Sou casada há 14 anos com Horst Keil.

Nosso casamento foi algo de Deus mesmo. Ele esperava uma esposa no Senhor, aos 29 anos na época. Nesse tempo eu morava em Brasília e, quando nos conhecemos, vimos que as nossas famílias se conheciam, porque eu sou de Teresina; mas nunca tínhamos nos visto. Lembro que era a formatura da Sanny, minha irmã em São Paulo e meu pai me chamou para ir para lá. Meu pai falou: “venha aqui porque tem um homem cristão que eu gostaria que você se casasse”, no dia seguinte eu fui. Meu esposo é brasileiro com descendência alemã. Ele morava em São Paulo e fui para a formatura da minha irmã, o conheci e, dois meses depois, ele foi a Brasília. Saímos para conversar e ele disse: “queria casar com uma mulher assim, como você”. Antes de me pedir em namoro, ele me pediu em casamento. Uma semana depois, ele oficializou o pedido; um mês depois noivamos e três meses depois nós casamos.

Sim, tudo foi muito rápido, mas ele esperava no Senhor e Deus já havia falado com ele que aquele seria o ano dele encontrar a mulher que casaria; e, quando colocou os seus olhos em mim, soube disso, então, foi nesse contexto que nós casamos. Logo ele soube que eu tinha um chamado para as Nações e ele tinha um sonho muito grande de fazer o Rhema em Tulsa, mas era muito caro e o governo americano tinha muitas exigências e, assim, nós mudamos os planos e, após alguns meses, após o casamento; nos mudamos para Toronto, no Canadá. Ficamos um tempo lá e, depois de um ano, voltamos ao Brasil e organizamos o nosso processo de imigração. Em 2007, recebemos toda a documentação do governo canadense nos permitindo voltar para o país, agora como residentes.

Três meses depois de chegar ao Canadá, engravidei do meu primeiro filho, Davi, o primogênito que está com 8 anos. Ou seja, quando fomos a primeira vez para lá, tínhamos pouco tempo de casados, mas, ao voltar, já tínhamos 6 anos de casados. Passados dois anos, eu engravidei do Felipe que está com 6 anos. Eu sabia que minha ida ao Canadá tinha um propósito divino e tínhamos um chamado para as nações. Não éramos associados ao ministério verbo da vida, a minha irmã Sanny já era professora do Rhema, era envolvida no ministério e eu estava há quatro anos em Quebec e me perguntava: “Senhor por que Quebec?”

Na minha adolescência eu morei nos Estados Unidos, a minha segundo língua era o inglês,mas naquele ímpeto eu não tinha paz, mas eu tinha decidido que ia voltar para Toronto afinal, tinha sido o primeiro lugar que moramos naquela nação. Mas eu pensava: nesse lugar não tem igreja, as pessoas não creem em ti, eu vou embora. Fomos para Toronto, contactamos pastores que conhecemos e pensei: Senhor, se tu não intervir nessa situação, eu vou embora. Foi nesse mês que alguém me falou que um casal graduado do Rhema em Brasília tinha chegado naquela terra. E eu liguei para a minha irmã e falei que tinha ouvido falar de um casal chamado Josafá e Bianca que estava no país e pedi que ela procurasse informações da procedência deles. Pedi que descobrisse (risos)…

Ela me ligou depois e disse: – “Mana, é ovelha do pastor Joselito, agarra essa oportunidade!”

Escrevi um email para Bianca e ela sem eu saber já me acompanha através de um blog que eu tinha, porque eu como eu já tido filhos ela acompanhava a minha vida a distancia, sabia quem eu era e quando os encontrei, nunca mais soltei.

Eu dizia ao Josafá: – “Quando vamos abrir uma igreja?”

E ele respondia: – ”eu não sou pastor ainda”.

E eu dizia: – “você é e eu sou a sua ovelha”.

Foi assim que nos conhecemos. Bianca grávida do Pierre, que para mim é um sobrinho; eu já tinha meus dois filhos. Com isso, pudemos crescer juntos. Quatro meses depois, a igreja nasceu. Eu tinha o sonho de fazer o Rhema, me matricularam no Rhema Quebec e eles iam me buscar em casa. Foram até o fim comigo e hoje sou graduada do Rhema Quebec e sou grata a eles por isso.

Sempre tivemos um sonho de conhecer Campina Grande. Eu entrei no Ministério Verbo da Vida através de Josafá e Bianca e eu dizia: “Só vou a Campina Grande se for com vocês”. Ela dizia: “um dia vai dar certo”. Ano passado eu disse que iria ao Brasil, pensamos em desistir por algumas situações que se levantaram. Mas eles nos surpreenderam e disseram que iríamos juntos e que nós seríamos licenciados. Em abril de 2016, eles fizeram essa surpresa e nos convidaram para ir e fomos em Julho. Marcamos as férias e Deus realizou meu sonho que era estar aqui ao lado deles.

