“Se com a tua boca confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Romanos 10:9-10).
Deus tem falado conosco sobre raízes. Muitos ainda não compreendem plenamente como elas funcionam na vida cristã. A fé é uma delas. Ela sustenta nossa caminhada, nos conecta ao propósito divino e nos firma em tempos difíceis. Um cristão que não aprofunda suas raízes na Palavra, não cresce de forma saudável. Precisamos ser fortes, bem fundamentados e enraizados em Cristo.
Se alguém deseja crescer apenas um pouco na vida, talvez pense que não precisa de raízes profundas. Mas aquele que deseja viver plenamente o propósito do Senhor, precisa firmar-se na fé. Ela não nasce de forma automática; mas requer preparo: ouvir a Palavra, crer, meditá-la e, então, confessá-la com a boca. Esse ciclo — ouvir, crer e confessar — precisa tornar-se um estilo de vida.
Como está escrito em Romanos 10:9-10: “se com a boca confessarmos que Jesus é o Senhor, e com o coração crermos que Deus o ressuscitou dentre os mortos, seremos salvos”. A salvação é pela fé, e tudo o que recebemos de Deus, também é. Quando nascemos de novo, nos tornamos uma nova criatura. As coisas velhas passaram; tudo se fez novo. Mas é preciso reconhecer e declarar essa nova identidade: “Eu sou uma nova criação. Meu passado foi apagado. Sou agora um homem ou mulher em Cristo”.
Efésios 4 nos instrui a nos despirmos do velho homem, corrompido por desejos enganosos, e a nos revestir do novo homem, criado segundo o Senhor, em justiça e santidade procedentes da verdade. Essa transição exige renovação do entendimento, pois precisamos mudar a maneira como pensamos, reagimos e vemos o mundo, alinhando tudo à Palavra de Deus.
A verdade é que só existem dois reinos: o do bem e o do mal, Deus e o diabo. Antes de nascermos de novo, estávamos sob a influência das trevas. Mas agora temos um novo Pai, e essa nova filiação exige submissão. Submissão às Escrituras, não aos sentimentos ou vontades passageiras. A obediência é um sinal de que pertencemos ao Senhor.
Essa renovação da mente é vital. Você não pode viver o novo enquanto continua pensando como antes. Deus nos deu todas as coisas que conduzem à vida e à piedade (II Pedro 1:3). Isso significa que não nos falta nada. Tudo o que precisamos para viver de forma plena e piedosa já nos foi dado por meio do conhecimento de Cristo.
Não devemos orar pedindo aquilo que o Senhor já nos deu. Devemos agradecer e tomar posse pela fé. Fé é agora. Ela não espera, não adia. Ela age com convicção, mesmo sem ver. Hebreus 11:1 nos diz que a fé é a certeza do que se espera, a convicção de fatos que não se veem. Por isso, precisamos chamar à existência as coisas que não existem, como fez Abraão. Ele não se apegou às limitações do seu corpo, nem ao ventre já envelhecido de Sara. Ele creu contra a esperança, dando glória a Deus, convicto de que Aquele que prometeu é fiel para cumprir.
O Senhor deseja que cresçamos espiritualmente, e isso exige mais do que fé isolada. Em II Pedro 1, aprendemos que à fé deve-se acrescentar a virtude; à ela, o conhecimento; a ele, o domínio próprio; ao domínio próprio, perseverança; à ela, piedade; à piedade, fraternidade; e à ela, o amor. Tudo isso é parte do processo de crescimento espiritual.
O amor é o vínculo da perfeição. É o que dá vida à fé. Sem amor, ela não opera. Em 1 Coríntios 13, aprendemos que podemos ter todos os dons, mas, sem amor, nada tem valor. O amor é paciente, benigno, não se exaspera, não busca os próprios interesses, suporta tudo, crê em tudo, espera tudo e nunca falha.
Se sua fé não está produzindo resultados, talvez o problema não esteja na fé, mas na ausência do amor. Examine-se. Perdoe. Liberte-se do que pesa na alma. Prosperidade, saúde, plenitude — tudo isso começa com uma alma próspera (III João 1:2). Renove sua mente, ofereça seu corpo como sacrifício vivo e santo ao Senhor (Romanos 12:1–2) e alinhe sua confissão ao que Ele diz que você é: curado, livre, amado, perdoado e próspero.
A graça de Deus é abundante. Ela é a capacidade de fazer aquilo que, sozinhos, não conseguiríamos. Mas é ativada pela fé — e a fé, pelo amor. Por isso, mantenha-se firme. Confesse com convicção. Viva pela Palavra. E saiba: Deus deseja abençoar você, não apenas para que você seja abençoado, mas para que outros também o sejam, por meio da sua vida.














