blog_dentro_jannaynaLembro-me de uma ministração de Maneco em que ele disse:“Vamos parar de servir a Deus pelas beiras”. Dentro de mim veio aquela impressão. A Igreja Verbo da Vida precisa tomar cuidado para não se tornar profissional. E fiquei com esse cuidado. Comecei a perceber coisas. São coisas que não estão conseguindo subir e fluir mais para Deus, porque elas não estão sendo feitas com o coração correto.

Eu não sei identificar claramente, mas também não precisa. Acho que cada um de nós deve tomar isso para sim e pensar: O que eu estou contribuindo para isso? Ou o que eu estou deixando de fazer para isso?

Estamos cheios de pessoas novas e graças a Deus por isso, afinal, é para ter aumento mesmo. Mas os novos que tem chegado é para serem ensinados nas mesmas estruturas e bases, porque a Palavra é a mesma.

Agora, se eles não vêem afogueamentos nos mais antigos por que eles terão alguma chama?

Eu sei que existem pessoas no nosso meio que tem pelo menos 10 anos que congrega no Verbo da Vida. É nossa responsabilidade manter a nossa chama acesa.

Precisamos atentar para algumas coisas,  por exemplo, não é a toa que no Tabernáculo da velha aliança que era um tipo das coisas que agora são reais. Um dos tipos do tabernaculo tipificava o ser humano nascido de novo e uma das coisas que havia no tabernaculo dentre muitas outras ordenanças de Deus é que a sua luz não podia se apagar. Ou seja, não podia faltar iluminação e havia um revezamento entre os sacerdotes para acender, iluminar.

Não podia ficar escuro enquanto estivesse montado. Outra coisa que não podia faltar era incenso. Para isso também havia escala. Nem podia faltar luz e nem incenso.

A Bíblia diz que as orações dos santos são colhidas pelos anjos em taças como incenso. Se aquele tabernaculo era uma imagem imperfeita daquilo que hoje é perfeito e real, na qual nós vivemos hoje, significa que se nós, como tabernaculos, estamos deixando no escuro e sem aroma de santidade, existe um problema bem grave em nós.

E esse problema não vai ser sentido apenas na individualidade. Em apenas uma pessoa, ele vai ser percebido quando houver o ajuntamento. O nosso ajuntamento medíocre denuncia a nossa vida medíocre individualmente.

Não adianta qualquer pastor, ministro gritar: “Vamos buscar ao Senhor. Irmão se levante e levante as suas mãos!” Não adianta o pastor desejar o mover do Espírito nos cultos. Não adianta, porque isso é uma coisa individual. Ou a gente faz ou a gente não faz.

Nós precisamos decidir que vamos ter uma vida com Deus decente. Uma vida que vale a pena ser vivida. Deus não nos chamou para sermos crentes de “meia tigela”.

A questão aqui não é o quanto você conhece de versículos da Bíblia, nem quantas vezes já a leu, mas o que você vai fazer se o diabo vier te apertar em um dia mal. Quando a enfermidade pegar em teu corpo você saber o que fazer. É quanto tiver um parente seu precisando de oração você saber como orar.

Nós estamos falando de coisas do dia a dia. De uma vida que exale um perfume agradável e pessoas vejam algo diferente, especial em nós, ao ponto de desejar estar perto de nós. Estou falando de eu e você fazermos a diferença em nosso trabalho, na faculdade, no cursinho, na família. É disso que estou falando.

Se nós não fizermos nada, então nada vai acontecer e vamos continuar como estamos e seremos uma Igreja Verbo da Vida profissional da Palavra da Fé. Esteja atento para essas coisas.

* Jannayna Albuquerque é Diretora do Rhema Brasil em Campina Grande PB

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