Estamos servindo no diaconato, eu também sirvo na tesouraria e começamos a dar aulas no Rhema Quebec. Trabalhamos com traduções do inglês, português e Francês. Tive que aprender o francês, com muita resistência no inicio, mas tinha que aprender. Hoje, prego em francês, mas foi um desafio.

Sempre tive fome da Palavra, lembro da época que eu vinha ao Brasil e quando encontrava a minha irmã, eu a chacoalhava e ela queria dormir e eu dizia: “prega pra mim, tenho poucos dias aqui…” Era muita sede e fome da Palavra e, quando você não tem a revelação da Palavra, fica meio perdido. A obediência imediata, mesmo que você não entenda tem resultados.

Eu tive uma visão, recém casada ainda. Vi uma onda e eu corria e, quando chegava no Canadá, a onda se desfazia. Eu tinha pouco tempo de casada quando o Senhor me falou que ia me levar para Quebec, no Canadá. Quando chegou o momento obedecemos, seguindo apenas o testemunho interior, e sempre foi assim. Quando eu achei que não ia suportar mais, Deus mandou o socorro, mandou Josafá e Bianca. Eles me treinaram na Palavra e foi isso que mudou. Até hoje eles são mestres em me colocar desafios que penso que não vou conseguir. E, quando os desafios vêm, procuro orar ainda mais em línguas. Sei que, sem o Senhor, não sou nada; mas com Ele eu enfrento todos os desafios que venham a surgir. Crendo que se Ele me chamou, vai me capacitar.

Constância e excelência são características de Josafá e Bianca, eles não mudam. Sou muito próxima deles, sei do que eles passaram, das coisas que o inimigo já fez, circunstâncias que se levantaram; mas eles não mudam a forma de falar, o discurso; não importa a quantidade de recurso, é sempre com excelência.

Têm sido mais fácil morar no Canadá, depois que Josafá e Bianca chegaram. Me lembro que, no começo, eu falava muito: “eu sinto isso, sinto isso”, e Bianca olhava e aos poucos eles me ensinaram a colocar a Palavra em prática.

Não consigo separar mais os meus sonhos dos sonhos de Deus para aquela nação. Temos que levar a Palavra aos sedentos, existem muitos povos da língua hispânica, mas o meu sonho é ver o que aconteceu em Campina Grande acontecendo naquela nação. O que a Palavra fez no Brasil, acontecendo no Canadá.

Eu abandonei a minha carreira. Quando conheci Josafá e Bianca eu ia voltar para minha profissão de administradora e o Senhor me disse: “fique do lado deles”. Eu abri mãos de tudo e, hoje, eu não tenho mais sonhos apenas meus, eu sonho o que eles sonham.

Meu esposo tem um histórico bem diferente do meu, porque nasceu em um lar cristão. É um homem que nunca se enveredou em ventos de doutrina, mesmo não cantando, é um homem de adoração. Ele nunca duvidou da Palavra. Eu tenho ao meu lado um homem de Deus, excelente pai, apaixonado pelos filhos que entrou de cabeça no mesmo chamado que eu entrei. No começo, eu falava o que você percebe como chamado de Deus em sua vida? E ele dizia: “pregar e falar de Jesus”.

Nos unimos na mesma linguagem da fé. Vejo meus filhos desde novos, batizados no Espírito Santo. Meu filho aos 6 anos interpretou um culto de crianças do Francês e eles estão fazendo a mesma coisa que os pais. Ele sempre foi uma referencia de esposo e pai de família, mas hoj,e ele é uma referencia de homem de Deus.

Meus filhos falam português, francês e inglês. Fazemos tudo juntos os quatro. Andamos de bike juntos, fazemos trilhas, jogamos futebol… Até porque lá não temos com quem deixar nosso filhos, então, estamos sempre juntos. Às vezes saímos e passamos o dia fora.

Eu sou uma mulher que anda em fé, só a Palavra me sustenta. Não preciso ver nada para crer, só preciso da Palavra. A confiança que aquilo que Deus disse vai se cumprir, independente da circunstancias. Estar aqui hoje, é um milagre. Seria impossível, se não fosse Deus no controle. Hoje, vejo que sou uma mulher que se entregou para Deus e o que Ele quiser fazer através de mim. Ele me dará a capacidade e a graça para fazer. Eu não preciso enxergar o que está debaixo dos meus pés.

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