pessoas que estou submisso a eles. Tenho os amigos próximos como Perilo que tem muitos anos que conheço. Lembro de um livro que ele citou certa vez que todo homem deve ter um Paulo em sua vida e ser um Timóteo para alguém. Precisamos ter pessoas acima de nós as quais respeitamos e ouvimos, precisamos ter pessoas ao lado, companheiros de ministério como Paulo cita em suas cartas. E também, devemos ter sempre alguém que acreditamos e investimos abaixo de nós. Acredito que precisamos dessas três vertentes. Pessoas acima, ao lado e abaixo nas quais devemos estar sempre investindo e acreditando. Graças a Deus estou bem munido disso. Ao meu lado posso citar Perilo e Marcos Honório Júnior. São parceiros que estão caminhando juntos, sempre nos aconselhamos.

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Pessoas que lideram e estão acima, tenho Guto que já chamei de pastor, bispo, apóstolo, meu respeito por ele é enorme em todas as perceptivas. Tenho gratidão por ele. Gilson precisa estar nessa equipe. Ele sempre cuidou de mim, as vezes, até me entregou para Guto (risos). Mas isso me ajudou demais em fases da minha vida. Renato Gaudard é alguém que sou muito grato também. Ele me acolheu na casa dele quando eu estava prestes a casar e tinha algumas necessidades de mudanças na minha vida, sou grato a ele e a Klycia. Sylvia Lima não posso deixar de ser grato demais. Respeito como uma mãe. Não tenho palavras pra agradecer. Lembro que, quando estava doente, Gilson me pegava, levava pra sua casa e eles cuidavam de mim até eu ficar bem. Eles vão receber um galardão na eternidade pelo que fizeram por mim.

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Pastor Bud… Pra mim ainda é meio surreal ele não estar mais aqui. Eu cresci ouvindo sobre um homem de fé. Ainda lembro que, quando eu tinha 8 anos, o pastor Bud foi em Fortaleza e chamei ele pra conversar. Eu disse: “Pastor preciso falar muito sério com o senhor. Eu tenho que fazer o Rhema. Deus falou comigo que eu tenho que fazer, preciso que o senhor abra uma exceção pra mim” (risos). E o pastor falou: “Vá jogar bola, viver a sua infância, viver a sua vida. Quando você chegar aos 16 anos, você faz o Rhema”. E assim eu cresci… Admirando e ouvindo as histórias sobre ele.

Quando me mudei para Campina, congregava na Igreja da Zona Leste e, certa vez, Jan foi ministrar lá e o pastor Bud a acompanhou. Na hora do louvor, o irmão que ministrava falou em línguas e me deu o microfone pra eu interpretar (na hora nem lembrei que o pastor estava lá). Comecei a interpretar as línguas, dancei, me joguei, fiz tudo que consegui fazer. Depois pensei: “Meu Deus do céu, pastor estava no culto, ele vai me pegar”. No final do culto ele disse: “Quero falar com você rapaz”. Achei que ia levar bronca. Mas ele disse: “rapaz, eu tenho umas roupas lá em casa pra te dar”. e disse: “você já tinha se movido assim antes?” Falei: “já pastor”. Então ele disse: “coisa boa, vá lá em casa”. Depois desse dia eu fui algumas vezes na casa dele e ia pra tomar tererê, isso aconteceu em 2009. Comecei a tomar o terere ali, meio sem gostar (risos), só pra estar perto dele, depois comecei a gostar de terere.

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Anos depois, em 2012, eu já trabalhava no Ministério e fui convidado para estar ajudando o pastor no Centro de Cura. O pastor me acolheu e me ensinou muito em tão pouco tempo. Houve uma aproximação e aquele respeito foi crescendo. Me sentia muito livre para ser eu mesmo perto do pastor. Ele me corrigiu muitas meses, mas, se você não se expor, nunca vai crescer. Isso me ajudou muito. Foi um ano de forma intensa convivendo no centro de cura. Cada palavra que ele me falou tem um peso muito grande.

Hoje, após a partida dele, às vezes, a minha consciência fala com a voz do pastor. Por vezes, estou pensando em fazer algo e ouço: “Rapaz não faça isso não”.

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Manu, minha esposa… Eita, vou me emocionar, meu Deus do céu…

Tenho muita gratidão a Deus pela minha esposa. Vejo pessoas falando sobre casamento de maneira que destaca “batalhas”, “conflitos’. Eu tenho um casamento maravilhoso e sei que isso não foi por uma habilidade minha. Mas graças a Deus que eu casei com uma pessoa que ama o Senhor, que tem muito caráter, força no que fala e no que se propõe a fazer. Quando casamos, fizemos alguns votos e costumamos voltar a observá-los sempre que possível. O nosso casamento foi celebrado pelo pastor Bud e ele falou muitas coisas fortes para a gente na cerimônia, essas coisas norteiam a nossa vida. Às vezes, colocamos o vídeo do casamento só para ouvir aqueles conselhos novamente e os votos que fizemos. Manu é uma pessoa que honra o que fala. Temos praticamente quatro anos de casados e nos amamos mais hoje do que no começo. É tão bom ouvi-la. Onde eu tenho fraqueza, ela me ajuda, e essa relação mútua só nos faz crescer. Sozinho, eu demoraria mais tempo pra chegar. Ela é zelosa, cuidadosa e entregue em tudo o que faz.

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Eu me vejo como um aprendiz que está disposto a sacrificar tudo o que estiver ao seu alcance em prol de me tornar aquilo que eu sei que sou no Senhor. Tenho facilidade de abrir mão de alguns pensamentos e projetos. Em prol de algo que eu sei que é a vontade de Deus. Já vi que abri mão de pensamentos meus que divergiam dos planos de Deus, eu quero seguir o mestre.

Me vejo como alguém que progrediu, mas que falta muito para cumprir os planos e as visões que Deus tem pra mim. Naturalmente, eu tinha que ter uns 200 anos para cumprir tudo o que tem em meu coração, mas vou cumprindo o que tem chegado. Quero continuar seguindo a Deus. Eu amo Jesus. Isso não negocio. Isso torna as coisas mais fáceis para mim. Não estou onde estou se não por meu amor por Ele. Estou vivendo coisas hoje que Ele me revelou no meu quarto, anos atrás, morando em Caucaia. Aconteceu exatamente como Ele disse, e isso me dá segurança de continuar seguindo o que Ele diz. Não me vejo aposentado, nem fazendo outra coisa, de jeito nenhum. Eu amo o Senhor.

 

 

4 Comentários

  • Rapha! Você é um sucesso, amo muiittoo vocês…e é uma honra servir a Deus servindo vocês durante esses 4 anos! É só o começo, você só não cresce mais em estatura (rs). Ainda tem muitas passagens por aeroportos kkkkkk…nos vemos por aí…em breve!

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  • Rapaz, vc não min supreende, haja chão para vc caminhar, haja céus para os seus para vc voar, isso é apenas um começo, atente para sua estrutura.
    Considere as coisas simples, atentando para sua importância e que é fundamental para uma fundação solida!

    Avanteeeee!

    Resposta

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